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        Arrigo Sacchi, o 'Mágico de Milão'

        Texto por ogol.com.br
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        20 anos não é muito tempo de carreira para um técnico de futebol. Mas foi preciso bem menos para Arrigo Sacchi marcar seu nome na história do futebol, sendo o "Mágico de Milão". 

        Quando treinava o Parma, poucos conheciam Sacchi. Mas Silvio Berlusconi apostou no então jovem treinador para iniciar uma reestruturação no Milan. E Sacchi fez mais: iniciou uma das grandes eras da história do clube de Milão. 

        Sacchi foi o revolucionário que Berlusconi queria. Ao contrário da maioria dos clubes italianos, que seguiam o catenaccio, forma de jogar defensiva praticada no país, Sacchi comandou o Parma em um 4-4-2 de muita movimentação, implantando o sistema em San Siro. 

        O técnico queria que seus jogadores se comportassem em um mesmo ritmo, como uma espécie de unidade em campo. O movimento de um era fundamental para a mudança posicional do outro. E a bola tinha todo o valor... Sacchi adorava o futebol total de Rinus Michels, e fez sua própria mágica em Milão. 

        Aos poucos, o treinador, questionado por ter pouca experiência e nenhum sucesso como jogador, foi calando a boca dos críticos. Dava gosto de ver o Milan jogar. E os adversários sofriam para entender um estilo de jogo inovador para a Itália do final da década de 1980 e início dos anos 1990. 

        Com a trinca formada por  Marco van Basten, Ruud Gullit e Frank Rijkaard, e uma defesa que tinha Franco Baresi, Carlo Ancelotti, Roberto Donadoni e Paolo Maldini, o Milan dominou a Europa e o mundo. No período, conquistou "apenas" um título italiano, mas foi bicampeão da Liga dos Campeões e do Intercontinental, além de ter vencido duas vezes a Supercopa da Europa. 

        Comandante da Azzurra

        A trajetória vitoriosa no Milan levou Sacchi para a seleção italiana. Com uma base montada por ex-comandados no Milan, o treinador levou o time para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Aquela Itália não encantava como o Milan. 

        Antes e durante a Copa, Roberto Baggio foi a grande estrela da companhia. Para muitos, Baggio carregava aquela Itália nas costas, e Sacchi esteve longe de aproximar o time italiano de sua filosofia no Milan, e quiçá do futebol total. 

        Mas a Itália, apesar de ter perdido na estreia da Copa, foi avançando. E sempre com o brilho de Baggio... Até que chegou na final, e Baggio não bastou. O craque acabou desperdiçando o pênalti decisivo, após empate sem gols no tempo normal, e o Brasil acabou campeão do mundo. 

        Sacchi seguiu na Azzurra na Euro de 1996, mas deixou o cargo após campanha ruim. Depois, teve curtas passagens por Milan e Atlético de Madrid, até que foi obrigado a abandonar o banco de reservas por conta de problemas físicos. Seguiu no esporte ainda como dirigente e, mais tarde, como comentarista. 

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