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        Nilton Santos: a Enciclopédia

        Texto por Carlos Ramos
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        Nilton Santos escreveu uma história de devoção a duas camisas: em preto e branco pelo Botafogo; e verde e amarelo pela seleção brasileira. Eleito pela Fifa o melhor lateral-esquerdo da história do futebol, o jogador, hoje nome do estádio do clube que tanto honrou a camisa, entrou para a história do esporte. 

        Nilton nem era para ter jogado futebol. Quando menino, ajudava a família na Ilha do Governador pescando. Quando começou a dar seus primeiros chutes no Fleixeiras Atlético Clube, aos 14 anos, teve de parar para trabalhar em um restaurante. 

        Só mais tarde, quando prestou serviço militar, Nilton foi reencontrar o futebol. O destino, na época, não seria o Botafogo, mas o São Cristóvão. É que Nilton se destacou pela equipe do exército contra o time da Figueira de Melo. Só que, com a ajuda de um amigo militar (o Major Honório), acabou indo parar em General Severiano. 

        Tio de Honório, Bento Ribeiro, diretor botafoguense na época, apostou em Nilton Santos, que já tinha 22 anos. O início tardio não impediu que o lateral conseguisse uma carreira brilhante. Nem que ele conquistasse logo a vaga no time. 

        Uma história do Glorioso e das glórias

        Titular do Botafogo, Nilton Santos não demorou muito a chegar na seleção brasileira. Em 1949, foi convocado para a Copa América. Atuou apenas em 45 minutos contra a Colômbia, mas se sagrou campeão do torneio. Seria o primeiro de muitos troféus pelo país. 

        Um lateral completo, Nilton Santos ficou conhecido como a Enciclopédia do Futebol. Além de grande jogador, Nilton sabia muito sobre o futebol. Talvez por seu conhecimento, se tornou um pioneiro: na época em que o lateral só defendia, aparecia com frequência como opção ofensiva. 

        Outra teoria também tenta explicar a ofensividade de Nilton: o desejo de ser um ponta. Assim, jogava as peladas na Ilha do Governador. Mas Carlito Rocha, presidente botafoguense na época, e Zezé Moreira, técnico, disseram para Nilton ser lateral. Ele foi, mas à sua maneira. 

        Disputou a primeira Copa em 1950. Não jogou nenhuma partida naquele Mundial, mas viu de perto o Maracanazzo. Depois, sorriu como protagonista do bicampeonato da seleção, em 1958 e 1962, junto com seu "parceiro" de Botafogo, Garrincha. 

        Ao todo, Nilton Santos foi convocado para quatro Copas do Mundo, tendo atuado em três delas (15 jogos em Copas). Pela seleção brasileira, ao todo, foram 75 partidas e três gols. Foram centenas a mais com a camisa botafoguense, único clube da carreira. Em General Severiano, Nilton conquistou quatro cariocas e dois Rio-São Paulo. 

        Em 1964, Nilton Santos parou de jogar. Em 2013, a Enciclopédia nos deixou, mas sabendo bem que tudo o que fez será eternamente lembrado. Afinal, Armando Nogueira definiu bem Nilton Santos. ""Tu, em campo, parecia tantos, e, no entanto, que encanto! Eras um só; Nilton Santos". 

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