
A Supercopa da UEFA reúne os dois campeões dos maiores campeonatos organizados pela UEFA: PSG e Aston Villa. Um venceu a Champions League e o outro a Europa League, ambos com méritos e bom futebol. Nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 16h (horário de Brasília), se enfrentam em jogo único na Red Bull Arena, em Salzburgo.
Confira a seguir nossa análise e palpite do jogo, além, claro, de saber onde assistir à partida.
PSG e Aston Villa chegam a esta final com campanhas de perfis bem diferentes na pré-temporada, e os números das últimas partidas ajudam a explicar por quê. Veja o comparativo abaixo, com o recorte dos últimos dez jogos de cada equipe.
| Métrica (últimos 10 jogos) | PSG | Aston Villa |
|---|---|---|
| Média de gols marcados | 1.70 | 2.70 |
| Média de gols sofridos | 1.40 | 1.40 |
| Ambas equipes marcaram | 6/10 (60%) | 7/10 (70%) |
| Posse de bola média | 60.4% | 51.6% |
O PSG chega para a decisão como o mais recente campeão da Champions League, título conquistado após uma campanha de mata-matas históricos, incluindo o 5 a 4 sobre o Bayern de Munique. A pré-temporada, porém, ainda mostra um ataque em ritmo de ajuste, com média de apenas 1.00 gol marcado nos últimos cinco jogos disputados.
O elenco segue em fase de rodagem depois das férias, refletido no empate por 1 a 1 com o Manchester United na semana passada. Jogando em campo neutro, como será o caso em Salzburgo, o time mantém invencibilidade em todos os últimos cinco jogos como mandante, mesmo sem o mesmo ritmo ofensivo do título europeu.
O Aston Villa chega para a decisão embalado por uma campanha de pré-temporada arrasadora: oito dos últimos dez jogos com pelo menos dois gols marcados e média de 2.70 gols por partida no recorte mais recente, incluindo a vitória por 3 a 1 sobre o BG Pathum United, fora de casa.
Essa produção ofensiva reflete também o título da Europa League conquistado na temporada anterior, quando a equipe goleou o Nottingham Forest por 4 a 0 ainda na fase mata-mata da competição. Fora de casa, porém, o retrospecto de invencibilidade cai para 60% nos últimos cinco jogos, um contraponto ao ataque avassalador.
A produção ofensiva separa claramente os dois lados nesta análise. O Aston Villa marca em média 2.70 gols por jogo nos últimos dez confrontos, bem acima dos 1.70 do PSG no mesmo recorte.
As defesas, no entanto, empatam tecnicamente: ambas sofrem média de 1.40 gol por partida no recorte de dez jogos. O resultado é um confronto com tendência a ter gols dos dois lados, mesmo com ataques em ritmos tão diferentes.
O mercado enxerga um favoritismo moderado para este confronto, puxado principalmente pelo retrospecto recente de cada lado e o fato da partida ser em jogo único. As probabilidades de mercado apontam 54% de chance de vitória do PSG, contra 21% do Aston Villa e 24% de empate.
O time francês chega embalado pelo título da Champions League, o que ajuda a explicar a diferença nas probabilidades, ainda que o Aston Villa tenha mostrado, mesmo fora de casa, uma capacidade ofensiva rara na pré-temporada, com gols em praticamente todos os jogos recentes.
O retrospecto direto entre as equipes também não aponta um lado dominante: no único mata-mata recente entre elas, cada time venceu uma partida.
Veja os palpites e análises de outros jogos do dia.
A Supercopa da UEFA terá transmissão realizada pelo SBT na TV aberta e pela TNT/HBO Max no streaming.
Autor
Escrevo sobre futebol desde 2015, mas foi nas apostas esportivas que encontrei meu terreno: gosto de olhar pro jogo com um pé na estatística e outro no contexto. Porque calendário apertado, desgaste e pressão da torcida contam tanto quanto qualquer número isolado.
Sou palmeirense, pai do Edu, e nos últimos anos já escrevi sobre todas as bets autorizadas no Brasil, e isso é o suficiente pra saber diferenciar promessa de casa de aposta séria. O futebol italiano é minha paixão paralela, aquela que assisto sem compromisso nenhum com deadline.
Longe do teclado, sou faixa branca em Jiu-Jitsu, pratico musculação e toda manhã só me sento para trabalhar depois de preparar o café na V60.
Escrevo sobre futebol desde 2015, mas foi nas apostas esportivas que encontrei meu terreno: gosto de olhar pro jogo com um pé na estatística e outro no contexto. Porque calendário apertado, desgaste e pressão da torcida contam tanto quanto qualquer número isolado.
Sou palmeirense, pai do Edu, e nos últimos anos já escrevi sobre todas as bets autorizadas no Brasil, e isso é o suficiente pra saber diferenciar promessa de casa de aposta séria. O futebol italiano é minha paixão paralela, aquela que assisto sem compromisso nenhum com deadline.
Longe do teclado, sou faixa branca em Jiu-Jitsu, pratico musculação e toda manhã só me sento para trabalhar depois de preparar o café na V60.