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          Edmundo, o animal

          Texto por Carlos Ramos
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          Edmundo era instinto. Coração. Ousadia. Jogava, de fato, com o coração na ponta da chuteira. Foi ídolo no Vasco, no Palmeiras, e chegou na seleção brasileira. Poderia ter ido além na carreira? Talvez. Mas esteve, sempre, onde seu coração quis estar. 

          Edmundo começou na base do Vasco no início dos anos 1990. Na época, Roberto Dinamite estava encerrando a carreira e o clube apresentava uma safra recheada de grandes novos atacantes, como Valdir, Sorato e Mário Jardel. 

          Edmundo já mostrava, em 1992, seu primeiro ano profissional, que seria diferente. Fez uma grande temporada na Colina e logo se mudou para o Palmeiras. 

          Títulos com gosto de Parmalat

          Com o aval da Parmalat, o Verdão estava montando uma verdadeira seleção. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Edmundo viveu um ano perfeito, campeão do Rio-São Paulo, do Paulista e do Campeonato Brasileiro. Na final do Brasileiro, Edmundo fez um dos gols na conquista sobre o Vitória. 

          O temperamento explosivo do atacante, dentro e fora de campo, o rendeu o apelido de "Animal", dado pelo narrador Osmar Santos. Edmundo teve atritos com o técnico Vanderlei Luxemburgo e com companheiros no Palmeiras, mas, em campo, as coisas continuaram dando certo. 

          No ano seguinte, o Alviverde, que já estava há uma década e meia sem títulos antes da chegada de Edmundo, foi bicampeão paulista e bicampeão brasileiro, marcando na decisão do título nacional contra o Corinthians. 

          O melhor ataque do mundo

          Desgastado, o atacante deixou o Verdão na metade da temporada seguinte. Voltou ao Rio, mas não para o seu Vasco, e sim para o grande rival, Flamengo. 

          Edmundo formou o que na época foi chamado de "maior ataque do mundo", com Sávio e Romário, que havia voltado ao Brasil depois de ter sido o melhor do mundo no ano anterior. 

          O trio, entretanto, não vingou na Gávea. Sobraram polêmicas, mas faltou futebol. Edmundo deixou o Rio abalado por um acidente de carro no qual foi condenado e culpado pela morte de três pessoas. 

          Voltou para São Paulo, depois de pedir autorização para a torcida organizada palmeirense, para o Corinthians. Foi bem no Timão, com grande média de gols, embora tenha deixado o clube sem títulos e após mais uma polêmica (com o zagueiro Cris). 

          O ápice em casa

          Aí, sim, voltou para casa. Viveu o ápice em 1997. Formou um timaço no Vasco, reencontrando Evair e Sorato. Foi artilheiro do Campeonato Brasileiro com 29 gols em 28 jogos, recorde até então.

          Ficou marcado por uma atuação de gala contra o Flamengo, com três gols, polêmicas e uma vitória por 4 a 1. Foi campeão contra o Palmeiras. 

          Para muitos, Edmundo foi o melhor jogador do mundo naquele ano. Ainda em 1997, Edmundo conquistou a Copa América com o Zagallo, e garantiu sua passagem para a Copa do Mundo no ano seguinte. 

          Edmundo jogou apenas dois jogos na Copa, um deles na final. Edmundo seria titular pela convulsão de Ronaldo, mas o camisa 9 acabou jogando e o "Animal" entrou apenas no segundo tempo, na derrota por 3 a 0 para a França. 

          Sem se firmar no futebol europeu, apesar de grandes atuações pela Fiorentina, Edmundo voltou ao Vasco para ser campeão brasileiro e da Mercosul em 2000 em dupla que, enfim, deu certo com Romário. 

          Ainda em 2000, Edmundo teve nova chance de ser campeão do mundo. Depois de ter uma atuação endiabrada contra o Manchester United, o atacante desperdiçou um pênalti na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, no Maracanã, e o Corinthians acabou com o troféu. 

          Final com rebaixamento

          O atacante, a partir de então, não parou muito tempo no mesmo lugar. Voltou para a Itália, onde defendeu o Napoli; passou pelo Japão, teve idas e vindas no Vasco, jogou no Cruzeiro, teve um "recomeço" de carreira no Figueirense até que, em 2008, viveu sua última temporada. 

          No Vasco, clube do coração, se despediu do futebol com um gosto amargo: pela primeira vez na história, o Cruz-Maltino acabou rebaixado. Foi em meio a um período explosivo do clube que Edmundo pendurou as chuteiras. 

          Depois, virou comentarista de TV, mas sempre deixou claro seu amor pelo Palmeiras e pelo Vasco. Edmundo foi um "Animal" em campo. 

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          Edmundo (BRA)
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