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          Dunga, o capitão do tetra: muito mais que suor

          Texto por ogol.com.br
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          A trajetória no futebol de Carlos Caetano, o Dunga, é muito ligada a seleção brasileira. Ídolo como jogador e campeão, mas contestado, como técnico, Dunga é controverso, polêmico por vezes, e também vitorioso. Principalmente com a Amarelinha... 

          Gaúcho de Ijuí, Dunga começou a carreira como jogador no Internacional. Desde a base, já fez parte da seleção brasileira e foi titular, e campeão, do Mundial S20 de 1983. No ano seguinte, também titular na Olimpíada, que acabou com a prata. 

          Apelidado de Dunga justamente pelo baixo porte físico, começou como armador, pela boa visão de jogo, o que acaba com a ideia de que foi um jogador pouco técnico. Mas é fato que Dunga se destacou mais e se firmou mesmo como volante. 

          Com a camisa colorada, Dunga foi bicampeão gaúcho, mas logo deixou seu Estado para se aventurar em São Paulo. Atuou por Corinthians e Santos e, apesar de não ter conquistado títulos, teve bom desempenho e acabou comprado pela Fiorentina, da Itália. 

          Como as vagas para estrangeiros já estavam ocupadas em Florença, a Viola emprestou o volante primeiro para o Vasco, onde Dunga foi campeão Carioca, e mais tarde para o Pisa, na primeira temporada do brasileiro na Itália. 

          Depois de evitar o rebaixamento do time da cidade da famosa torre, Dunga se mudou para Florença, cidade bem perto. A Fiorentina tinha um time jovem, mas com muita qualidade. Roberto Baggio, grande craque italiano, estava no ataque e fez, ali, suas primeiras grandes exibições no Italiano. 

          Dunga quase deixou Florença por desavenças com o técnico Eriksson por cobrar mais liberdade criativa no time, mas seguiu, na companhia de Baggio, na equipe que foi vice-campeã da Copa Uefa de 1990, ano de Copa do Mundo. 

          Campeão da Copa América de 1989, Dunga já era essencial para a seleção brasileira e chegou na Copa como titular. Não evitou, entretanto, o naufrágio do time de Sebastião Lazaroni, eliminado nas oitavas de final para a Argentina, de Maradona. 

          Depois do Mundial, Dunga chegou a vestir a camisa 10 da Fiorentina, mas acabou deixando o clube brigado, mais uma vez por problemas com o número de estrangeiros na equipe. Terminou a temporada 1992/93 rebaixado pelo lanterna Pescara. 

          A volta para a seleção e o tetra 

          Dunga deixou a Itália para recuperar seu futebol no Stuttgart, da Alemanha. O volante ficou marcado na seleção pelo fracasso da Copa de 1990, mas, em alta pelo desempenho no futebol alemão, acabou ganhando nova chance, dessa vez com Carlos Alberto Parreira. 

          Dunga voltou a ser convocado em 1993 e logo se firmou com Parreira. Pelo espírito de liderança, recebeu a faixa de capitão e liderou a seleção brasileira nos Estados Unidos, em busca do quarto título mundial do país. 

          Na campanha, marcada pelos gols de Romário na frente, Dunga foi uma espécie de equilíbrio do time e, principalmente, o símbolo da garra necessária para o tetra. O volante calou os críticos com o alto nível desempenhado nos Estados Unidos. 

          O Brasil contou, é verdade, com algumas individualidades para chegar na final daquela Copa, mas fez, também, grandes exibições. Não é por sorte que um time vence uma Holanda com Rijkaard, Koeman, Overmars, Bergkamp e companhia. 

          Na final, Dunga reencontrou Baggio, ex-companheiro de Fiorentina. Ambos pareciam no auge. O volante conseguiu parar o atacante, que decepcionou nas penalidades e o Brasil acabou tetracampeão. A taça foi levantada por Dunga. 

          Experiência no Japão e outra Copa 

          Depois do tetra, e da experiência no Stuttgart, Dunga optou por continuar a carreira no Júbilo Iwata, do Japão. O país asiático foi o destino de alguns famosos jogadores brasileiros desde o início da década de 1990, que teve em Zico um precursor. 

          Mesmo longe dos olhos dos torcedores brasileiros, Dunga seguiu convocado para a seleção, então dirigida por Zagallo. O volante seguiu como titular do time e, em 1997, conquistou os últimos títulos com a Amarelinha: a Copa América, com vitória sobre a Bolívia na final; e a Copa das Confederações, vencendo a Austrália. 

          Campeão também do Japão no Júbilo, Dunga chegou como titular para a Copa do Mundo de 1998, que tinha tudo para ser de mais um título para o Brasil. Só que Ronaldo, o principal craque do time, teve uma convulsão antes da final e a França, dona da casa, acabou vencendo por 3 a 0, com show de Zinedine Zidane. 

          A decisão da Copa foi o último dos 91 jogos de Dunga com a seleção brasileira, somando seis gols. Depois daquela Copa e de terminar o ano no Júbilo, o volante voltou ao Internacional, onde encerrou a carreira em 1999. A vitoriosa carreira, apesar de criticada por alguns, teve o reconhecimento em títulos e também em palavras de grandes nomes do futebol brasileiro e mundial. Dunga chegou a ser eleito por Paulo Roberto Falcão entre os 50 maiores volantes da história. 

          A carreira como técnico 

          Dunga voltou para a seleção brasileira em 2007, mas em outra função. Mesmo sem ter trabalhado em nenhum clube, foi escolhido pela CBF para ser o técnico do Brasil. Em termos de resultado, correspondia, apesar de um desempenho sempre contestado. 

          Com Dunga, a seleção brasileira foi campeã da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações em 2009. Na Copa do Mundo de 2010, porém, o time acabou eliminado nas quartas de final com derrota para a Holanda. 

          Como técnico, Dunga teve a experiência também de comandar o Internacional, clube em que começou e encerrou a carreira de jogador. Foi em 2013, com a conquista do Gaúcho daquele ano. Foram 26 vitórias em 54 jogos no comando colorado. 

          O último trabalho de Dunga como técnico foi na seleção brasileira. O ex-volante reassumiu a seleção em 2014, depois do fracasso dos 7 a 1 na Copa, mas perdeu o cargo em 2016 mais uma vez muito criticado. Assim foi Dunga: contestado sempre, e campeão também. 

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          Fotografias(2)

          Dunga (BRA)
          Dunga levanta o troféu do Mundial 1994
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