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          Cubillas: o 'Pelé peruano'

          Texto por Carlos Ramos
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          Teófilo Cubillas ficou marcado na história como o "Pelé peruano", e isso diz muito sobre o que o atacante significa para a história do futebol no Peru. Cubillas foi rei por lá, e não só: foi rei na América, levando seu país ao topo do continente. Cubillas colocou o futebol peruano em outro patamar, e é um dos grandes heróis do país. 

          Cubillas era aquele camisa 10 com veia goleadora. Entrava na área como queria, fazia tudo e mais um pouco com os zagueiros e encantava o público com belas jogadas (e gols). Enquanto o Brasil tinha Pelé, o maior 10 da história, o Peru tinha Cubillas, que era um pouco disso no Peru. 

          Na metade da década de 1960, Cubillas iniciou carreira no Alianza Lima, clube de seu coração. Lá, fez história desde o primeiro jogo, desde o primeiro campeonato. No primeiro Campeonato Peruano que disputou, foi logo artilheiro, com mais gols que anos (19 tentos com 17 anos de idade). 

          Joia lapidada por um mestre

          A história de Cubillas na seleção peruana não demoraria muito a começar. O jovem, aos 19 anos, começou a ser lapidado por Didi, lenda brasileira que comandou a seleção peruana no fim da década de 1960. Nos primeiros amistosos, o jovem Cubilla nada conseguiu fazer. 

          Os três primeiros jogos do menino foram contra a seleção brasileira. Cubillas nada conseguiu fazer contra Pelé, Jairzinho, Gerson, Tostão, Rivellino e companhia. O primeiro gol veio só no quarto jogo, na primeira vitória, diante da Colômbia. 

          Cubillas foi crescendo no time, virou titular e ajudou na classificação para a Copa do Mundo de 1970. No México, a seleção peruana tentava diminuir o sofrimento de um povo que perdia milhares de pessoas em um sismo que atingiu o país pouco antes. 

          A estreia foi contra a Bulgária, que abriu logo 2 a 0. Mas o jovem Cubillas, com seus dribles desconcertantes, comandou a virada peruana. Foi de Cubillas o gol que definiu o triunfo por 3 a 2. O camisa 10 voltaria a brilhar com um gol e uma assistência na vitória sobre o Marrocos, e deixou sua marca também na derrota contra a Alemanha. 

          O Peru foi para as quartas de final daquela Copa, mas encontrou pela frente a tão temida seleção brasileira. Didi reencontrava seus antigos colegas campeões do mundo. Cubillas via do outro lado Pelé. O 10 peruano até marcou, mas foram os brasileiros que avançaram (e acabariam com o título). 

          Cubillas, eleito o melhor jovem daquela Copa, seguiria brilhando com a camisa do Alianza Lima. Um dos artilheiros da Libertadores de 1972, com seis gols, acabou eleito o Rei da América naquele ano. Sim, a América tinha um novo Rei, e ele era peruano. 

          Trajetória na Europa 

          Com o grande destaque no Alianza, Cubillas chamou a atenção do futebol europeu. Primeiro, defendeu as cores do Basel, da Suíça, participando pela primeira vez da Liga dos Campeões e marcando sete vezes em 16 jogos. Mas o clube foi apenas um trampolim para o Porto. 

          Em Portugal, Cubillas rivalizou, em popularidade, com Eusébio, grande ídolo do Benfica. Mas pelos Dragões, só conseguiu conquistar a Taça de Portugal. Ainda assim, somou bons números, com 65 gols em 107 partidas pelo clube. 

          Enquanto fazia gols na Europa, Cubillas seguiu brilhando pela seleção peruana, e conseguiu o grande feito pelo país em 1975. Junto com uma grande geração, Cubillas levou o Peru ao segundo título da Copa América do país. Na campanha, deixou pelo caminho o Brasil na semifinal, marcando um dos gols na vitória no Mineirão. 

          Herói nacional 

          Cubillas seguiu como grande herói peruano na Copa de 1978, na Argentina. Marcou dois gols na estreia vitoriosa sobre a Escócia e três na goleada sobre o Irã. Acabou derrotado, entretanto, pelo Brasil, e participou da histórica goleada sobre a Argentina, resultado que colocou o time de Mario Kempes na decisão. 

          Cubillas ainda disputaria a Copa de 1982, na Espanha, mas sem marcar nos últimos três jogos dele em Copas. Nessa época, já defendia o Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos. Assim como Pelé havia feito com o Cosmos, Cubillas, o Pelé peruano, resolveu encerrar a carreira no futebol estadunidense. 

          Entre idas e vindas no Alianza Lima, encerrou a carreira em 1988 no Miami Freedom. Desde então, o Peru nunca mais viu um camisa 10 igual. 

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          Teófilo Cubillas (PER)
          Teófilo Cubillas (PER)
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