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          Andrea Pirlo, o maestro silencioso

          Texto por ogol.com.br
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          Andrea Pirlo foi um dos jogadores mais técnicos que o futebol italiano viu. Um verdadeiro líder silencioso, o meia conquistou as torcidas de Milan e Juventus e dominou o mundo com a Azzurra

          Pirlo não tem uma história de superação na vida, como muitos jogadores de sucesso. O italiano nasceu em 19 de maio de 1979 em Flero, norte de Brescia, em uma rica família. 

          Pirlo poderia ter o que quisesse no mundo, mas a verdade é que escolheu o futebol. Em casa ou na rua, estava sempre acompanhado de uma bola, fosse onde fosse. 

          Sua forte mentalidade o manteve focado o suficiente para alcançar o que manteve em toda a carreira: a perfeição. Pirlo, em campo, era a personificação da perfeição. 

          O início no Brescia 

          Desde jovem, Pirlo já era diferente. Chegou a ser muitas vezes excluído pelos colegas na base do Brescia por ser melhor que os outros, por fazer sempre tudo certo. 

          O início no profissional do Brescia teve certa turbulência: Pirlo estreou com 16 anos na Serie A, em um time já rebaixado para a segunda divisão. Mas a queda, talvez, tenha ajudado Pirlo. 

          O Brescia passou por uma reformulação no elenco e o jovem passou a ser figura frequente no time titular durante a campanha na Serie B. Mas há quem garanta que mesmo que fosse na Serie A, com jogadores mais renomados, Pirlo jogaria de qualquer forma. 

          Mesmo jovem, com 17 anos, jogava como um veterano. Era um meia-ofensivo que não errava um passe, que driblava com tranquilidade e que cada vez que tocava na bola parecia escrever um poema. 

          Pirlo subiu com o Brescia, mas o Brescia não conseguia ficar muito tempo na elite. Depois de outro rebaixamento, estava claro que o meia merecia mais: veio a Inter. 

          Em sua passagem pelos Nerrazzurri, Pirlo não conseguiu ter o espaço que merecia. A primeira temporada teve um ilusório número de jogos: 32. Foram quase todos saindo do banco, nos últimos minutos das partidas. 

          O Brescia o levou de volta para casa e Pirlo voltou a sorrir. Foi em 2000 que, com o time sub-21 da seleção italiana, foi campeão europeu, artilheiro e melhor jogador do torneio. 

          A Inter o chamou de volta, mas mesmo antes do final da temporada, Pirlo voltou a ser emprestado ao Brescia, onde reencontrou Roberto Baggio (que fora seu companheiro também em Milão).

          Foi quando reencontrou Baggio que Pirlo renasceu para o futebol: deixou a camisa 10 com o experiente meia e virou o 5, atuando mais recuado. Em jogo contra a Juventus, no Delle Alpi, Pirlo foi o arco e Baggio, a flecha. Um lançamento espetacular do 5 para um domínio de classe para o 10, que empatou o jogo. Foi o ponto da virada da carreira de Pirlo. 

          Em Milão, agora vestindo rossonero

          Massimo Moratti, presidente da Inter, reconheceu anos mais tarde: ter negociado Pirlo com o Milan foi o pior negócio que já fez. O fato é que o meia foi vestir rossonero

          Com a camisa do Milan, e com a lendária parceria com Gennaro Gattuso no meio-campo, Pirlo se tornou o gênio que todos esperavam, o grande meio-campista do futebol italiano. 

          "Nos momentos mais complicados do jogo, limitava-me a passar a bola para ele, sabia que era um porto seguro. Limitava-me a fazer o que sabia e ele tratava de fazer o resto", explicou Gattuso, exemplificando como funcionava a dupla. 

          Além de Gattuso, Pirlo teve companheiros de meio como Clarence Seedorf,  Kaká e Rui Costa. Foi com Pirlo e sob o comando de Carlo Ancelotti que o Milan viveu um de seus períodos mais vitoriosos. 

          Com um arremate tão perfeito quanto seus passes, seja cobrando faltas ou com a bola rolando, Pirlo conseguiu nove gols na temporada 2002/03. Foi o ano de seu primeiro título da Liga dos Campeões, derrubando pelo caminho rivais locais, como Inter, na semifinal, e a Juventus, em uma decisão só resolvida nos pênaltis. 

          Na temporada seguinte, Pirlo foi novamente campeão italiano com o Milan. O Rossonero era considerado um dos grandes times do futebol mundial, algo que nem a derrota épica para o Liverpool, na final da Liga dos Campeões de 2005, apagou. 

          As lágrimas de Istambul secaram dois anos mais tarde em Atenas. Em mais uma final de Champions diante do Liverpool, o Milan, dessa vez, conseguiu a vitória, com uma assistência de Pirlo, o maestro do time ao longo da campanha. 

          Campeão do mundo 

          O título da Champions resultou, também, no título do Mundial de Clubes do Milan no final de 2007, em final diante do Boca Juniors. Mas Pirlo já era campeão mundial naquela época... 

          Presente na seleção italiana na Eurocopa e nas Olimpíadas de 2004, Pirlo já era um nome consolidado na seleção italiana para a disputa da Copa de 2006, na Alemanha. 

          Na campanha italiana, Pirlo foi protagonista: marcou na estreia, contra Gana, e permaneceu sempre o maestro do time. Ao longo do torneio, foi eleito três vezes o melhor jogador da partida. 

          Aquela Itália tinha em Pirlo seu lado brilhante, mas a trajetória foi, muitas vezes, na base do suor. Como no jogo das oitavas de final, contra a Austrália, com uma vitória por 1 a 0 e uma arbitragem polêmica. 

          Foi assim, também, na vitória na semifinal contra a dona da casa, Alemanha, que veio só na prorrogação. E o que dizer na decisão, diante da França, de Zinedine Zidane? 

          Pirlo chegou a brincar que no dia da final, não estava nada preocupado com o jogo. "Passei a tarde de domingo, 9 de julho de 2006, em Berlim, dormindo e jogando playstation. À noite, saí e fui campeão do mundo", contou. 

          E foi mesmo assim: com muita tranquilidade, passou por aquela final que teve nova prorrogação, cabeçada de Zidane em Materazzi e, no fim, título da Azzurra nos pênaltis. Pirlo era campeão do mundo! 

          Mudança para Turim

          Pirlo se manteve em alta durante quase toda a carreira. Foram 116 jogos em uma longa trajetória com a camisa da Itália. Mas em clubes, ainda havia algo a se conquistar... 

          Pirlo conquistou, também, a torcida da Juventus. Campeão italiano na temporada 2010/11 com o Milan, Pirlo decidiu rumar, na temporada seguinte, para Turim. 

          "Quando Pirlo assinou com a Juventus, a primeira coisa que eu pensei foi: Deus existe". A frase de Buffon resume bem a chegada de Pirlo em Turim, em uma contratação que, para o lendário goleiro, foi o "negócio do século". 

          Em fim de contrato com o Milan, Pirlo foi de graça para a Juve. Lá, manteve a maestria e carregou a Velha Senhora de volta ao topo do futebol italiano. 

          Com 13 assistências, três gols e 41 jogos, Pirlo mostrou que, mesmo após os 30 anos, ainda poderia atuar em alto nível. Sua primeira temporada na Velha Senhora foi o início de uma soberania. 

          O meia seria tetracampeão italiano pela Juve. Se somado o título com o Milan, pentacampeão. Pirlo se tornou ídolo de duas das maiores torcidas do futebol italiano. 

          A despedida da Juve, e do futebol italiano, foi um pouco doída, com novo vice-campeonato da Liga dos Campeões em 2015 para o Barcelona, de Lionel Messi. 

          Pirlo resolveu dar seus últimos chutes na bola nos Estados Unidos. Seu toque de classe seguiu por mais duas temporadas e meia com a camisa do New York City, mas as pernas já estavam cansados. Pirlo se aposentou em 2017, deixando com saudade quem se encantou com sua magia, mesmo que muitas vezes silenciosa. 

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