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          Michel Platini, o camisa 10 'Simplesmente Mágico'

          Texto por Rodrigo de Brum
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          Um dos maiores goleadores da história da seleção francesa, campeão dos principais campeonatos de clubes... Platini imprimiu sua marca na era de ouro dos meias ofensivos no futebol com maestria. O camisa 10 cobrava faltas, marcava gols e dava assistências com uma naturalidade espantosa.

          Vencedor da Eurocopa, campeão nacional na França e na Itália,  três vezes Bola de Ouro pela France Football. Platini, certamente, está entre os grandes do futebol mundial. 

          Mas o imenso talento dentro de campo, deu lugar às controvérsias depois da aposentadoria como atleta. O ex-craque foi banido de qualquer atividade relacionada ao futebol por um período de oito anos.

          Início na França

          Descendente de italianos e habituado ao futebol desde cedo, Platini foi formado nas categorias de base do Nancy, um clube modesto na França. Mostrou boa evolução. Além de comandar o setor criativo, o meia também tinha a capacidade de marcar gols. Depois de conquistar a segunda divisão pelo Nancy, Platini guiou a equipe ao título da Copa da França em 1978. Era o momento de alçar voos maiores.

          Aos 24 anos, ele assinou com o Saint-Étienne, um dos times mais fortes do Campeonato Francês na época. Na temporada 80/81, Platini exerceu papel decisivo na conquista do Campeonato Francês. Em 52 jogos, o meia criativo marcou 29 gols. Ainda havia tempo de disputar mais uma temporada pelo clube antes de dar o passo definitivo rumo ao status de estrela do futebol mundial.

          De volta as raízes

          No auge da carreira, o francês é contratado para a Juventus, da Itália, em 1982. Em Turim, Platini faturou a Copa da Itália em seu primeiro ano no clube e venceu duas vezes o Scudetto, nas temporadas de 1984 e 1986. Entre esses dois títulos, levantou talvez o troféu mais importante da carreira, a Liga dos Campeões de 1985. Na final contra o Liverpool, que contava com Ian Rush e Kenny Dalglish, Platini foi responsável pelo gol do título em cobrança de penalidade máxima.

          Decepções e alegrias na seleção francesa

          Apesar grande desempenho em clubes, Platini ficou mais conhecido por suas atuações impecáveis no grande palco do futebol, a Copa do Mundo. O camisa 10 jogou o torneio em três oportunidades. Em 1978, a França foi eliminada ainda na fase inicial. Em 1982, Les Bleus chegaram às semifinais e o duelo espetacular com a Alemanha acabou empatado em 3 a 3. Nos pênaltis, melhor para os germânicos, que venceram por 5 a 4. 

          Na edição seguinte, a França encontrou no caminho a seleção brasileira, nas quartas de final. O centroavante Careca tirou o zero do placar aos 17 minutos de partida. Mas depois de jogada confusa, Platini deixou tudo igual ainda no primeiro tempo.

          A partida seguiu parelha na etapa complementar, até que Zico teve a chance de recolocar o Brasil em vantagem. O Galinho desperdiçou a cobrança e o jogo terminou em igualdade após a prorrogação. No desempate, a França venceu por 4 a 3, com direito a pênalti perdido por Platini e a famosa cobrança de Bellone. O chute do francês carimbou a trave e as costas do goleiro Carlos antes de entrar.

          A França estava nas semifinais novamente e os alemães foram a pedra no sapato mais uma vez. Brehme e Völler marcaram os gols dos alemães que, assim como em 82, foram derrotados na final.

          O único título de Platini pela seleção ocorreu em 1984. Depois de campanha invicta na fase de grupos e triunfo diante de Portugal, os franceses tiveram a Espanha na grande decisão. Coube a Platini abrir caminho em gol de cobrança de falta. O camisa dez ainda contou com falha bisonha do goleiro espanhol Luis Arconada. 

          Carreira como técnico e polêmicas como dirigente

          Depois da aposentadoria, Platini tornou-se técnico da seleção da França. Depois de quatro anos no comando dos Bleus, ele deixou o posto depois da Eurocopa de 1992, quando a França acabou eliminada ainda na fase de grupos.

          O francês fez parte do comitê organizador da Copa da França em 1998 e presidiu a Uefa. No ano de 2015, Platini acabou banido de todas as atividades relacionadas ao futebol por um período de oito anos. A punição aconteceu por conta de um pagamento autorizado por Joseph Blatter, antigo mandatário da Fifa para Platini. 

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