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        História das Copas
        Copas do Mundo

        Copa do Mundo 2006: Zidane protagonista, mas Itália campeã

        Texto por Daniel Genonadio
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        Em uma disputa que parecia ser polarizada entre o Brasil, atual campeão e com diversos craques, e uma França com uma talentosa geração, a Itália chegou de mansinho e conquistou o seu quarto título mundial em 2006, no torneio que foi disputado na Alemanha.

        A Copa foi a primeira em que o atual campeão precisou disputar as eliminatórias, com o Brasil indo a competição sem maiores problemas. O único campeão mundial a ficar de fora foi o Uruguai, em uma competição que marcou a estreia de países pouco tradicionais como Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Trinidade e Tobago, Ucrânia e República Tcheca.

        A disputa na Alemanha também foi a primeira vez em que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo disputaram uma Copa do Mundo. Os craques que por mais de uma década após a disputa polarizariam o posto de melhor jogador do mundo marcaram seus primeiros gols em mundiais no torneio em questão.

        Brasil: maior decepção pós 1982?

        A expectativa era muito grande em cima da seleção brasileira. Atual detentor do título mundial e com diversos astros, o Brasil era um dos grandes favoritos a conquistar novamente a Copa do Mundo. Afinal, uma seleção que do meio para frente tinha nomes como Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Adriano, teoricamente ganharia de qualquer um.

        Mas tão grande quanto a expectativa criada foi a decepção. Com jogadores fora de sua forma ideal, o Brasil nunca alcançou o desempenho esperado e foi eliminado nas quartas de final. A equipe de Carlos Alberto Parreira esteve longe do esperado.

        A fase de grupos, com adversários de pouca expressão e tradição, não foi difícil para o Brasil. A única que poderia complicar uma partida era a Croácia, que acabou sendo derrotada por 1 a 0, com um belíssimo gol de Kaká em assistência de Cafu. Em seguida, o Brasil bateu a Austrália por 2 a 0, gols de Adriano e Fred, e Japão por 4 a 1, com gols de Ronaldo (2x), Juninho Pernambucano e Gilberto Silva.

        Com a classificação em primeiro lugar do grupo, o Brasil partiu para as oitavas de final para enfrentar a seleção de Gana. Em uma boa atuação, a equipe canarinha abriu o placar logo aos cinco minutos com Ronaldo, em gol que fez o brasileiro se tornar o maior artilheiros das copas (foi ultrapassado apenas em 2014 por Klose). Adriano e Zé Roberto deram números finais ao confronto.

        França: o algoz brasileiro

        A seleção francesa é uma das grandes vilãs da história do futebol brasileiro. Até então já tinha eliminado o Brasil nas quartas de 1986 e vencido a final de 1998. Alguns remanescentes de 1998, inclusive, estavam nas equipes em 2006, o que deu ao confronto um toque especial.

        Mas antes de chegar no caminho do Brasil, a França de Zidane, Henry, Malouda, Vieira e Makélélé sofreu para se classificar na fase de grupos. Na estreia, apenas um empate em 0 a 0 contra a Suiça - que se classificaria em primeiro no grupo. Em seguida, um novo empate, em 1 a 1, contra a Coreia do Sul, com gols de Henry e Park Ji-Sung.

        A classificação só foi definida na última rodada, quando, aproveitando gols de Vieira e Henry, a França bateu Togo chegou a cinco pontos e ficou com a segunda vaga do grupo G. Nas oitavas, contra uma promissora Espanha, os franceses liderados por Zidane melhoraram o desempenho e venceram por 3 a 1, de virada. Zidane, Vieira e Ribéry marcaram. 

        Então chegou o duelo contra o Brasil. A França foi superior, anulou os principais jogadores brasileiros, que não estiveram bem na partida, principalmente Kaká - que se tornaria o melhor jogador do mundo menos de dois anos depois - e chegou com perigo em lances de bola parada. Assim nasceu um gol histórico. Aos 12 minutos da etapa final, Zidane cruzou, Henry sozinho na segunda trave aproveitou vacilo do sistema defensivo, bateu de primeira e classificou os franceses. 

        A França ainda eliminou Portugal, atual campeão europeu, e que contava com Cristiano Ronaldo, Figo, Deco e era comandado por Felipão, campeão do mundo quatro anos antes. A partida terminou 1 a 0, com gol de Zidane de pênalti. O resultado classificou os franceses para a final contra a Itália.

        Azzurra forte na defesa

        Pirlo, Cannavaro, Buffon, Totti, Nesta, Del Piero, Gattuso, Inzaghi... A lista de bons jogadores no grupo da Itália convocado para a Copa do Mundo de 2006 era extensa. A Azzurra não era a grande favorita ao título, mas não podia ser desconsiderada. Contando com um forte sistema defensivo - sofreu apenas dois gols em sete jogos - os italianos se sagraram tetracampeões do mundo.

        Para isso, a Itália passou em uma fase de grupos sem muitos problemas. Na estreia, uma vitória por 2 a 0 contra Gana, com gols de Pirlo e Iaquinta.  Em seguida, empate em 1 a 1 com os Estados Unidos, em jogo marcado por três expulsões. Para finalizar a primeira fase, vitória contra República Tcheca em novo 2 a 0, com gols de Materazzi e Inzaghi.

        É bem verdade que o chaveamento ajudou, mas a Itália não abriu espaço para zebras e bateu a Austrália nas oitavas e Ucrânia nas quartas. No primeiro jogo, um duelo emocionante e vitória por 1 a 0 com gol Totti nos acréscimos, com a Itália jogando com um menos (Materazzi foi expulso no início do segundo tempo). Contra os ucranianos, uma partida mais tranquila e 3 a 0, com gols de Zambrotta e Luca Toni (2x).

        A semifinal foi contra a Alemanha, finalista na Copa de 2002. A partida, disputada com muito equilíbrio, demorou para ser definida. A Itália até venceu por 2 a 0, mas o primeiro gol da Azzurra, marcado por Fábio Grossi, aconteceu aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação. Nos acréscimos, Del Piero voltou a marcar e deu números finais ao duelo.

        A grande final: Zidane x Materazzi

        Materazzi e Zidane. Os dois jogadores polarizaram a final, mas é impossível tirar o protagonismo de Zinedine Zidane, eleito pela Fifa o melhor jogador do torneio. O meia francês fez de tudo e foi do céu ao inferno na final histórica em que a Itália se sagrou campeã mundial,

        Zidane já havia anunciado a sua aposentadoria após anos de baixa no Real Madrid. A Copa do Mundo poderia ser apenas uma despedida melancólica, mas foi a última dança de um dos maiores meias do futebol. Na final, Zidane fazia novamente história ao colocar a França na frente logo aos sete minutos, ao vencer Buffon em cobrança de pênalti com cavadinha.

        Foi aí que o outro nome da final entrou em ação. Aos 19 minutos, após cobrança de escanteio de Pirlo, Materazzi foi bem no alto, cabeceou forte e empatou. A partida seguiu disputada, equilibrada, como esperado em uma final de Copa do Mundo. Sem nenhuma equipe conseguir ficar de novo a frente no placar, a disputa foi para a prorrogação.

        Nos 30 minutos adicionais, o duelo manteve o nível, o jogo continuou quente e disputado. Restando 10 minutos para o fim da prorrogação, o mundo da França ruiu. Zidane, o craque e capitão da equipe, deu uma cabeçada no peito de Materazzi após troca de ofensas entre os dois e foi expulso. Foi um fim trágico para Zidane em um dos lances mais marcantes da história das Copas. Após a expulsão, a Itália pressionou, mas a final foi decidida nos pênaltis.

        Não dá para afirmar que a expulsão de Zidane tenha interferido na cobrança de pênaltis da França, mas a Itália pareceu mais concentrada e foi mais eficiente. Os italianos converteram as cinco cobranças com Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Fábio Grosso, enquanto a França converteu apenas três, já que Trezeguet mandou no travessão. Final, Itália tetracampeã do mundo.

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