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        História das Copas
        Copas do Mundo

        Copa do Mundo 1966: quando a Copa encontrou sua casa

        Texto por ogol.com.br
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        O futebol foi inventado e disseminado pelos ingleses, que durante os primórdios do esporte foram tidos como os grandes reis da modalidade. Mas a verdade é que a Inglaterra passou décadas sem conseguir sucesso no maior palco do futebol: a Copa do Mundo. Em 1966, porém, o esporte encontrou a sua casa, e o resultado não poderia ser outro: título inglês com um final cinematogáfico. 

        A Grã-Bretanha vivia, naquela segunda metade da década de 1960, a empolgação pela recuperação econômica de uma Europa reconstruída após duas grandes guerras devastadoras. No clima da Swinging London, o grande boom cultural que viveu Londres naquela época, com os Beatles "mais conhecidos que Jesus Cristo", os Rolling Stones, The Who e companhia, a Terra da Rainha recebeu o maior campeonato do esporte favorito dos ingleses. 

        Brasil não consegue o tri

        Para o Mundial na terra de seus criadores a Fifa reuniu 16 times, sem grandes ausências, e contando ainda com a estreia de Portugal, empolgado pelo sucesso do Benfica de Eusébio, e da Coreia do Norte. 

        Apesar do favoritismo dos ingleses, o Brasil era o adversário a ser batido. Bicampeão do mundo em 1958 e 1962, os brasileiros chegaram na Terra da Rainha com seus craques monumentais. 

        Aquela Copa, porém, foi de pura decepção para a seleção brasileira. O técnico Vicente Feola, que estava de volta depois de ausência em 1962, comandou uma preparação extremamente confusa, com um grupo inchado, composto por 40 jogadores.

        O time também era envelhecido, e logo na primeira partida acabou ficando sem seu principal jogador: Pelé, que prometia jogar seu grande Mundial, se machucou logo na estreia, uma vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária na última grande exibição de Pelé e Garrincha em Copas. 

        O Rei ainda tentou voltar na terceira partida, contra Portugal, mas acabou ofuscado pelo craque Eusébio, a Pantera Negra, que marcou duas vezes, classificou os portugueses e eliminou os brasileiros. 

        Mais uma surpresa e favoritos confirmados

        A eliminação do Brasil não foi a única surpresa naquela Copa. O grupo 4 teve a grande zebra: a estreante Coreia do Norte conseguiu eliminar a Itália. A Azzurra jogou a última partida da chave precisando de apenas um empate para avançar, mas os asiáticos venceram, com gol de Pak Doo-Ik, e escreveram uma das maiores zebras da história das Copas. A derrota é considerada o maior vexame italiano em Copas. 

        Se o Brasil e a Itália acabaram eliminados, os outros favoritos, ao menos, confirmaram as expectativas. No grupo 1, apesar de a Copa ter sido aberta com um chatíssimo 0 a 0 entre ingleses e uruguaios em Wembley, os dois grandes favoritos da chave avançaram depois de eliminarem mexicanos e franceses. 

        Alemanha e Argentina avançaram no grupo 2 depois de deixarem pelo caminho Espanha e Suíça. Os qualificados, como nas Copas anteriores, se enfrentaram na fase de quartas de final. 

        Da Rainha para os donos do futebol

        Se Alemanha (4 a 0 no Uruguai) e Portugal (5 a 3 na Coreia do Norte, com três de Eusébio) conseguiram classificações até tranquila, União Soviética e Inglaterra avançaram com muita dificuldade. 

        Os soviéticos venceram por 2 a 1 a Hungria, enquanto os ingleses fizeram uma dura partida com a Argentina. O English Team sofreu para vencer o jogo viril dos argentinos, no início de uma rivalidade futebolística que ainda escreveria muitos capítulos na história das Copas. Mas o camisa 10 Geoff Hurst garantiu o triunfo britânico. 

        A Inglaterra, de Ralf Ramsey, um obsessivo pela tática, saiu ao longo daquele torneio do 4-3-3 para o 4-1-3-2. Stiles foi o homem que parou Eusébio nas semifinais, e Bobby Charlton brilhou e marcou os dois gols da vitória inglesa. 

        A decisão foi entre os ingleses e a Alemanha, que eliminou a União Soviética. O duelo, em Wembley, foi um dos mais marcantes da história das Copas. 

        O tempo normal reservou para a Rainha Elizabeth II e os milhares de torcedores em Wembley um jogaço, com 2 a 2 e empate alemão no fim. Mas o lance mais marcante daquela Copa saiu na prorrogação. 

        Aos 11 minutos da primeira parte do tempo extra, Alan Ball recebeu pela direita e cruzou. Hurst dominou na área e chutou com força. A bola bateu no travessão, quicou e a dúvida apareceu: será que ela entrou? Quicou em cima da linha? Hurst foi logo comemorar, e o tento acabou validado pelo auxiliar soviético Tofik Bakhramov. 

        Hurst ainda marcaria mais uma vez, e os ingleses venceram um jogo épico, por 4 a 2, para finalmente se sagrarem campeões do mundo no esporte que eles próprios inventaram.

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