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        1990: A garra corintiana e o talismã Tupãzinho no primeiro título do Timão

        Texto por Carlos Ramos
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        O Campeonato Brasileiro já havia sido dominado por quase todos os gigantes. E até pelos que não eram gigantes. Faltava um time de alvinegro triunfar. A primeira conquista corintiana só veio com a alma, com a garra de um time inesquecível. Em 1990, enfim, chegou a vez do Timão! 

        Aquele Campeonato Brasileiro manteve um número de jogos razoável, como na edição anterior (204 desta vez), e duas fases de grupos antes do mata-mata. 

        O São Paulo aparecia entre os favoritos, com Telê Santana esboçando um dos melhores times da década, e o Bahia havia se recuperado da péssima campanha em 1989 e voltou com força. Sem falar em Atlético Mineiro e Grêmio. Mas havia um Corinthians "raçudo". 

        A garra corintiana que dominou o Brasil

        Herói daquela campanha corintiana, Tupãzinho conversou com a reportagem de oGol e lembrou que aquele Corinthians sofria com a pressão pelo primeiro título brasileiro. 

        "O Corinthians sempre monta time para ser campeão. Pela exigência da torcida. E todo mundo exigia esse título, o Corinthians ainda não havia conquistado o Brasileiro", recordou. 

        ©Divulgação/Corinthians

        O atacante, que havia chegado do São Bento, de Sorocaba, lembra que o então presidente corintiano, Vicente Matheus, comandou a renovação no elenco, e escolheu atletas jovens e baratos. 

        "Foi o primeiro brasileiro que disputei. Nós tivemos muitas dificuldades, tínhamos um elenco reduzido. Houve uma reformulação no elenco. O Vicente Matheus, presidente da época, queria jogadores mais jovens, que eram mais baratos. E nós chegamos com a cara e a coragem. Sair de uma equipe pequena e ir para uma grande, e jogar contra um Flamengo, Grêmio, Internacional. Nunca tinha vivido isso na minha vida", contou. 

        Na cara e na coragem, aquele Corinthians foi para cima dos adversários. Tupãzinho ressaltou uma característica do time: "quase todo mundo era corintiano". E principalmente: os jogadores tinham a identidade do clube. 

        O Timão foi moldado na base do sacrifício, e se fortificou nas derrotas. Tupãzinho recordou que um 3 a 0 sofrido para o Internacional ajudou a unir o elenco. 

        "Acho que a equipe começou a crescer mesmo no decorrer do campeonato. Estava todo mundo de cabeça baixa quando perdemos de 3 a 0 para o Internacional. Mas quando eliminamos o Atlético Mineiro, que era a equipe favorita, ali acho que a equipe cresceu muito", destacou. 

        O jogo contra o Galo, citado pelo ex-atacante, foi nas quartas de final. O Timão venceu em casa, com um show de Neto, e avançou segurando o 0 a 0 em BH. 

        Neto, inclusive, era um dos líderes daquele time. "Nosso time tinha quatro ou cinco líderes: Ronaldo, o Giba, Neto, Marcelo Dijan, Márcio Bittencourt. Eles foram fundamentais", enfatizou Tupãzinho. 

        Na semifinal, a história se repetiu: 2 a 1 na ida, 0 a 0 na volta. O Timão teria, então, o último gigante para derrubar na decisão: o São Paulo, de Telê, finalista também em 1989. 

        "Depois que tiramos o Atlético, o favorito era o São Paulo. Tinha um elenco fortíssimo. Mas nossa equipe era difícil de tomar gol. Quando tomamos, conseguimos reverter. A gente ganhava de 1 a 0, 2 a 0, 2 a 1. Não tinha goleada. Era muita vontade, garra, raça, como é o Corinthians", contou Tupãzinho. 

        "Quando jogamos contra o São Paulo, na final, eles eram favoritos. Tinham todas as condições de ganhar. A gente ganhou foi na raça, na união do time. Desde o porteiro, o massagista, até os jogadores", completou. 

        A vitória corintiana foi mesmo na raça. Vitória, no caso, no plural: 1 a 0 na ida, 1 a 0 na volta. O gol do título ficou por conta de Tupãzinho, o talismã da conquista.  

        "Foi um gol que marcou minha carreira, por ser o primeiro título brasileiro. Em uma final... Eu tive o privilégio de estar na hora certa para fazer o gol. O Neto pegou a bola e eu já estava com o Fabinho na frente. Conseguimos uma tabela, o Fabinho jogou no fundo, dei uma caneta no zagueiro. A bola vem, bate no Cafu, vem girando na minha frente. Tive de brigar por ela, e foi o verdadeiro gol corintiano, foi na raça", contou o herói, que mostrou para a Fiel como era dominar o país.  

        Números da edição

        Média de gols: 1,89 gol/jogo

        Melhor ataque: Grêmio - 28 gols

        Melhor defesa: Santos e Vasco - 15 gols sofridos

        Artilheiro: Charles (Bahia) - 11 gols

        Jogador com mais partidas: Fabinho (Corinthians) - 25 jogos

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