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        2009: A arrancada rubro-negra rumo ao hexa

        Texto por Carlos Ramos
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        2009 foi o ano da grande arrancada. O ano que um Flamengo desacreditado virou o jogo. O ano que Adriano voltou a ser Imperador. Que um veterano Petkovic jogou como se estivesse no auge. O ano em que o Campeonato Brasileiro voltou a ser rubro-negro. 

        Na rodada 19, o Fla era goleado pelo Grêmio, por 4 a 1. Não era a primeira, nem a última goleada na campanha. O comando do time não era uma certeza. A pressão era forte. A torcida protestava. Mas o grupo se uniu e virou o jogo. O time desacreditado arrancou do sétimo lugar para a liderança em um segundo turno inesquecível. 

        O título veio com a ressalva que a competição foi uma das mais disputadas da história. Para se ter uma ideia, São Paulo, Palmeiras e Internacional foram para a última rodada a apenas dois pontos da liderança. Mas ninguém parou a arrancada rubro-negra. 

        A arrancada rubro-negra 

        Éverton Silva fez parte do time campeão brasileiro em 2009. Na época ainda jovem, o lateral ressaltou a importância da permanência de Andrade no comando técnico da equipe. 

        "O Flamengo estava naquela fase de ventilar o nome de vários treinadores, multicampeões, mas o grupo era muito unido, muito família. Quando veio a ordem de dar uma oportunidade ao Andrade, o grupo abraçou ele como se fosse um pai. Corremos por ele, que era um cara que merecia total respeito pelo que fez pelo clube. Foi uma coisa que deu certo, um casamento perfeito", relembrou. 

        qQuando você chega no fundo do poço, não tem mais para onde descer. Só tem como subir. Você tem que tirar forças de onde não tem para subir. A gente chegou no aeroporto criticado, torcida querendo agredir a gente

        Outro personagem importante naquela conquista foi Adriano, o Imperador. Empilhando problemas fora de campo em Milão, o atacante voltou da Internazionale e, como lembra Éverton, foi abraçado pelo grupo. A sua química com o veterano Pet, que terminou o campeonato com 37 anos, foi determinante para o título.

        "O Adriano era um exemplo para muito jogador na época. Era como se fosse um irmão mais velho para mim e para muitos, uma referência. Ele chegou precisando ser abraçado. Ele já havia feito muita coisa pelo Flamengo e é um cara que ama o clube de paixão. Quando voltou, parecia que tinha voltado para casa. A torcida abraçou, o elenco também. Foi um time que encaixou bem com Adriano e Zé Roberto no ataque, Pet na armação", destacou. 

        Adriano estreou na quarta rodada, já marcando o gol da vitória sobre o Athletico Paranaense, no Maracanã. Só que o time vivia altos e baixos e, na sexta rodada, levou de 5 a 0 para o Coritiba. Era uma verdadeira montanha-russa: na sequência, hat-trick de Adriano e 4 a 0 no Internacional, candidato ao título. Mas depois, uma sequência de três derrotas seguidas, incluindo os 4 a 1 para o Grêmio e um 3 a 0 para o Avaí.

        Éverton sofreu com as derrotas, mas destacou que o grupo rubro-negro se uniu e ganhou força a partir das goleadas sofridas. Foi o combustível para a arrancada. 

        ©Getty / Buda Mendes

        "Tratando-se de Flamengo, não poderia acontecer o que aconteceu, naquele jogo em Curitiba que perdemos de 5 a 1. Lembro muito bem dessa partida. E perdemos também de 3 a 0 para o Avaí, também estava no jogo, na Ressacada. Não tinha mais para onde correr: quando você chega no fundo do poço, não tem mais para onde descer. Só tem como subir. Você tem que tirar forças de onde não tem para subir. A gente chegou no aeroporto criticado, torcida querendo agredir a gente. A gente sabe como é a pressão de jogar no Flamengo, o peso que carrega vestindo aquela camisa. Nós nos reunimos, a gente sabia que tinha que dar a volta por cima, a gente sabia que precisava de um algo a mais, precisava fazer com que algo mudasse. A gente fechou o nosso grupo e falou: 'Daqui para frente, vai ser diferente. Vamos correr até o último minuto, nos dedicar até o último segundo que tenho certeza que Deus vai abençoar cada momento em campo. Assim a gente foi e deu tudo certo, com aquela arrancada maravilhosa até o título".

        Dito e feito. Depois dos 3 a 0 para o Avaí, foram 17 jogos. Apenas uma derrota. Foram 12 vitórias em uma sequência que levou o Rubro-Negro ao topo da tabela. 

        "A gente nem imaginava que o ano terminaria daquele jeito. Graças a Deus as coisas deram certo. De três títulos, ganhamos dois: Carioca, a Copa do Brasil saímos no último minuto com um gol de falta do Andrezinho, e o Brasileiro veio com muito suor, muita dedicação". 

        O suor rubro-negro foi coroado com título no Maracanã. Na última rodada daquele Brasileiro, Petkovic cobrou escanteio na área, Ronaldo Angelim marcou de cabeça o gol da virada e o Flamengo venceu o Grêmio, o mesmo Grêmio carrasco do primeiro turno, para conquistar o hexacampeonato brasileiro. 

        Números da edição: 

        Média de gols: 2,88 gols/jogo

        Melhor ataque: Grêmio - 67 gols marcados 

        Melhor defesa: São Paulo - 42 gols sofridos

        Artilheiro: Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético Mineiro) - 19 gols 

        Jogador com mais partidas: Harlei (Goiás) - 38 jogos

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