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        Aldair, o Fenômeno da zaga

        Texto por Eduardo Massa
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        O Brasil campeão de 1994 teve um "Fenômeno", e não falamos do jovem Ronaldo, e sim de Aldair. Com técnica refinada, o zagueiro foi um colosso no tetracampeonato e ídolo na Roma, onde chegou a ter sua camisa aposentada.

        E não mencionamos Ronaldo por acaso. O título de "Fenômeno" foi atribuído a Aldair justamente pelo "Fenômeno", que considerou o seu companheiro de tetra como o zagueiro mais habilidoso com quem jogou, contra ou a favor.

        O despontar na Era de Ouro Rubro-Negra

        Cria do Flamengo, Aldair teve a sorte de crescer na base do clube em um momento histórico, em uma geração inesquecível para o torcedor rubro-negro: a Era Zico. Não faltavam craques ao seu lado na década de 80.

        Aldair desde cedo se destacou por sua qualidade com a bola nos pés. Com boa leitura de jogo e muita tranquilidade, o zagueiro não precisava contar com a velocidade, nem apelar para entradas mais ríspidas, para passar segurança na zaga.

        Com o Flamengo, Aldair foi campeão carioca em 86 e brasileiro em 1987 (na sempre polêmica Copa União). Deixou o clube em 89 para começar uma longa carreira no futebol europeu.

        Capitão, campeão e camisa aposentada na Roma

        A primeira experiência na Europa foi em Portugal, pelo Benfica. E por muito pouco Aldair não se sagrou campeão continental. O time lisboeta, com uma dupla brasileira na zaga completada por Ricardo Gomes, chegou à final da Taça dos Campeões Europeus, que mais tarde se chamaria Liga dos Campeões. A derrota na decisão foi para o histórico Milan de Arrigo Sacchi, um dos maiores esquadrões do futebol, com nomes como Baresi, Maldini, Rijkaard, Gullit e Van Basten. Rijkaard, inclusive, foi o autor do único gol da partida.

        O sucesso logo o levou Aldair para a Itália, que na época tinha o campeonato nacional mais respeitado do mundo, e conhecido pelo primor tático e pelos grandes talentos na defesa, como Baresi e Maldini, campeões europeus pelo Milan. Mesmo com a forte concorrência, Aldair conseguiu se destacar com sua técnica e habilidade.

        Logo em sua primeira temporada, Aldair conquistou a Copa da Itália, eliminando o poderoso Milan pelo caminho. Mas esse seria o seu único título nos anos 90, tempos de poucas conquistas na Roma.

        Aldair passou 13 anos na Roma, criando um laço com o torcedor local. Foi capitão antes de Totti, e conquistou o seu maior título já quando não vivia seu auge, em 2000/01. Ao se despedir, a Roma decidiu aposentar a sua camisa 6, que só voltou a ser usada 10 anos depois, com aval do zagueiro.

        No fim de carreira, Aldair ainda jogou pelo Genoa e fez duas partidas pelo Rio Branco, do Espírito Santo, para agradar sua esposa capixaba. Quase como um hobby, ainda jogou em San Marino pelo Murata antes de se despedir completamente do futebol profissional.

        Colosso do tetra, quase por acaso

        A história de Aldair na seleção brasileira começou ainda na década de 80. O zagueiro fez parte da equipe campeã da Copa América em 1989, e que serviria como base cinco anos depois. Chegou a ser convocado para a Copa em 90, porém o time contava com Mozer, Ricardo Gomes e Mauro Galvão, e Aldair ficou no banco com Sebastião Lazaroni, embora estivesse no seu auge.

        Em 1994, Aldair já era um nome mais experiente, mas não constava na primeira lista de Carlos Alberto Parreira para a Copa, com um leque de opções de alto nível. Ricardo Gomes, Ricardo Rocha e Mozer eram os preferidos do técnico, e Márcio Santos acabou por ficar com a quarta vaga. Com hepatite, Mozer cedeu lugar a Aldair. Ricardo Gomes foi cortado do grupo por lesão e Ricardo Rocha se machucou no primeiro jogo da Copa.

        Os "reservas" Aldair e Márcio Santos assumiram a responsabilidade na defesa de Parreira, e com uma dupla formada por Dunga e Mauro Silva na frente, formaram um paredão quase intransponível na campanha do tetra. Uma solidez defensiva que dava tranquilidade para a dupla Bebeto e Romário resolver as partidas.

        Aldair ainda seguiu na seleção por mais uns anos, foi campeão da Copa América em 1997 e disputou a Copa do Mundo de 1998, caindo para a França na final. De qualquer forma, o zagueiro já estava distante do seu auge. No seu melhor nível, Aldair foi um dos melhores da história do futebol brasileiro em sua posição e se consagrou com o tetra.

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        Aldair (BRA)
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