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        Marcelinho Carioca: o 'Pé de Anjo'

        Texto por Carlos Ramos
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        Marcelinho Carioca se eternizou no futebol com a camisa do Corinthians, e ganhou o apelido de Pé de Anjo pelos chutes que faziam a torcida corintiana sonhar. 

        Nascido no Rio de Janeiro no início da década de 1970, Marcelinho teve uma infância pobre na Zona Norte do Rio de Janeiro. Trabalhava como vendedor nas praias da cidade para ajudar no sustento da família. 

        Começou no futebol na base do Madureira. Ainda na base, se mudou para a Gávea e foi lá, com a camisa rubro-negra no Flamengo, que se tornou profissional. 

        Estreou em um Fla-Flu, com Maracanã cheio, e entrando no lugar de Zico. O ano era 1988, Marcelinho tinha 16 anos e faria ainda outros quatro jogos naquele Campeonato Brasileiro. 

        Marcelinho aproveitou o tempo com Zico para aprender a bater faltas com o Galinho. Marcelinho ouviu os conselhos de Zico e aperfeiçoou a jogada nos treinamentos. 

        Marcelinho cresceu no futebol no meio de grandes craques, como Zico, Júnior, Renato Gaúcho e Zinho. Em 1989, participou da goleada por 5 a 0 sobre o Fluminense e marcou seu primeiro gol como profissional, contra o Grêmio. 

        Em 1990, Marcelinho conquistou seu primeiro título: o da Copa do Brasil, uma novidade também para o Fla. No ano seguinte, já com atuações mais regulares e gols de falta, levantou o Carioca. 

        Marcelinho conquistou sua grande glória na Gávea em 1992: foi campeão brasileiro. Na Supercopa Libertadores, teve o grande revés: perdeu o título de 1993 para o São Paulo, desperdiçando sua cobrança na decisão por penalidades. 

        Depois de mais de 200 jogos na Gávea, Marcelinho deixou o Fla, brigado, em 1993. Foi comprado pelo Corinthians por 500 mil dólares, e lá se tornaria uma lenda. 

        A chegada ao Timão

        A chegada de Marcelinho ao Corinthians foi badalada. Não apenas pelo valor da negociação, como também pela aposta no futebol do craque. 

        O primeiro ano vestindo alvinegro mudou o jogador de patamar. Marcelinho virou Marcelinho Carioca, ganhou sua primeira convocação e foi protagonista na campanha do time no Brasileiro. 

        O Timão chegou até a final, mas a decisão foi outro sofrimento para Marcelinho. O Palmeiras, com o suporte da Parmalat para contratar diversos craques, acabou como título. 

        O ídolo da Fiel 

        Marcelinho Carioca virou mesmo ídolo da Fiel em 1995. Naquele ano, se vingou do Palmeiras. Marcou dois gols contra o rival no Pacaembu em duelo pela primeira fase. Um deles foi especial: acertou um foguete em cobrança de falta do meio da rua que superou Veloso. 

        Na decisão, contra o mesmo Palmeiras, Marcelinho foi novamente decisivo. Em nova cobrança de falta, marcou o gol que levou a partida para a prorrogação. O Timão acabou com o caneco. 

        Não foi o único do time naquele ano. Marcelinho Carioca foi decisivo também na final da Copa do Brasil: marcou tanto no jogo de ida, quanto na volta, e o Timão superou o Grêmio

        Marcelinho marcou um dos gols mais bonitos da carreira em 1996. No clássico contra o Santos, recebeu de Tupã, deu um chapéu no marcador e tirou de Ceni com um toque. O Corinthians terminou aquele ano sem título, mas Marcelinho já era uma lenda. 

        Escala na Espanha para conquistar o mundo 

        Muitos dizem que Marcelinho fez uma breve escala na Espanha antes de conquistar o mundo. Foi mais ou menos por aí. Campeão do Paulista novamente em 1997, o meia acabou negociado com o Valencia. 

        A passagem no Mestalla foi breve. Foram apenas seis jogos até Marcelinho voltar para onde era feliz. Voltaram os gols de falta para o Parque São Jorge. Voltou o sorriso. Voltaram os títulos. 

        A segunda passagem de Marcelinho pelo Corinthians foi ainda mais marcante. O meia voltou a levar o clube para uma final de Brasileiro. Dessa vez, sem deixar o título pelo caminho. 

        Foram necessários três jogos para o campeão ser definido. Marcelinho marcou nos três, e o Corinthians superou o Cruzeiro para ser o campeão nacional. 

        Marcelinho era o craque das decisões. Na final do Paulista do ano seguinte, voltou a castigar o Palmeiras com um gol em cada jogo da final para o Alvinegro ser campeão novamente. 

        Nem a queda para o rival na Libertadores diminuiu a moral de Marcelinho naquele ano. O meia foi eleito o craque do Campeonato Brasileiro e o Corinthians acabou campeão novamente. 

        Por esse título brasileiro, o Corinthians ganhou uma vaga no primeiro Mundial de Clubes da Fifa, a ser disputado no Rio de Janeiro. Os pênaltis sorriram para Marcelinho e para o Timão, que acabou campeão em cima do Vasco, no Maracanã. 

        Mas as penalidades foram cruéis com Marcelinho na semifinal da Libertadores do mesmo ano. O "Pé de Anjo" desperdiçou a sua penalidade, defendida por Marcos, e o Palmeiras eliminou o rival. 

        O fim de ciclo 

        Em 2001, Marcelinho voltou a conquistar o Paulista pelo Timão. Neste mesmo ano, fez seu único jogo pela seleção em Eliminatórias, o que acabou sendo sua última de quatro partidas com a "Amarelinha". 

        Ainda em 2001, Marcelinho deixou o Corinthians após uma briga com o técnico Vanderlei Luxemburgo. Depois de tantos gols marcantes e títulos inesquecíveis, o craque foi para a Vila Belmiro defender o Santos. 

        Foram apenas três meses na Vila, sem muito sucesso. O craque demorou a reencontrar o bom futebol e chegou a atuar também no futebol japonês, pelo Gamba Osaka. 

        Talvez o último momento de brilho de Marcelinho no futebol brasileiro tenha acontecido em 2003. Como protagonista e com a camisa 8, ajudou o Vasco a ser campeão carioca. 

        Depois da passagem pela Colina, seguiu como andarilho e jogou na Arábia Saudita, na França e voltou ao Brasil para fazer um bom ano pelo Brasiliense em 2005. 

        No ano seguinte, teve uma breve passagem pelo Corinthians marcada mais por polêmicas (como a briga com Mascherano) do que pelo futebol em campo (foram apenas cinco jogos). 

        Marcelinho Carioca encerrou a carreira após bons anos no Santo André, mas já longe dos holofotes do futebol brasileiro. 2009 foi o último ano do Pé de Anjo nos gramados. 

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        Marcelinho Carioca (BRA)
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