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        Lily Parr: a majestade pioneira

        Texto por ogol.com.br
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        Marta se consolidou, ao longo dos anos, como a Rainha do futebol. A alagoana teve, ao longo da carreira, todos os méritos para tal. Mas a britânica Lily Parr também teve uma carreira digna de majestade. Ela foi a majestade pioneira. 

        Lilian Parr nasceu em 26 de abril de 1905 em uma casa modesta, em Union Street, Gerrard's Bridge, em St Helens, no Norte de Inglaterra. A pequena Lily era a quarta de sete filhos do casal George e Sarah Parr. 

        O seu pai era um vidraceiro numa fábrica da cidade, mas o salário era pequeno e a família, por necessidade, alugava quartos na casa para conseguir ganhar uma renda extra. 

        Desde pequena Lily mostrava um gosto particular pelas brincadeiras dos irmãos, deixando de lado atividades que eram tradicionalmente femininas, como a costura e a cozinha.

        Ao brincar e jogar regularmente com os irmãos mais velhos, Lily ganhou uma capacidade atlética que lhe permitia jogar com os rapazes, tanto futebol como rugby.

        Com aproximadamente 1,80 cm, era admirada e temida pela força que tinha. Tinha, para muitos, o arremate mais potente de toda a Inglaterra. Chutava com força e precisão, quase sempre com a canhota. 

        Como atuava pela ponta, ficou famosa também pelos cruzamentos. Além de goleadora, era uma das principais assistentes de sua época. Mas quando tudo começou?

        O fenômeno Dick Kerr Ladies

        Em 1919, com somente 14 anos, Parr começou a jogar futebol no clube local, o St Helens Ladies. O segundo jogo foi contra o Dick Kerr Ladies, uma espécie de Real Madrid do futebol feminino na época. O St Helens foi esmagado por 6 a 1, mas Alfred Frankland, o treinador da equipe de Preston, ficou impressionado com a exibição de Lily e da colega Alice Woods. Logo as convenceu a se mudarem para Preston.

        O Dick Kerr Ladies era um clube de futebol feminino pertencente à Dick, Kerr and Company, uma empresa do ramo ferroviário com fábricas em Preston e Kilmarnock na Escócia, que durante a guerra fora utilizada para fabricar munições e armas.

        Foi precisamente por causa do conflito que as mulheres começaram a jogar futebol na fábrica. Levando em conta que a maioria dos homens se encontrava nas trincheiras da Bélgica e no Norte da França no combate aos alemães, as mulheres foram chamadas para ajudar nas fábricas inglesas. 

        Na Dick, Kerr and Company, as mulheres começaram a jogar futebol nos tempos livres e os dirigentes da empresa resolveram capitalizar a ideia, formando um clube (1914) que patrocinaram durante décadas.

        Parr não demorou a vingar no time e virou titular logo na primeira temporada. O desempenho foi assustador, com 43 gols marcados, um recorde.

        Parr fez parte do time que representou a Inglaterra em uma série de jogos contra um combinado francês em 1920, o que marcou o primeiro jogo de seleções do futebol feminino. 

        Multidões lotavam os estádios para ver o Dick Kerrs Ladies e Parr. Até que o preconceito acabou atrapalhando o sonho. 

        Preconceito interfere

        Com estádios cheios para assistir aos jogos das meninas do Dick Kerrs, a fama do futebol feminino começou a deixar de lado o futebol masculino, o que levou a Football Association a proibir a realização de jogos de futebol feminino em estádios que fossem dos clubes membros, sob ameaça de expulsão desses mesmos clubes da entidade. 

        De um momento para o outro as portas se fecharam para Lily e companhia. O futebol feminino inglês entrou em declínio. Para contornar a situação, os dirigentes do Dick Kerrs Ladies levaram as meninas em longa turnê pela América do Norte em 1922. 

        Depois de serem banidas ao chegarem no Canadá e impedidas de jogar, passaram nos Estados Unidos, onde, em nove jogos, conseguiram três vitórias, três empates e três derrotas contra as melhores equipes masculinas do país.

        No retorno à Grã-Bretanha, as jogadoras continuaram sofrendo com a descriminação, obrigadas a jogar em pequenos estádios e às vezes em campos sem condições.

        Sem público deixou de haver dinheiro e publicidade. Em 1926, a Dick, Kerr´s and Company retirou o apoio à equipe, que passou então a se chamar Preston Ladies FC. 

        O símbolo e a luta

        Lily Parr fez carreira no clube até o início dos anos de 1950. Segundo algumas fontes do Museu do Futebol na Inglaterra, a atacante marcou por volta de mil gols na carreira. 

        Parr estudou enfermagem enquanto ainda jogava e depois que abandonou o futebol seguiu para Goosnargh para viver com sua companheira Mary

        Tornou-se uma bandeira do movimento LGBT nos anos seguintes até, em 1978, perder sua luta contra o câncer de mama, aos 73 anos. 

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        Lily Parr
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