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Matthias Sammer: o Barão Vermelho colecionador de títulos

Texto por Caio Fiuza
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É bem provável que quando se fale sobre os maiores jogadores alemães, nomes como Franz Beckenbauer, Gerd Muller, Bastian Schweinsteiger, Miroslav Klose e Lothar Matthaus estejam no topo da lista. 

Também é provável que muitos esqueçam de citar Matthias Sammer. Porém, a carreira do ex-defensor ruivo, um dos nomes mais importantes do futebol da Alemanha na década de 1990, é formidável em títulos e feitos, sejam eles como jogador, técnico ou dirigente. 

O início no lado Oriental

Sob o comando do pai, Klaus Sammer, ex-jogador e então técnico do Dynamo Dresden, o jovem Matthias estreou no profissional com 18 anos. Jogava como atacante na DDR-Oberliga, o principal campeonato da Alemanha Oriental, na temporada 1985/86, a qual terminou com 16 gols em 28 partidas.

Matthias Sammer permaneceu no clube de sua cidade natal por mais quatro temporadas, essas já sem o pai no comando técnico, e foi duas vezes campeão nacional e levantou por uma vez a taça da Copa da Alemanha Oriental. 

Com a reunificação da Alemanha, assinou com o Stuttgart para a temporada 1990/91. Matthias Sammer passou a atuar como meio-campista e, após o sexto lugar em seu primeiro ano com os Suábios, o jogador participou da conquista da Bundesliga de 1991/92, anotando nove gols em 33 jogos. 

Passagem-relâmpago por Milão

As boas atuações do ''Barão Vermelho'' chamaram a atenção da Internazionale de Milão, que entre 1988 e 1992 contou com as estrelas alemãs Lottar Matthaus, Andreas Brehme e Jurgen Klinsmann. O time italiano pagou 9 milhões de liras para contratar o jogador, porém, a passagem pelos Nerazzurri durou apenas seis meses.

Quando Matthias Sammer chegou à Milão, seus compatriotas haviam sido negociados, o que atrapalhou o início do alemão, já este não falava italiano. O técnico Osvaldo Bagnoli resolveu adiantar o posicionamento do jogador, que assim, passou a aparecer com mais frequência na área, o que se tornou uma das suas principais virtudes. 

Fora de campo, o alemão não interagia com os companheiros. Sammer só era visto no centro de treinamento e de lá, voltava para casa. Em janeiro, após um bom primeiro turno, com quatro gols em 11 jogos, pediu para ser negociado com o Borussia Dortmund, alegando problemas de adaptação. E assim foi.  

A volta para casa

Na segunda metade da temporada 1992/93, Sammer seguiu atuando no meio-campo e correspondeu com gols: foram dez em 17 partidas. Porém, nos anos seguintes, o treinador Ottmar Hitzfeld decidiu recuar o ''Barão Vermelho'' para a posição de líbero e foi aí que o talento de Matthias Sammer ficou ainda mais evidente. 

''Ele tinha uma vontade forte e uma ambição inabalável. Para ele, não havia nada pior do que ficar em segundo'', disse Ottmar Hitzfeld. 

Já não fosse pelos passes e lançamentos precisos, alinhados à uma boa finalização e capacidade de infiltração, Matthias Sammer passou a exibir ótima qualidade de antecipação e roubadas de bola. Era um jogador perfeito para recuperar a posse e iniciar as jogadas de contra-ataque.

As belas atuações como defensor levaram Matthias Sammer ao posto de melhor jogador do futebol alemão em 1995 e 1996. Consequentemente, o Borussia Dortmund sagrou-se campeão da Bundesliga nos dois anos. Mas o auge da carreira ainda estava por vir. 

Os maiores títulos

Matthias Sammer viveu um período vitorioso entre os anos de 1994 e 1997. Ao final da temporada 1995/96, o defensor, bicampeão alemão, foi convocado para a Eurocopa 96. Com a ausência de Lottar Matthaus, coube ao ruivo do Dortmund o papel de liderar os germânicos na campanha. 

Na fase de grupos, duas vitórias República Tcheca e Rússia, com Sammer marcando um gol contra os russos, e um empate por 0 a 0 contra a Itália. No mata-mata, o camisa 6 voltou a deixar sua marca quando a Alemanha bateu a Croácia por 2 a 1. Na final, novo encontro com os tchecos e nova vitória para dar o terceiro título de campeão europeu aos alemães. 

Além do título, Matthias Sammer foi eleito o melhor jogador do torneio, um grande feito tratando-se de um defensor. O alemão foi ainda mais além e também recebeu o prêmio Ballon d´Or (Bola de Ouro), criado pela revista francesa France Football e entregue ao melhor jogador da Europa, desbancando Ronaldo Fenômeno e Alan Shearer. Sammer foi o segundo defensor a ganhar o prêmio, 20 anos após o primeiro, Franz Beckenbauer, maior ídolo de sua terra natal. 

''Ele é o sucessor de Beckenbauer '', disse Berti Vogts, técnico da Alemanha na Euro 1996.

Na temporada seguinte, Matthias Sammer conviveu com lesões e, embora o Borussia Dortmund não tivesse chegado ao tricampeonato da Bundesliga, o Barão Vermelho atuou em cinco das 11 partidas da Liga dos Campeões. Uma delas, a final contra a Juventus em Munique. 

Junto ao companheiro Kohler, teve a missão de parar nomes como Zinedine Zidane, Christian Vieri e Alessandro Del Piero. Apesar do último ter marcado um gol, Riedle, duas vezes, e Ricken deram a vitória ao time alemão por 3 a 1 e o último título como profissional à Matthias Sammer.

Aposentadoria precoce

Em outubro daquele ano, Matthias Sammer teve uma lesão no joelho, a qual sofreu uma infecção bacteriana e a amputação do membro chegou a ser cogitada. Felizmente, não foi preciso, porém, o grande defensor decidiu pendurar as chuteiras com apenas 31 anos e não participou do título do Mundial de Clubes, vencido diante do Cruzeiro, por 2 a 0. 

Posteriormente, Sammer virou auxiliar e técnico do Borussia Dortmund. Em 2001/02, com 34 anos, tornou-se o mais jovem treinador a vencer a Bundesliga, a sua terceira pelos Aurinegros, e o primeiro a conquistá-la nas duas funções. 

Os Aurinegros foram vice-campeões da Copa da Uefa e, ao final da temporada 2003/04, Sammer rumou para outro ex-clube: o Stuttgart. O ex-jogador ficou um ano nos Suábios e aceitou o cargo de diretor esportivo na Federação Alemã de Futebol, com o objetivo de desenvolver o futebol no país. 

Por fim, a temporada 2012/13 premiaria ainda mais a genialidade de Matthias Sammer. O ex-jogador e técnico assumiu como diretor esportivo do Bayern de Munique e ajudou na conquista da Tríplice Coroa (Bundesliga, Copa da Alemanha e Liga dos Campeões). 

“Matthias possui uma ânsia de sucesso dentro dele. Ele tem uma vontade inabalável de vencer e uma enorme autoconfiança. É por isso que ele se encaixa perfeitamente no FC Bayern”, disse o ex-mentor, Ottmar Hitzfeld, que levantou dez trófeus pelo gigante da Baviera. Os títulos nunca abandonaram Sammer (dentro e fora de campo). 

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