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        Zidane, o gênio que fazia o Brasil tremer

        Texto por Eduardo Massa
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        Maior potência do futebol mundial, o Brasil se acostumou a ver grandes seleções e atletas tremerem a sua frente. Com Zinedine Zidane a história era outra. Poucos jogadores causavam tanto arrepio no torcedor brasileiro como o genial francês, e não por acaso. "Zizou" tratou o Brasil com requintes de crueldade e fez o país chorar duas eliminações em Copas do Mundo.

        É impossível falar sobre a carreira de Zinedine Zidane sem mencionar o Brasil. Mas há muito mais na história do craque, o maior a representar uma seleção francesa repleta de tradição, o primeiro a levar a França ao topo do mundo.

        Prodígio no modesto Cannes

        Filho de argelinos, Zidane nasceu em uma zona pobre de Marselha em 23 de junho de 1972. Diz-se que a bola seguiu o garoto desde muito cedo. Avesso aos estudos, Zidane preferia passar seus dias com a pelota nos pés, jogando com seus irmãos e amigos da vizinhança.

        Não demorou para Zidane se destacar entre os seus. Mas o adolescente faria sua formação no futebol em pequenos clubes amadores da região e dos arredores antes de aparecer no cenário nacional. Olheiros do Cannes, recém-promovido para a primeira divisão nacional, o recrutaram quando tinha 15 anos para um período de testes. Não sairia mais do clube, embora seus pais tenham resistido até encontrarem uma família de acolhimento capaz de dar apoio ao atleta na cidade, cerca de 135 quilometros distante da sua casa.

        Como verdadeiro prodígio, Zidane fez sua estreia profissional antes de completar 17 anos, em 89, contra o Nantes de Deschamps e Desailly, que mais tarde seriam seus companheiros de seleção. Ainda em formação, Zidane passou a temporada seguinte sem ter oportunidades no time principal. O meia ganhou sequência apenas a partir da temporada 1990/91, quando o time termina em surpreendente quarto lugar no Francês. Tão surpreendente como o rebaixamento no ano seguinte...

        Do Bordeaux à Itália

        Apesar do rebaixamento e de sofrer com críticas do torcedor, Zidane já havia mostrado seu talento na França e quase realizou seu sonho de jogar pelo Olympique Marseille, seu time de infância. Na época, o técnico Raymond Goethals vetou a contratação por achar o meia "lento". Uma decisão que provavelmente deve ter perseguido o treinador por muito tempo. Zizou acabou no Bordeaux, por menos de meio milhão de euros.

        O apelido de Zizou, aliás, foi ganho em Bordeaux, chamado assim pelo técnico Rolland Courbis. No clube francês, Zidane começa a ser reconhecido como um dos melhores de sua geração na França. Vence o primeiro título, sem muita importância, a Copa Intertoto, e começa também sua carreira de sucesso na seleção, em 1994, anotando dois gols logo na sua estreia, depois de entrar na metade do segundo tempo contra a República Tcheca (2 a 2).

        Valorizado, Zidane assina com a Juventus em 96, em transferência na casa dos 5,5 milhões de euros. Na Velha Senhora, conquista o bicampeonato italiano, mas perde por duas vezes seguidas a Liga dos Campeões na final, superado por Borussia Dortmund e Real Madrid. Nesta época, o nome de Zidane já era conhecido por todo o mundo, mas o momento de sua consagração estava reservado para a Copa do Mundo de 1998.

        Zidane deixa o Brasil sem reação

        Vamos então para o momento definidor da carreira de Zidane. Em 98, a França recebe a Copa do Mundo e tem em Zidane um dos seus principais nomes. Na estreia, contra a África do Sul, o meia ajuda a seleção a vencer por 3 a 0, com direito a assistência para gol de Dugarry. Mas Zidane quase coloca tudo a perder no jogo seguinte, expulso por agressão contra a Arábia Saudita.

        Zidane volta a campo apenas nas quartas de final, contra a Itália, superada nos pênaltis. A Croácia caiu nas semifinais e a decisão ficou marcada contra o tetracampeão Brasil, de Ronaldo, o Fenômeno, Rivaldo, Bebeto, Roberto Carlos, Taffarel e outros grandes jogadores. O favoritismo era verde e amarelo.

        Na grande final, brilhou a estrela de Zidane. O genial francês anotou dois gols ainda no primeiro tempo, deixando o Brasil sem reação. Petit finalizou o massacre no segundo tempo: 3 a 0 e o título inédito para a França. Dois anos depois, a seleção francesa confirmaria o bom momento com o título da Eurocopa. Zidane foi eleito o melhor do mundo tanto em 1998 quanto em 2000, levando o prêmio mais uma vez em 2003.

        Zidane reencontraria o Brasil em outra Copa, em 2006, já em fim de carreira. Zizou novamente deixou o país às lágrimas, eliminando a nossa seleção nas quartas de final com uma atuação impecável e o passe para o gol de Henry. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Juninho Pernambucano, Roberto Carlos, Cafu... Mais um time repleto de craques brasileiros que teve a infelicidade de se deparar com o meia.

        No todo, contando dois empates em amistosos entre França e Brasil, Zidane manteve-se invicto. Mais que isso, sempre mostrou sua melhor versão quando encontrou do outro lado a seleção mais temida do planeta, com atuações geniais. Zidane ganhou respeito e admiração no Brasil por seu feito.

        Galácticos e a Liga dos Campeões

        O período mais vitorioso da carreira de Zidane foi vivido na Juventus, mas seu nome acaba por ser sempre associado ao Real Madrid. Em 2001, já consagrado, campeão mundial e europeu pela França, Zidane troca a Juve pelo Real em uma transação recorde na época, por 75 milhões de euros. O grande nome dos "Galácticos" do Real.

        Com Figo, Roberto Carlos, Raúl e companhia, Zidane conquista sua primeira Liga dos Campeões, em 2001/02. O gol espetacular de voleio na final contra o Bayer Leverkusen é lembrado até hoje como um dos mais bonitos da competição.

        Apesar do sucesso midiático e do título da Liga dos Campeões, Zidane e os Galácticos, reforçados por Ronaldo no ano seguinte, ganharam apenas mais um Espanhol antes dos medalhões deixarem o clube.

        Zidane se aposentou em 2006 com o vice na Copa do Mundo. A última imagem foi a cabeçada em Marco Materazzi, que lhe rendeu a expulsão na prorrogação. Apesar de todo o talento, Zidane sempre foi conhecido também pelo seu temperamento às vezes explosivo em campo. O maior craque da história do futebol francês, Melhor do Mundo três vezes, se despediu causando um impacto diferente do esperado...

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