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Vavá, o Peito de Aço

Texto por Carlos Ramos
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O pernambucano Edvaldo Izidio Neto ficou imortalizado no futebol como Vavá. Atacante bicampeão mundial com a seleção brasileira, foi um dos grandes atacantes que já vestiu a camisa amarela, e fez história ainda em Vasco, Atlético de Madrid e Palmeiras. 

Tímido, Vavá foi levado por um amigo para treinar no Sport com 13 anos. Sumiu do clube em seguida pela timidez, mas foi convencido a voltar e foi lá que começou a carreira. Foi campeão ainda na base, e, quando estava ainda nos aspirantes, recebeu o convite de fazer um teste no Vasco, no Rio de Janeiro. 

Na época, Vavá era meia-armador. Chegou ao Rio com 16 anos, acompanhado de seu pai. Foi lançado no time profissional por Otto Glória em 1952, após já ter conquistado o Brasileiro de Amadores pelo Rio de Janeiro e de ter participado da seleção olímpica naquele mesmo ano, quando fez um gol em três jogos. 

Vavá foi campeão Carioca em 1952 e disputou o Rio-São Paulo daquele ano também como meia. Nos anos seguintes, foi se adaptando a jogar como centroavante no lugar de Ademir, que estava nos últimos anos de carreira. Foi como centroavante que Vavá se consagrou. 

Ápice na seleção

Se firmou em São Januário e ainda voltou a ganhar outras duas vezes o Carioca e uma o Torneio Rio-São Paulo. O ápice foi em 1958, quando Vavá acabou chamado para disputar a Copa do Mundo. 

Vavá começou aquela Copa no banco, mas virou titular ao longo do torneio e foi decisivo. Ao lado de Pelé e Mané Garrincha, colocou o Brasil no topo do futebol mundial. Marcou duas vezes contra a União Soviética, uma vez contra a França, na semifinal, e duas também contra a Suécia, na decisão. Ganhou o apelido de Peito de Aço por ser um atacante destemido, que simplesmente atropelava os zagueiros. 

Chamou tanto a atenção naquela Copa que se mudou para a Espanha. Pelo Atlético de Madrid, também fez história. Em três temporadas, conseguiu 40 gols em 81 jogos, entre Liga dos Campeões e Campeonato Espanhol. Brilhou também na Copa da Espanha, onde conquistou seus dois únicos títulos pelos Colchoneros

Voltou ao Brasil em 1962. 62 era ano de Copa. Vavá, agora jogador do Palmeiras, foi para o Mundial do Chile com status de titular. Mais uma vez, brilhou no time e terminou a competição entre os artilheiros, com quatro gols. 

Todos os gols de Vavá vieram nos jogos decisivos. Marcou uma vez nas quartas de final, contra a Inglaterra, duas na semifinal, diante do Chile, e um na decisão, o último na vitória sobre a Tchecoslováquia. 

Vavá é o segundo maior artilheiro brasileiro em Copas, com nove gols, três a menos que Pelé. Ao todo, fez 20 jogos pela seleção, e marcou 14 vezes. 

Seguindo a carreira no Brasil, foi campeão paulista pelo Palmeiras em 1963. Em final de carreira, ainda defendeu o América do México e o San Diego, dos Estados Unidos. Pendurou as chuteiras em 1969, na Portuguesa Carioca. 

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O primeiro Campeonato do Mundo do Brasil
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