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Forte manifestação

CEO defende Fortaleza longe dos gramados até resolução de atentado: ''Vai esperar morrer alguém?''

2024/02/22 18:12
E2

Em um novo episódio de violência no futebol brasileiro, o ônibus que levava a delegação do Fortaleza após o empate contra o Sport na Copa do Nordeste, foi alvo de um atentado na madrugada desta quinta-feira, 22, com o uso de bombas caseiras e pedras. O resultado foi seis jogadores feridos e encaminhados ao hospital para atendimento médico. No desembarque na capital cearense já nesta tarde, o CEO do Leão do Pici, Marcelo Paz, defendeu que a equipe fique fora de partidas oficiais enquanto os seus jogadores não estiverem curados ou os criminosos sejam encontrados.

“O João Ricardo está com seis pontos na cabeça. O Escobar tomou 13, alguns na cabeça, outros na boca, além de um trauma craniencefálico. O Titi está com um pedaço de vidro na panturrilha que não conseguiram retirar e o Dudu está com estilhaços pelo corpo. Eu acho que o Fortaleza só deveria voltar a jogar quando seus jogadores estiverem curados. É injusto o que aconteceu. Como eu vou colocar o time em campo depois do que aconteceu?”, iniciou o CEO.

“E também acho que só deveríamos voltar a campo depois que os bandidos que fizeram isso forem punidos. Tem que ter uma reação de verdade. Só nota de repúdio e lamento não adianta. Vai esperar morrer alguém? Não morreu por intervenção divina. Hoje, fomos atacados por uma bomba caseira. Antes seriam pedras e aí parece que, por ser menos letal, as pessoas passaram a aceitar a pedra. Foram seis jogadores lesionados. Se fosse um ônibus normal, em uma cidade, e uma pessoa jogasse uma bomba? O que aconteceria com essa pessoa? Ia ser preso. Ia ser julgado. Por que com o futebol é diferente? Porque esses bandidos não são presos? Isso acontece no Brasil inteiro, pois eles se comunicam de um estado para o outro. É necessário dar um basta”, desabafou Paz.

Apesar da declaração de Paz, o Fortaleza não divulgou até o momento ter feito algum pedido de adiamento dos seus jogos à CBF. O próximo jogo marcado é contra o Fluminense do Piauí, na próxima quinta-feira, 29, pela primeira fase da Copa do Brasil. 

Elenco reclama

O lateral Gonzalo Escobar foi um dos feridos do ataque promovido por membros de uma torcida organizada do Sport, sofrendo um trauma craniencefálico. Nesta quinta, ele se manifestou sobre o caso por meio de uma rede social. 

"Felizmente não tive uma tragédia, aqui com 13 pontos no rosto, mais algumas manchas. Leão, logo voltarei a lutar...- O resto ficará a cargo da Justiça ou dos responsáveis. Isso não funciona no futebol, somos seres humanos trabalhadores como todos, temos família e filhos que nos esperam em casa também", disse. 

O volante Lucas Sasha, que sofreu ferimentos na cabeça compartilhou seu relato do atentado. "É difícil comentar alguma coisa, encontrar uma palavra que possa justificar isso, a gente veio para trabalhar, queremos voltar para casa e por pouco quase não conseguimos fazer isso. Foi uma atitude criminosa, uma tentativa de homicídio, e a gente espera que eles possam ser reconhecidos e possam pagar, isso foi um atentado contra a vida, não é a torcida do Sport, são criminosos."

Quem também comentou o atentado foi o atacante Thiago Galhardo. "Isso é uma tremenda emboscada feita por bandidos. Tem vídeos deles combinando e correndo para fazer isso. Hoje a gente está saindo de casa para jogar bola e só queremos voltar para casa vivos. CBF, está na hora de tomar decisão branda, senão alguém vai pagar com a vida. Se for analisar os últimos três anos tem ficado cada vez mais sério", falou.

Repercussão

Clubes de todo o Brasil, incluindo a maioria da Série A fizeram publicações de solidarização ao elenco do Fortaleza e por cobranças de mais segurança no futebol brasileiro. O grande rival Ceará e o próprio Sport também se posicionaram contra o atentado cometido pela organizada. 

"Os absurdos atos de violência não condizem com a real conduta e comportamento da torcida rubro-negra, tampouco com os valores do Clube - que sempre irá abominar esse tipo de postura", publicou o Sport. 

No início da tarde, a CBF também se posicionou sobre o caso, afirmando ser "lamentável e inadmissível iniciar mais um ano chamando a atenção para este tema gravíssimo que é o da violência fora dos estádios". A instituição apontou ter confiança no trabalho da polícia para que que os responsáveis por estes atos sejam "punidos exemplarmente". 

"Desejo pronta recuperação a todos os jogadores e profissionais da comissão técnica que foram vítimas desse crime. A CBF seguirá implacável na cobrança e nas ações para que todo e qualquer ato de violência seja varrido do futebol brasileiro", disse o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Comentários

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motivo:
Quem faz isso. . .
2024-02-22 19h35m por RenataBFR
É bandido travestido de torcedor.

Os estádios deviam ter reconhecimento facial. Aliás, o Botafogo está pra colocar reconhecimento facial no Nilton Santos. Não sei quando colocará. Pode ser ainda neste ano.
Infelizmente. . .
2024-02-22 19h20m por ScPKoHx
. . . isso não terá solução definitiva. A violência nunca vai acabar, pois faz parte da natureza humana e animal. Não adianta colocar jogos com torcida única, porque os selvagens se encontram nos arredores dos estádios.

Fico ansioso pela implantação do sistema de reconhecimento facial nos estádios do Brasil, para que pelo menos possa, talvez, ajudar na redução de violência dentro dos estádios.

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