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        Cruz-Maltino se aproximou do G4

        Sem abrir mão de suas convicções, Diniz trouxe coragem para o Vasco voltar a sonhar

        2021/10/17 11:36
        Carlos Ramos
        E0

        O Vasco venceu o líder da Série B, Coritiba, por 2 a 1, e se aproximou do G4, ficando a quatro pontos do grupo. No último jogo de Lisca no comando, na rodada 23, eram oito pontos de distância. A sequência com Fernando Diniz, com quatro vitórias e dois empates em sete jogos, fez o Cruz-Maltino voltar a sonhar com o acesso. Mesmo sem muito tempo, Diniz conseguiu respostas rápidas do elenco em pontos que prejudicavam a evolução do time. 

        O grande segredo, talvez, tenha sido que Diniz não perdeu sua essência. Mesmo na Série B, com a pressão de, pela primeira vez na história, o Vasco poder passar dois anos seguidos na segunda divisão, e sem muito tempo para treinar, o técnico manteve-se fiel as suas convicções. A começar por sua tão criticada estratégia de saída de bola. 

        A saída sustentada

        No Vasco, como fizera nos seus trabalhos anteriores, Diniz aplicou o conceito da saída sustentada, que consiste em construir o jogo a partir da defesa com passes curtos, com aproximação de jogadores para evoluir no campo em um jogo posicional. Vamos pegar exemplos dos trabalhos anteriores no Vasco para mostrar a diferença na proposta e, ao mesmo tempo, a evolução do time. 

        Com Marcelo Cabo, primeiro técnico cruz-maltino na temporada, Vanderlei buscava, na maior parte das vezes, um tiro de meta com passe longo, buscando referências no ataque para ficar com a segunda bola. Uma alternativa a isso era uma saída curta com Leandro Castán, que recebia ainda na área e tinha a opção de jogar com laterais recuados e abertos (Zeca aberto na esquerda, Léo Matos na direita). O passe seguinte seria vertical, buscando um ponta avançado ou um meia desmarcado. 

        Lisca, o treinador seguinte, também apresentava duas opções de saída. Uma mais na base da ligação direta, e outra curta. Com Lisca, o Vasco recuperou a posse de bola, passando, algumas partidas, a ficar com a bola por mais de 70% do tempo (com Cabo, o Vasco, por exemplo, teve menos posse de bola em jogos em casa contra equipes que não lutam pelo acesso, como Sampaio Corrêa e Confiança). A saída era feita com dois zagueiros se apresentando como opção a Vanderlei na área. Faltava, porém, a aproximação de outros jogadores. Não era um jogo sustentado, com conexões eficientes. Os laterais abriam, mas eram sempre marcados, e os meias pouco recuavam. O jogo se desenvolvia de forma lenta e previsível. Não evoluía muitas das vezes com a rapidez necessária para furar o bloqueio defensivo adversário. Resultado: posse de bola improdutiva. 

        Já Fernando Diniz aposta, como dissemos, em uma saída sustentada. Vanderlei tem na área como primeira opção um volante (Bruno Gomes, sempre que está em campo) ou um meia (Nenê já fez esse papel), que recua até a área e sai jogando com cabeça erguida. Castán abre na esquerda, recuado, e Ricardo Graça faz o mesmo na direita. Os laterais avançam, e os meias recuam para aparecer como opções a Gomes e aos zagueiros (caso recebam). Outra opção é iniciar o jogo com Castán, com o lateral esquerdo mais recuado e aberto na ponta e Bruno Gomes aparecendo como suporte no meio. Apesar de parecer arriscada, essa forma de jogo é treinada de forma exaustiva, e, se bem executada, dará ao portador da bola sempre pelo menos três linhas de passe. O jogo evoluí, assim, com bola no chão, com jogadores próximos e, se bem coordenado, já quebra a primeira linha de marcação adversária. 

        O ataque a profundidade

        Outra abordagem de Diniz que deu mais eficiência ao time do Vasco foi a forma de atacar a profundidade. Uma mudança decisiva nesse sentido tem a ver com o posicionamento de Zeca. 

        Com Cabo e Lisca, Zeca atuou como lateral invertido (um destro jogando na esquerda). Com isso, as jogadas ofensivas com ele evoluíam da esquerda para o meio. Quem avançava ao fundo era o ponta esquerda (Léo Jabá, Morato ou Pec). Do outro lado, Léo Matos subia mais até a linha de fundo, mas os pontas seguiam protagonistas nesse sentido. Mas sem o mesmo poder de desequilíbrio. 

        Diniz viu potencial em Riquelme, lateral esquerdo cria da base do Vasco. Destaque nas categorias inferiores, Riquelme sempre foi visto como uma promessa que poderia render frutos ao clube. Faltava alguém acreditar nele. Faltava Diniz, que teve coragem para apostar no jovem lateral em um momento tão conturbado. 

        Riquelme se tornou um dos principais nomes da reação vascaína. Trouxe a opção do 1 contra 1 na busca pelo fundo pela esquerda. Pela direita, com Marquinhos Gabriel aberto, Zeca (ou Léo Matos, em algumas partidas) passou a atacar a profundidade. Com um jogo mais eficiente nos flancos do campo, fica mais fácil achar Germán Cano na área... 

        Sem medo de arriscar 

        Além de abordagens mais eficientes, que trazem mais repertório na transição ofensiva do time, Diniz trouxe também um sentido de imprevisibilidade, deixando muitas pulgas atrás da orelha dos rivais. 

        O técnico, em momento algum, teve medo de arriscar. Nas últimas partidas, a equipe passou a jogar apenas com Bruno Gomes como volante. Assim foi contra o líder do campeonato, o Coritiba, no sábado. 

        Contra o Brusque, por exemplo, jogou com um a menos o jogo inteiro, mas ainda assim dividiu a posse de bola e conseguiu buscar a vitória (o jogo estava 0 a 0 até a expulsão). 

        Diniz, é verdade, não resolveu todos os problemas do time, que ainda segue sofrendo na defesa em jogadas de bolas paradas. E teve, também, o reforço de um jogador que vem sendo protagonista, Nenê. Mas no saldo final, apresenta a evolução que o time precisava para lutar pelo G4. 

        Em sete jogos com Diniz, o Vasco somou 14 pontos, marcou nove gols, sofreu cinco e venceu dois rivais diretos na luta pelo acesso (Goiás e Coritiba). A quatro pontos do G4, o time ainda tem muito o que remar, e a tarefa está longe de estar finalizada. Mas, ao menos, o torcedor já voltou a sonhar, com o time apresentando alguns sinais positivos. 

        Brasil
        Fernando Diniz
        NomeFernando Diniz Silva
        Data de Nascimento1974-03-27(47 anos)
        Nacionalidade
        Brasil
        Brasil
        FunçãoTécnico

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