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      Copas do Mundo

      Copa do Mundo 1950: a Copa do Maracanazo e da Celeste Olímpica

      Texto por Carlos Ramos
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      12 anos depois, o futebol voltou a ter uma Copa do Mundo em 1950. A pausa forçada pela Segunda Guerra Mundial fez a Fifa interromper o torneio. Mas em 1950, o Brasil foi escolhido como sede da Copa pela primeira vez e se tornou o segundo país sul-americano a receber a competição. 

      Foram seis cidades-sede: Porto Alegre (Estádio dos Eucaliptos), Curitiba (Durival de Brito), Belo Horizonte (Independência), Recife (Ilha do Retiro), São Paulo (Pacaembu) e Rio de Janeiro (Maracanã). Então Capital Federal, o Rio construiu um palco para quase 200 mil pessoas na Zona Norte da cidade, e logo o estádio ficou conhecido como "Maior do Mundo". 

      Em um sistema de Eliminatórias ainda não consolidado, a Fifa viu algumas seleções declinarem a participação naquela Copa (Alemanha a mais tradicional, e também França, Escócia, Índia e Turquia), assim como alguns países convidados (Portugal rechaçou o convite por acreditar que os qualificados precisavam conquistar a vaga em campo). 

      Entre as seleções participantes, destaque para a Inglaterra, que participou pela primeira vez na história de uma Copa do Mundo. Brasil, país-sede, e Itália, atual campeã, também tiveram presença marcada. Foram, ao todo, 13 seleções, divididas em quatro grupos (nada equilibrados). 

      O Uruguai, já campeão do mundo, ficou no grupo mais fácil de todos, apenas com a Bolívia como oponente. O jogo terminou 8 a 0 para a Celeste Olímpica, com hat-trick de Oscar Miguez. Juan Schiaffino, um dos grandes nomes daquele time, marcou duas vezes, e Alcides Ghiggia, nome que seria falado por aqui por décadas e décadas, também marcou. 

      A campanha brasileira

      Aquele Mundial foi recebido com grande expectativa pelo público brasileiro. Até porque o Brasil era o atual campeão sul-americano e despontava como um dos grandes favoritos ao título. O técnico Flávio Costa manteve a base para a Copa. 

      A seleção brasileira de 1950 era um verdadeiro timaço. O "Mestre" Zizinho foi o grande craque do time, e daquela Copa, e Ademir Menezes foi o artilheiro. O público delirava a cada atuação, confiante que o título era quase uma certeza. 

      Na estreia, 4 a 0 diante do México, com dois de Ademir. Flávio Costa privilegiou, na escalação, jogadores que empolgassem o público carioca que ultrapassou as 80 mil pessoas no Maracanã. No jogo seguinte, no Pacaembu, deu chance aos são-paulinos Friaça, Bauer, Noronha e Rui, mas acabou freado pelo "Ferrolho Suíço" em empate em 2 a 2

      A vaga na fase final foi confirmada diante de quase 150 mil pessoas no Maracanã, diante da Iugoslávia. Ademir e Zizinho brilharam e garantiram o triunfo por 2 a 0. Como esperado, o Brasil avançou para a fase seguinte junto com outras três seleções. 

      A fase final 

      Além dos já citados Brasil e Uruguai, avançaram ainda para a fase final da Copa a Suécia, que eliminou a atual campeã Itália, e a Espanha, que liderou o grupo 2, na frente da Inglaterra, que foi uma decepção naquele Mundial. 

      O Brasil teve atuações absolutamente arrasadoras na fase final. Enfiou 7 a 1 na Suécia, com uma incrível atuação de Ademir, autor de quatro tentos; e em seguida fez 6 a 1 na Espanha diante de mais de 150 mil pessoas que cantavam "As Touradas de Madri" no Maracanã. 

      O Uruguai empatou com a Espanha (2 a 2) e venceu a Suécia no limite (3 a 2). O jogo decisivo ficou para o dia 16 de julho, no Maracanã. Para ser campeão, o Brasil precisava de apenas um simples empate diante dos uruguaios. 

      Quem esteve no Maracanã naquele dia garante que o estádio recebeu 200 mil pessoas (ou mais). Os jornais do dia anterior já tratavam os jogadores brasileiros como "os campeões do mundo", e os políticos da época saudavam os jogadores como verdadeiros heróis. Assim como o público. 

      A festa tomou conta do Maracanã, ainda mais depois que Friaça abriu o placar para a seleção brasileira. Isso já no segundo tempo. Para ser campeão, o Uruguai precisava calar 200 mil vozes e virar um jogo que parecia perdido. 

      Mas Schiaffino mostrou que sua seleção estava viva com o gol de empate. Aos 34 minutos, Alcides Ghiggia arrancou pela ponta direita e disparou forte, rasteiro. A bola passou por Barbosa e morreu no fundo das redes (o goleiro foi perseguido por décadas pelo lance). O silêncio tomou conta do Maracanã, e o clima foi de velório após o apito final: o Uruguai era o novo campeão do mundo! A Copa no Brasil, que ficou marcada a todo momento pela festa nos estádios, acabou em silêncio. 

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