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Copa 2018: Com Mbappé e companhia, jovem seleção francesa conquista o mundo

Texto por Rodrigo de Brum
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Em 2018, pela primeira vez na história, uma edição de Copa do Mundo foi disputada na Rússia. Um Mundial marcado pela ascensão de jovens jogadores ao topo do futebol, que culminou com o título da França de Mbappé, a estrela de apenas 19 anos.

Depois de cair nas quartas de final da Copa anterior, diante dos alemães, os gauleses caminharam invictos até à final da disputa na Rússia. Curiosamente, a França teria pelo caminho um adversário que também foi parte importante na conquista do primeiro mundial, 20 anos antes.

As surpresas e ausências da Rússia

O Mundial organizado pelos russos contou com 11 cidades-sede e com 12 estádios no total. Mas antes mesmo de começar, a Copa de 2018 já contava com duas ausências de peso, que sequer se classificaram ao torneio: A tetracampeã Itália e a duas vezes vice-campeã Holanda. Já Islândia e Panamá foram as surpresas positivas, tendo se classificado pela primeira vez a um campeonato mundial.

Após 7 a 1, Alemanha fracassa e Brasil fica pelo caminho

Depois do título incontestável em solo brasileiro, a Alemanha ainda era cotada como uma das principais seleções do planeta. Mas o futebol apresentado na Rússia ficou muito aquém do esperado.

Na estreia pelo Grupo F, derrota para o México pelo placar mínimo. Na segunda partida, ainda jogando mal, os germânicos levaram a melhor diante da Suécia e se mantiveram na briga por uma vaga nas oitavas de final.

Mas em ritmo de ressaca, a atual campeã mundial caiu no terceiro jogo da fase de grupos para a Coreia do Sul. 2 a 0 e passagem de volta para casa garantida.

Por sua vez, a seleção brasileira rumou para a Rússia disposta a reerguer a sua imagem depois do fiasco em 2014. Com Tite no comando e Neymar disponível, a Canarinho fez uma campanha sólida.

Pelo Grupo E, o Brasil tropeçou na estreia diante da Suíça, em jogo muito nervoso e com dificuldades na criação de jogadas. Mas a seguir, com dois bons triunfos diante de Costa Rica e Sérvia, a seleção garantiu vaga nas oitavas como líder do grupo.

No mata-mata, o Brasil teria o México pela frente. Neymar abriu caminho para a vitória, enquanto Firmino sacramentou a vaga nas quartas já no final do confronto. 

A seguir, a Canarinho teria o confronto mais perigoso até então: a boa e jovem seleção da Bélgica, que já fizera boa campanha em 2014. As coisas começaram a se complicar logo aos 13 minutos de jogo. Após cobrança de escanteio, Fernandinho mandou contra o próprio patrimônio. 1 a 0.

O cenário se tornou ainda mais complicado aos 31. Em ótimo contragolpe, a Bélgica chegou próximo a área de Alisson e De Bruyne acertou um lindo chute para ampliar a contagem.

Na etapa final, Tite efetuou mudanças no meio-campo e no ataque e o Brasil exerceu forte pressão sobre a defensiva belga. Aos 31, Renato Augusto, que havia acabado de entrar, se infiltrou entre os zagueiros e cabeceou para diminuir.

A Bélgica se segurava como podia e novamente Renato Augusto e Philippe Coutinho desperdiçaram a chance do empate. Já nos acréscimos, veio a defesa da partida. Neymar bateu colocado de fora da área para linda defesa de Courtois. Era o fim do sonho do hexacampeonato.

O caminho da jovem e madura França 

Depois da boa campanha em 2014, a França entrou na Copa da Rússia como uma das favoritas, apesar da juventude de boa parte do elenco.

O Grupo C era 'acessível', com Austrália, Peru e Dinamarca, e os franceses se aproveitaram para avançar com a liderança na chave. Foram dois triunfos, diante de australianos e peruanos, e um empate com os nórdicos.

Pelas oitavas de final, encontro para entrar para a história. Depois de sair em vantagem em gol de Griezmann, de pênalti, os gauleses viram a Argentina virar a partida com um espetacular tento de Di Maria e outro de Mercado.

Os belos gols não pararam por aí. A França se recuperou rapidamente do baque com outro bonito gol, da autoria de Benjamin Pavard, de fora da área. Era o momento do brilho de Mbappé. Com duas finalizações de extrema categoria, o garoto colocou o 4 a 2 no marcador. Os argentinos ainda descontariam com Aguero, nos acréscimos, mas já era tarde.

Nas quartas, o coração do torcedor francês foi menos testado. O zagueiro Raphael Varane abriu o placar em cabeceamento certeiro após cobrança de falta. A tranquilidade veio em uma infelicidade. Após chute despretensioso de Griezmann, o goleiro Muslera engoliu o frango, e viu os rivais avançarem às semifinais.

França 'vinga' Brasil e reencontra rival de 1998

Era chegada a hora da disputa para definir os dois finalistas da Copa da Rússia de 2018. De um lado, França e Bélgica, do outro Inglaterra e Croácia.

Em partida tensa, a França contou com as boas defesas de Lloris e um goleador inesperado para garantir sua vaga na decisão. O zagueiro Umtiti, de cabeça, colocou os gauleses na final.

Já a Croácia, precisou da prorrogação para desbancar a Inglaterra, do artilheiro da Copa, Harry Kane, de virada. Trippier abriu o marcador, mas os croatas contaram com a sua maior experiência para sobressair no duelo.

Perisic deixou tudo igual ao desviar cruzamento e, aos 109 minutos jogados, a bola sobrou na pinta dentro da grande para Mandzukic fuzilar a meta de Pickford. Após 20 anos, França e Croácia voltariam a se encontrar, mas, desta vez, em uma decisão de Copa do Mundo.

Se em 1998 o grande herói foi o lateral direito Lilliam Thuram, em 2018 a França vez valer o coletivo para sagrar-se novamente campeã mundial.

O duelo foi, em partes, decidido nas bolas parada. Mandzukic abriu o placar, mas contra, após cobrança de falta. Após bola na área contrária, Perisic deixou tudo igual, mas também comprometeu na defesa. O atacante cometeu pênalti que Griezmann não desperdiçou.

Já na etapa final, a França tratou de rapidamente frear qualquer tentativa de reação por parte do rival com dois belos gols de fora da área. Pogba marcou de perna esquerda, enquanto Mbappé acertou chute colocado de direita e colocou o 4 a 1 no placar. No fim, Mandzukic ainda descontaria, mas a França era bicampeã mundial. 

Uma seleção com a cara de Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998 e como técnico 20 anos depois. A França mostrou que o caminho estava na solidez defensiva e em confiar na juventude. 

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