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      Alemanha 1 x 0 Argentina: o tri alemão com gosto de vingança

      Texto por ogol.com.br
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      Em 1986, no Azteca, Maradona comandou o bicampeonato mundial argentino em cima da Alemanha, comandada por Franz Beckenbauer. Quatro anos depois, no Estádio Olímpico de Roma, a vingança: 1 a 0 para os alemães, tricampeões do mundo. 

      A Alemanha ainda vivia sob os efeitos da queda do muro de Berlim, que fazia nascer um novo país, ou ao menos um projeto dele, reunificado, prometendo entrar, unido, em uma nova era. União foi o lema daquela seleção, que ainda era comandada por Beckenbauer e seguiu entre as maiores do mundo. 

      O destrono de Maradona e a vingança alemã

      Para se tornar a melhor seleção do mundo, a Alemanha tinha uma dura missão: tirar do trono Diego Armando Maradona. O camisa 10 argentino era amado na Itália, especialmente em Nápoles, onde era ídolo com a camisa do Napoli. 

      Apesar de Maradona, o time argentino tinha como grande força a defesa. A seleção de Carlos Bilardo foi o exemplo de uma "Copa tática", de muita estratégia, marcação forte e poucos gols. Ao longo de toda aquela Copa, os argentinos marcaram apenas cinco gols, e sofreram menos ainda: quatro. 

      A seleção alemã foi a antítese. Por mais que as goleadas sobre a Iugoslávia e os Emirados Árabes tivessem contribuído, os 15 gols marcados ao longo do torneio indicavam um time ofensivo. De fato, na final, a Mannschaft foi o time que mais tomou iniciativa. 

      Os ataques eram principalmente pelo flanco canhoto, mas a defesa argentina, bem postada, rechaçava sempre que um ponta alemão tentava avançar. Às vezes até com violência, amarrando o jogo de todas as formas possíveis. 

      Maradona teve uma chance para desamarrar a partida aos 38 minutos da primeira etapa. O camisa 10 teve cobrança de falta perto da área e mandou por cima da barreira, mas a bola acabou saindo por cima também da meta. 

      Na segunda etapa, as chances alemãs foram ficando mais claras. Littbarski mandou chute de fora da área que passou perto da trave. Berthold teve chance em cabeçada dentro da área, mas mandou por cima. Rudi Völler se jogou na pequena área ao receber falta da canhota, mas a bola também saiu. Augenthaler pediu pênalti de Goycochea na área, e Andreas Brehme colocou o goleiro argentino para trabalhar em chute de fora no canto. 

      A pressão ficou ainda maior quando a violência argentina foi punida: Pedro Monzón foi expulso com 20 minutos. Com dez, a argentina sucumbiu. Aos 38 minutos, Völler foi derrubado por Sensini na área, e o apitador marcou pênalti. Brehme cobrou no canto, e acabou fazendo história: foi o gol do tricampeonato alemão. 

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      jogos históricos
      U Domingo, 08 Julho 1990 - 15:00
      Stadio Olimpico
      Edgardo Codesal
      1-0
      Andreas Brehme 85' (pen.)
      Estádio
      Stadio Olimpico
      Lotação70634
      Medidas105x68
      Ano de Inauguração1937