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Xavi Hernández: o coração de um Barça vitorioso

Texto por ogol.com.br
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Xavi Hernández foi o símbolo de uma geração, o espelho de um estilo de jogo e o motor propulsor de um sistema. O meia, que se tornou um dos grandes jogadores da história do Barcelona e da seleção espanhola, absorveu quase que por osmose o Futebol Total de Cruyff, se espelhou em Pep Guardiola e foi além. 

Xavi chegou em La Masia, local onde ficam os jovens da base do Barcelona, ainda aos 11 anos. Na época, Johan Cruyff era o comandante de um Barcelona que entraria para a história conquistando a primeira Liga dos Campeões do clube. 

Cruyff queria que a filosofia de jogo da equipe não se limitasse ao time principal. Desde a base, os jogadores deveriam saber o que fazer com a camisa do Barcelona. E Xavi foi o jogador perfeito para incutir tal filosofia.

Mesmo franzino, Xavi já dominava o meio campo do Barça em La Masia. Era o maestro do time e, ao fazer a transição para a equipe profissional, acabou sendo o substituto natural de Pep Guardiola, o dono do meio-campo de Cruyff. 

O início com van Gaal e o ápice com Pep

O início de Xavi no Barcelona foi com um compatriota de Cruyff, Louis van Gaal. Pep Guardiola ainda estava no time, mas Xavi logo se mostrou fundamental. O então jovem meia marcou o gol decisivo na vitória sobre o Valladolid, fora de casa, iniciando assim a arrancada para a conquista daquele Campeonato Espanhol. 

Na temporada seguinte, Xavi conseguiu um protagonismo maior por uma lesão de Guardiola. Mas foi só após a saída de Pep que Xavi começaria a passar dos 50 jogos por temporada, sendo fundamental para o time. 

Xavi, porém, só tornou-se o coração do time com o retorno de Pep Guardiola, agora técnico. Apesar de Frank Rijkaard ter tido uma passagem vitoriosa no clube, com direito a título da Liga dos Campeões com o brilho de Ronaldinho Gaúcho, foi com Pep que o coletivo passou a engolir a individualidade. 

Já sem Ronaldinho, e com um menino Messi cada vez mais ativo, o Barcelona fez quem ama futebol sonhar. Era bola de pé em pé, e era o pé de Xavi que controlava onde começavam as jogadas, qual era o rumo dos lances. 

Xavi foi o cérebro de um time que, com Pep, ganhou duas vezes a Liga dos Campeões, e mostrou também domínio no Campeonato Espanhol. Se Messi brilhava na frente, isso só era possível pelo aval de Xavi no meio. A bola chegava ao ataque com qualidade. O jogo era no ritmo que Xavi queria. Pena para o Santos, de Neymar, que tentou rivalizar em uma final de Mundial, em 2011, mas acabou atropelado com uma goleada em ritmo de festa. Apenas mais uma das muitas vítimas deste Barça histórico.

Campeão também na Fúria 

No ano anterior ao encontro com Neymar no Mundial de Clubes, Xavi fez parte da grande campanha da seleção espanhola em Copas do Mundo. Apesar de o gol decisivo, na final contra a Holanda, ter sido marcado por seu companheiro de Barça, Iniesta, Xavi foi quem dominou o jogo daquele time. 

Na Copa da África do Sul, Xavi fez o belíssimo jogo do Barcelona, de Pep Guardiola, refletir na seleção de Vicente Del Bosque, que encantou a todos. A Espanha já havia chegado, com Xavi, ao topo da Europa, e o voltaria a fazer depois. Na África, o time foi além e chegou ao topo do mundo. 

Duas vezes campeão da Europa e uma do mundo, Xavi deixou a seleção espanhola com 133 jogos e 13 gols, com presença em quatro Copas do Mundo. Está entre os três jogadores com mais jogos da história da Fúria. 

Final vitorioso

Rival no Mundial em 2011, Neymar acabou por se ver do lado de Xavi anos depois. O brasileiro contou com a liderança do espanhol para se firmar na Catalunha. Já sob o comando de Luis Enrique, outro espanhol que havia sido seu companheiro no início de carreira, Xavi comandou o Barça em outro título da Champions, em 2015. 

Para conseguir brilhar na Catalunha, Neymar contou com os conselhos, e muitas vezes broncas, de Xavi. A presença do espanhol foi uma oportunidade para tornar o brasileiro mais maduro (e em alguns pontos, funcionou bem). 

O meia, já na reta final da carreira, já não era titular absoluto do time, mas, ainda assim, entrou na decisão contra a Juventus. Ao fim da temporada, coroada com a segunda tríplice coroa, Xavi disse adeus para um Camp Nou que foi só aplausos. 

Após 767 jogos e 86 gols, um dos grandes ídolos blaugranas, que encarnava em campo como poucos a identidade do clube, dizia adeus. Adeus do Barça, mas não para o futebol. Xavi ainda seguiu atuando. 

Xavi ainda viveu quatro anos no futebol do Catar, onde representou o Al Sadd. Fez 109 partidas e 25 gols. Ganhou o campeonato local, as copas e as supercopas. No meio de 2019, optou por colocar fim a uma carreira vitoriosa e inesquecível, aos 39 anos. 

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