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Coutinho, o grande parceiro de Pelé

Texto por Carlos Ramos
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A dupla de Pelé com Mané Garrincha na seleção brasileira ficou famosa no mundo inteiro. Afinal, ambos formavam um ataque genial, com lances mágicos e muitos gols. Nunca, inclusive, perderam na seleção. Mas a dupla mais marcante da carreira de Pelé foi com Coutinho. Muito acima da dupla, porém, está Coutinho. O jogador não foi apenas o companheiro do Pelé, mas sim um dos grandes atacantes da história do futebol brasileiro. 

Nascido Antônio Wilson Vieira Honório, em Piracicaba, Coutinho iniciou no futebol na equipe local, o XV. Foi para o Santos ainda jovem, na base, com 14 anos. No fim da década de 1950, já via Pelé brilhar com mais de um gol por jogo e Pepe ser o grande parceiro do que seria o Rei do futebol. 

Mas Coutinho não demorou a estrear no profissional do Santos. O fez ainda antes de completar 15 anos, sendo considerado pelo clube o mais jovem a atuar com a camisa alvinegra. Logo na primeira temporada, fez 38 gols em 40 partidas oficiais, somando Rio-São Paulo, Taça Brasil e Campeonato Paulista. 

Os números assustadores pelo Peixe fizeram Coutinho ser um prodígio também na seleção brasileira. Foi logo titular em amistoso contra o Uruguai em 1960, com 16 anos. Com 18, em 1962, esteve em grande forma e chegaria na Copa como titular pelos 46 gols em 34 jogos oficiais pelo Santos, mas, lesionado, perdeu lugar para Vavá. O Brasil acabou campeão. 

Ainda em 1962 e em 1963, Coutinho foi um dos grandes nomes do time que, com Pelé, acabou bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes. Marcou duas vezes na primeira final de Libertadores, contra o Peñarol, e três na segunda, diante do Boca Juniors. 

O gênio da pequena área 

Coutinho formou, durante anos, um lendário ataque no Santos com Pelé, Dorval, Mengálvio e Pepe. Coutinho era conhecido como fatal na pequena área. O próprio Pelé dizia que o companheiro era melhor que ele na pequena área. 

Foram muitos anos de tabelinha com Pelé na Vila Belmiro e também na seleção brasileira. Com a camisa do Brasil, Coutinho fez 15 jogos e marcou seis gols. No Peixe, fez 233 jogos e 205 gols em partidas oficiais e participou do time que dominou o Brasil, com cinco títulos da Taça Brasil e um do Roberto Gomes Pedrosa. Foi ainda sete vezes campeão paulista. 

Depois da passagem pelo Santos, que teve poucos jogos por lesões nos últimos anos, Coutinho jogou em Vitória, Portuguesa, Atlas do México e no Bangu, encerrando a carreira em São Caetano do Sul em 1973, com Dorval. Faleceu em março de 2019, vítima de um infarto agudo em decorrência de diabetes e hipertensão arterial, sistêmica. 

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