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Gerd Müller: Der Bomber

Texto por Carlos Ramos
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Uma máquina de gols. Décadas antes de o mundo conhecer nomes como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, o futebol viu um artilheiro por natureza: Gerd Muller. Conhecido como Der Bomber, ou "o bombardeio", o atacante fez história com as camisas do Bayern de Munique e da seleção alemã. 

No início, porém, Müller não prometia se tornar um grande jogador. Tschik Cajkovski, primeiro técnico do atacante no Bayern, lhe deu o apelido de "Kleines dickes Müller", ou "Müller, o gordinho". Mas o "gordinho" acabou revolucionando o futebol alemão. 

Do anonimato ao topo

Müller chegou ao Bayern de Munique com 17 anos. Depois de um começo de muitos gols no modesto Nördlingen, o atacante desembarcou em Munique quando o Bayern nem na elite do futebol alemão estava. Mas Müller, ao lado de Franz Beckenbauer, ajudou a mudar essa história. 

Depois de vencer a desconfiança pelo porte físico, Müller mostrou o faro artilheiro para ajudar a colocar o Bayern na elite do futebol alemão. Em 1966, enquanto o outro time da cidade, o Munique 1860, era campeão alemão, o Bayern conquistava a Copa da Alemanha. 

A conquista aumentou a confiança da jovem equipe bávara, que foi campeã da Recopa da Europa na temporada seguinte e conquistou pela primeira vez a Bundesliga em 1969. Müller foi o artilheiro daquela competição, marcando 30 gols em 30 jogos. Der Bomber iniciou a revolução, que tomou proporções ainda maiores nos anos seguintes.  

A primeira Copa: uma bomba! 

Com as conquistas bávaras, Müller se credenciou para a Copa do Mundo de 1970. O atacante foi arrasador no torneio e marcou em cinco dos seis jogos alemães, somando dois hat-trick. Nas quartas, o goleador marcou o gol decisivo na prorrogação que fez a Alemanha derrubar a Inglaterra. 

Com a nova geração de Müller, Sepp Maier e Beckenbauer, os alemães alcançaram um novo patamar no futebol mundial. O que não foi suficiente para derrubarem a tradição italiana na semifinal daquela Copa. Depois de um jogaço, que teve dois gols de Müller na prorrogação, os italianos avançaram para a final com vitória por 4 a 3. Na decisão, acabaram perdendo para o Brasil, de Pelé. 

Müller, que só não marcou na disputa pelo terceiro lugar, terminou a Copa como o grande goleador do torneio, com dez gols em seis partidas. O primeiro Mundial foi inesquecível para o atacante, que terminou a temporada com a Chuteira de Ouro, como principal artilheiro da temporada na Europa, como artilheiro da Bundesliga e com a Bola de Ouro da France Football. 

Ápice na Europa

Os gols seguiram Müller nas temporada seguintes. Em 1972, foi mais uma vez artilheiro e campeão da Bundesliga. Naquele ano, o atacante conquistou o primeiro título pela seleção: o da Eurocopa, competição da qual foi também artilheiro. 

Müller foi o grande nome da conquista alemã, marcando dois gols na semifinal, contra a Bélgica, dona da casa, e dois na decisão contra a União Soviética, em Bruxelas, que terminou com título alemão depois de vitória por 3 a 0.  

Campeão europeu com a seleção, Müller foi também ao topo da Europa com a camisa do Bayern de Munique. Na temporada 1973/74, o atacante foi artilheiro e campeão do alemão e repetiu o feito com artilharia e conquista da Liga dos Campeões. 

Müller marcou oito gols na Liga dos Campeões, dois deles no jogo desempate da final, contra o Atlético de Madrid. A partida terminou com goleada bávara, o que resultou no primeiro título da Champions da história do Bayern. 

Enfim, o topo do mundo 

Müller alcançou o topo do mundo em 1974. Apesar de ter marcado menos gols do que na Copa de 1970, o atacante foi decisivo no Mundial de 1974, na Alemanha. Ao longo da campanha, marcou quatro gols, o último deles na decisão. 

No dia 7 de julho de 1974, o Bayern decidiu a Copa do Mundo contra a Holanda, no estádio Olímpico de Munique. Os holandeses saíram na frente com Neeskens, mas Paul Breitner empatou de pênalti e Müller marcou, ainda no primeiro tempo, o gol do título alemão. 

Müller não jogou mais pela seleção alemã depois da decisão de 1974, e se despediu como o maior artilheiro da história do país, com 68 gols marcados em 62 jogos. Por outro lado, seguiu dominando a Europa, e o mundo, pelo Bayern.

Os bávaros, com Müller sempre em destaque, enfileiraram um tricampeonato da Liga dos Campeões e, em 1976, venceram o Mundial de Clubes. Müller marcou no jogo de Munique, e o Cruzeiro não conseguiu reverter o quadro no Mineirão. 

Fim nos EUA 

Müller, que chegou a marcar 67 gols em uma mesma temporada, deixou o Bayern de Munique em 1979, depois de quatro títulos da Bundesliga, quatro da Copa da Alemanha, três da Liga dos Campeões, um da Recopa da Europa e um do Mundial. 

O atacante optou por passar os últimos anos da carreira no Fourt Lauderdale Strikers, nos Estados Unidos. Jogou ao lado de craques como George Best, Cubillas e Figueroa, mas, longe do auge, terminou sem taças. 

Depois da aposentadoria, Müller sofreu com o alcoolismo, mas contou com a ajuda de amigos como Beckenbauer para se reabilitar. Durante anos, fez parte da comissão técnica do Bayern de Munique, clube que defendeu com tanto brilho. 

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Gerd Müller dá a volta olímpica com o troféu na mão
Gerd Muller
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