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George Weah: uma lenda africana

Texto por ogol.com.br
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Você, fã de futebol, provavelmente ouviu pouca coisa boa sobre a Libéria, sobressaindo notícias sobre guerras e a história do filme Diamantes de Sangue. No futebol, porém, quando se ouve o nome de George Weah, certamente as lembranças são as melhores. O atacante, único africano até hoje a ganhar uma Bola de Ouro, é uma lenda não só no país, como em todo continente. 

Weah nasceu em Monróvia, capital e maior cidade da Libéria. Foi criado como muitas crianças do país, em um bairro de lata, Clara Town, e teve uma infância pobre. Os pais eram operários, que davam duro para a família não passar fome. 

George, então, foi criado pela avó. Viu no futebol uma saída para um futuro melhor e começou a jogar no Young Survivors Clareton (que quer dizer pequenos sobreviventes de Clara Town). Como diz o nome, Weah foi um sobrevivente. 

O menino foi crescendo e sempre desenvolvendo seu jogo. Apesar de ter um emprego fora do futebol, conquistava espaço e títulos. O desempenho no Invincible Eleven chamou a atenção de outros países africanos, e Weah foi primeiro para a Costa do Marfim, depois para Camarões. 

O olho de Wenger e a idolatria na França

Com muitos gols e um desempenho acima da média em Camarões, Weah logo chamou a atenção do futebol europeu. Ainda em 1988, o técnico Arsène Wenger o levou para o Monaco. Mais tarde ao lado de seu compatriota Joe Nagbé, outro ídolo no país, e de nomes como Petit e Thuram, Weah levou o Monaco a grandes campanhas na Ligue 1, a um título da Copa da França e a dois vice-campeonatos: um do Francês e um da Recopa da Europa. 

A melhor temporada de Weah no Principado foi 1991/92. Foi a temporada dos vices (Francês e Recopa), mas dos muitos gols: 23 em 47 partidas, com média de 0,49 por jogo. O atacante manteve o número de gols na temporada seguinte, mas já em Paris. 

Weah foi vice-campeão francês na primeira temporada na capital, mas levantou a Copa da França com um gol na decisão diante do Nantes. O time já tinha os brasileiros Ricardo Gomes e Valdo e, na temporada seguinte, ganharia Raí. 

Com o craque brasileiro e a estrela liberiana, o PSG foi campeão francês pela segunda vez na história e ainda chegou na semifinal da Recopa da Europa, eliminando o Real Madrid das quartas. Weah ainda jogaria mais uma temporada em Paris, somando 55 gols em 138 jogos pelo clube até se mudar para Milão. 

Silvio Berlusconi, que havia visto Weah do outro lado na semifinal da Liga dos Campeões de 1995, vencida pelo Milan, apostou no atacante para substituir Van Basten como o grande craque do Rossonero e foi muito feliz. No ano de 1995, no auge, Weah acabou sendo eleito o melhor jogador do mundo e é, até hoje, o único africano a conseguir tal título. 

Bicampeão italiano pelos Rossoneri, Weah somou 58 gols em 148 jogos pelo clube e como ponto negativo ficou uma suspensão da Uefa após agredir o português Jorge Costa, do Porto, a quem acusou de racismo (fato nunca confirmado). 

Ídolo de um país 

Weah foi perdendo espaço no Milan e teve passagens mais apagadas em Chelsea, Manchester City e Marseille, mas seguiu como o ídolo maior da Libéria. O jogador chegou a usar seus altos contratos na Europa para ajudar o país a participar de competições oficiais (como na Copa Africana das Nações em 1996). 

Apesar dos 22 gols em 61 jogos, Weah nunca conseguiu uma grande campanha com o país e nunca chegou a disputar uma Copa. Pendurou as chuteiras em 2003 sem conseguir atuar no principal campeonato de seleções do mundo, mas não deixou de ser uma lenda inesquecível. 

Depois de aposentado como jogador, passou a atuar na política e em causas sociais. Foi nomeado embaixador da Unicef, fundou um clube para ajudar jovens em Monróvia. Entrou na política do país como candidato a presidência em 2006, foi superado, mas voltou depois de passar anos estudando nos EUA e foi eleito senador em 2009 e, em 2018, assumiu como presidente da república em 2018. 

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