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Gabriel Batistuta, o Batigol

Texto por Carlos Ramos
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Contemporâneo de grandes camisas 9 da história do futebol, Gabriel Batistuta foi um dos maiores atacantes da história da seleção argentina. Fica na frente de nomes como Crespo e Maradona no quesito artilharia, e fez parte da última geração campeã pelo país. 

Batistuta quase não foi para o futebol: seu primeiro esporte era o basquete. Se com 1,85m era considerado baixo para o esporte, nos gramados a sua altura ajudou, e muito, na posição de centroavante. Misturava a raça argentina com técnica e precisão. 

O atacante começou a carreira no Newell's, e foi campeão argentino logo no primeiro ano como profissional. Disputou, ainda, a final da Libertadores, sendo titular. Só que quem acabou campeão foi o Nacional, do Uruguai. 

Na temporada seguinte, Batistuta foi para Nuñez. Não conseguiu, porém, convencer Daniel Passarella que poderia ser decisivo. Acabou indo para a Bombonera e, com a camisa do Boca Juniors, conseguiu grande projeção. 

Com Óscar Tabárez, Batistuta se firmou e marcou gols decisivos, inclusive alguns contra equipes brasileiras. Na Libertadores de 1991, fez dois contra o Corinthians, nas oitavas, e um contra o Flamengo, nas quartas. Os Xeneize, porém, caíram na semifinal para o Colo-Colo. No Argentino, a equipe da Bombonera ainda perdeu a final para o Newell´s, ex-time do atacante. 

Enquanto o Boca perdia o Argentino, Batistuta estava em Santiago com a seleção argentina, que se sagrou campeã da Copa América. O atacante foi o grande goleador da competição, com seis gols em seis partidas, inclusive um contra a seleção brasileira

Ídolo na Itália

O destaque no Boca e na seleção argentina levou Batistuta para a Itália. Com a camisa da Fiorentina, se tornou uma lenda, sendo considerado um dos grandes jogadores da história da Viola. Defendeu as cores do time em momentos marcantes, como em duas conquistas de Supercopa da Itália e uma da Copa, mas também foi com o time para a segunda divisão e ajudou a reerguê-lo. 

O argentino se tornou o maior artilheiro da história da Fiorentina, com 206 gols em 328 partidas. Com chutes certeiros e cabeçadas indefensáveis, escreveu linda história em Florença. Depois, seguiu trajetória de lenda na Itália na capital. 

Ao lado de Francesco Totti e Cafu, viveu uma das campanhas mais memoráveis da história da Roma, que culminou no título italiano. Batistuta, que jogou ainda na Inter de Milão, fica entre os 12 maiores artilheiros da história do Campeonato Italiano, com 184 gols em 318 partidas. É o único sul-americano entre os 20 primeiros. 

Faltou uma Copa 

Na trajetória com a seleção argentina, Batistuta foi ainda campeão da Copa das Confederações, em 1992, e voltaria a ser campeão em 1993, em outra Copa América, marcando duas vezes na final contra o México. Em 1995, foi artilheiro da Copa América, com quatro gols em quatro jogos, mas caiu para o Brasil nas quartas. 

Faltou, mesmo, o título de uma Copa do Mundo. Não adiantou Batistuta ter média de um gol por jogo em 1994, com quatro tentos, e em 1998, com cinco tentos. A última chance de Batistuta em uma Copa foi em 2002, mas a Argentina acabou decepcionando, caindo ainda na primeira fase. 

A carreira do atacante acabou em 2005. Os últimos chutes na bola foram dados no Al-Arabi, do Catar, onde ainda conseguiu uma média superior a um gol por jogo, anotando 27 tentos em 24 partidas. Nunca mais o futebol argentino viu um atacante tão completo. 

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Comentários (1)
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motivo:
Um dos maiores
2019-02-01 13h15m por wallaf
Um dos maiores atacantes da História! Maior artilheiro da história da seleção argentina - no quesito artilharia, Messi não chega aos pés; aquela parceria com Edmundo no ataque da Fiorentina foi umas das maiores.
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