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        Boniek, o primeiro rei da Polônia

        Texto por ogol.com.br
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        Robert Lewandoski se tornou unanimidade no futebol europeu entre as décadas de 10 e 20 do século XXI, com a façanha de chegar a ser o melhor jogador do mundo. A Polônia tinha um rei. Mas Lewa não foi o primeiro rei polonês. Para muitos, inclusive, mesmo com o brilho de Lewa no Borussia Dortmund e no Bayern de Munique, o grande jogador da história da Polônia é outro, e atende pelo nome de Zbigniew Boniek. 

        Boniek era rebelde, porém discreto. Sublime, embora humilde. Era, para os poloneses, um Deus disfarçado de humano, com seu bigode e sua camisa com o número 10 nas costas. 

        Natural de Bydgoszcz, Boniek começou a carreira na região pelo Zawisza Bydgoszcz, até se mudar para o Widzew Lodz, tradicional equipe polonesa. Depois de uma temporada de 15 gols em 36 jogos, acabou lembrado por Jacek Gmoch para defender a Polônia na Copa de 1978, disputada na Argentina. 

        Boniek passou os primeiros jogos no banco. Na primeira partida como titular, fez dois gols e a seleção polonesa venceu o México. Mas na segunda fase, o time acabou eliminado em um grupo com Brasil e Argentina. 

        Campeão polonês, Boniek seguiu em alta no Widzew Lodz para, quatro anos mais tarde, ter seu grande momento nos grandes palcos do futebol mundial. Foi para a Copa a ser disputada na Espanha como o principal nome de uma seleção polonesa que tinha ainda Grzegorz Lato e Smolarek. 

        O grande jogo de Boniek na Espanha foi contra a Bélgica: um hat-trick para os poloneses, com facilidade, vencerem por 3 a 0. No empate contra a União Soviética, porém, recebeu cartão amarelo e acabou afastado da decisão da vaga no jogo seguinte. 

        A partida, contra a Itália, acabou com gols de Paolo Rossi. Das arquibancadas, Boniek viu um dos grandes times poloneses de todos os tempos cair diante da que seria a campeã do mundo naquele ano, superando o Brasil de Telê Santana. A Polônia ainda conquistou a terceira colocação naquela Copa, vencendo a França, de Platini, com uma assistência de Boniek. 

        Platini ficou de fora da decisão do terceiro lugar naquela Copa, mas encontrou Boniek depois do Mundial. Apesar da proposta da Roma, o atacante acabou escolhendo a Juventus como nova casa. 

        O auge na Itália 

        O futebol italiano vivia uma época de aposta em grandes craques do futebol mundial. Astros sul-americanos e europeus brilhavam no campeonato mais atrativo do mundo. Cada time, praticamente, tinha uma dupla de craques. 

        No ano de estreia de Platini e Boniek na Juve, porém, foi a Roma, de Falcão, que acabou campeã, apesar da vitória bianconera na capital. A Velha Senhora acabou vice-campeã também da Liga dos Campeões: depois de eliminar o Widzew Lodz no reencontro de Boniek com seu antigo clube, a Juve foi derrotada pelo Hamburgo. 

        Na temporada seguinte, porém, não teve jeito. A Juve, comandada por Giovanni Trapattoni, foi campeã italiana e da Recopa Europeia. Boniek ganhou o apelido de "Belo da Noite". 

        Reza a lenda que a alcunha lhe foi dada por Gianni Agnelli, mandatário da Juve, que ressaltava o brilho do polonês nos jogos de noite. E nas noites europeias, Boniek marcou os gols do título da Recopa, diante do Porto, e também da Supercopa da Europa, contra o Liverpool. 

        Foi diante do Liverpool, também, que Boniek conquistou seu maior título da carreira: em 1985, italianos e ingleses decidiram a Liga dos Campeões após a tragédia de Heysel, um massacre nas arquibancadas do estádio de Heysel, na Bélgica, que terminou com 39 mortos. 

        Teve jogo mesmo assim, e Boniek sofreu o pênalti que culminou no gol de Platini, o do título da Juve. Mas o atacante polonês não aceitou a conquista e doou o prêmio para as famílias das vítimas. 

        O fim na cidade eterna 

        Apesar dos títulos em Turim, Boniek viveu, para muitos, seu auge na Itália vestindo as cores da Roma. Havia quem dizia que dois poloneses mandavam em Roma: João Paulo II e Boniek. 

        Com seu futebol sublime, Boniek foi campeão de uma Coppa Italia e ainda marcou 23 gols nos últimos 92 jogos da carreira. Na cidade eterna, um craque eterno disse adeus. 

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