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        Histórias do Futebol
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        Rei Carol II: o rei que levou a Romênia para a primeira Copa da história

        Texto por ogol.com.br
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        A década de 1920 estava no fim quando a Fifa decidiu organizar um campeonato próprio de futebol de seleções, a Copa do Mundo. O Uruguai foi o país escolhido para sediar o campeonato, fato que irritou muitos países europeus, que declinaram o convite para viajar até o outro continente de navio. Há, porém, exemplos contrários. Como o da Romênia, que teve a participação naquela Copa conquistada apenas dias antes do torneio. A participação romena na primeira Copa da história teve um grande protagonista: Carol II. 

        Carol não era jogador, e tampouco treinador. Era, sim, o rei da Romênia, que assumiu o trono 35 dias antes da data marcada para o início da Copa. E logo declarou: levar a Romênia para a primeira Copa da história seria sua primeira prioridade no trono. 

        Os romenos tinham poucos anos de experiência no futebol: a seleção havia nascido naquela mesma década. Mas Carol II, então com 37 anos, convenceu a Fifa, a três dias do fim do prazo de inscrições para o torneio, que a Romênia deveria lá estar. E a Fifa, que tinha poucas seleções da Europa confirmadas, aceitou. 

        Carol II, então, fez do primeiro Mundial o centro de suas atenções. Para ele, a hierarquia do trono deveria ser respeitada até no time: o rei colocou o técnico Costel Radulescu para escanteio e foi ele o responsável por selecionar os jogadores que iriam para o Uruguai. 

        O monarca não apenas convocou os jogadores, mas concedeu anistia a todos os atletas que estavam suspensos por crimes relacionados ao futebol e também garantiu a presença dos jogadores no torneio, apesar do tempo que eles teriam de ficar longe de seus respectivos empregos (sim, na época o futebol era amador na maior parte do mundo). 

        Segundo relatos, Carol II ameaçou fechar uma empresa de óleo britânica que se recusava a ceder seus funcionários para o Mundial. A companhia, no fim, não teve escolha e liberou por três meses os jogadores, que viajaram de navio para Montevidéu. 

        O rei, claro, também esteve no navio e, durante os 16 dias de viagem até a chegada no Uruguai, foi o responsável por preparar fisicamente os atletas e até participou das atividades com bola junto com os atletas. Apesar de ter vencido a estreia diante do Peru, a Romênia acabou goleada pelo Uruguai e foi eliminada na primeira fase daquela Copa. 

        Com Carol II no poder, a Romênia ainda participou das Copas de 1934, na Itália, e 1938, na França. Depois que o monarca deixou o poder, o país ficou mais de três décadas sem jogar um Mundial, só voltando em 1970, no México. 

        Carol II deixou o trono de rei em 1940 e morreu em Portugal 13 anos mais tarde. Mas sua importância para o futebol permaneceu por décadas, já que o esporte virou uma febre na Romênia, se tornando o esporte mais popular do país. 

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