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          2019: O 'Aí, Jesus' Rubro-Negro culmina no heptacampeonato

          Texto por Carlos Ramos
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          2019 foi o ano do Flamengo de Jorge Jesus. De um Rubro-Negro soberano, que destroçou quem ousou desafiar esse domínio. Um timaço que levou para a Gávea o heptacampeonato brasileiro de forma indiscutível. 

          Jorge Jesus não foi o único técnico estrangeiro a brilhar naquela temporada. O argentino Jorge Sampaoli fez um belo trabalho com um vice-campeonato com o Santos, inclusive carimbando a faixa do Fla com um categórico 4 a 0 na última rodada. 

          Não podemos deixar de ressaltar, também, o sucesso dos técnicos brasileiros. Rogério Ceni fez um excelente trabalho com a nona colocação do Fortaleza, uma campanha histórica para o clube. 

          Ao longo do campeonato, o treinador chegou a ter uma breve passagem pelo Cruzeiro, mas não evitou o primeiro rebaixamento da história dos mineiros, rebaixados junto com os catarinenses Avaí e Chapecoense e com o CSA. 

          O 'Aí, Jesus' rubro-negro

          Para construir as bases sólidas para o título, o Flamengo passou por momentos complicados. Sob o comando de Abel Braga, o time não engrenou. Marcos Braz, no comando do futebol, foi para a Europa, então, e trouxe Jorge Jesus. 

          Com o técnico, chegaram jogadores fundamentais para a campanha. Gerson chegou do futebol italiano, Filipe Luís do Atlético de Madrid, Rafinha do Bayern de Munique e Pablo Marí do Deportivo. O time cresceu. 

          qCheguei com 34 anos no Flamengo e virei um fã do Jorge Jesus, porque já aprendi muito na vida, e com ele aprendi muito mais

          Um desses reforços, Rafinha foi o convidado de oGol para contar a história da conquista rubro-negra. O lateral lembra que o início de trabalho com Jesus foi de muita pressão, com uma eliminação na Copa do Brasil e uma derrota para o Emelec que quase custou a sequência do time na Libertadores.  

          "Foi tudo em uma semana, foi uma semana dramática. Estava com duas semanas de clube e já estive na decisão com o Athletico (na Copa do Brasil). Não estava 100%, estava de férias, treinei duas semanas e já fui para o jogo. Jogo de uma intensidade muito grande. Jogamos bem, mas tivemos a infelicidade de tomar um gol no segundo tempo, o gol de empate, e perdemos nos pênaltis. Foi uma decepção grande, porque tinha acabado de chegar e nosso time era bom. A gente cria expectativa. Naquele momento, quando acontece uma eliminação, a gente não sabe como vai reagir o time, a torcida. Ali eu comecei a entender o que era o Flamengo", começou a contar Rafinha.

          "Na semana seguinte, a gente teve um jogo na Libertadores contra o Emelec e perdemos. A gente entrou em uma semana conturbadíssima e juntamos o grupo para criar força e arrancar. A gente teve um jogo contra o Botafogo, antes da volta contra o Emelec, e eu, por ser mais rodado, experiente, fiz uma reunião com a 'rapaziada' antes do jogo, falei que tinha certeza que a gente ia passar do Emelec, mas que para passar do Emelec, a gente tinha que ganhar do Botafogo antes. A gente pegou um Maracanã lotado, domingo de tarde, a torcida acreditando. Trouxe a torcida para a gente, chacoalhei o time no vestiário, falei que se a gente ganhasse domingo, a gente ganharia quarta. E eles compraram a ideia, ganhamos no domingo e quarta fizemos 2 a 0. Foi para os pênaltis e converti minha cobrança e avançamos. Foi uma semana maluca que nos deu vida", completou. 

          A campanha histórica

          Naquela sequência, o Flamengo ainda perdeu para o Bahia na sequência, mas depois, o time engrenou. Só foi perder na última rodada. A regularidade da campanha, para Rafinha, teve muito que ver com Jorge Jesus. 

          ©Getty / Wagner Meier
           

          "Eu costumo dizer que um treinador bom, com jogadores bons, fica um casamento perfeito. Mas às vezes tem um treinador bom, mas o time não é tão bom. Mas no Flamengo foi o casamento perfeito, é um timaço, em todas as posições, e isso facilitou muito para o Jorge Jesus. Ele é um treinador muito intenso, cobra muito, não deixa a peteca cair, a intensidade baixar. Por isso ele triunfa, tem êxito. Nunca deixa os jogadores se acomodarem. A gente sabe que no futebol, o difícil é ganhar de novo, mostrar que o time é bom mesmo. E isso era o que o Jesus fazia muito bem. A gente ganhava um jogo, ele já pensava no outro, para a gente entrar com a mesma força para ganhar. Foi assim o ano inteiro, com muita intensidade", ressaltou o lateral. 

          Rafinha teve carreira vitoriosa na Europa, principalmente com a camisa do Bayern de Munique. Ainda assim, o lateral destacou que Jesus agregou muita coisa em sua carreira. 

          "Cheguei com 34 anos no Flamengo e virei um fã do Jorge Jesus, porque já aprendi muito na vida, e com ele aprendi muito mais. Coisas de posicionamento, situações do jogo que aprendi. A gente tem um time muito bom, mas a gente tem que dar crédito para ele, teve a mão ele nessa mudança de estilo do Flamengo e nas nossas conquistas", comentou. 

          Para o Flamengo engrenar de vez naquele Brasileiro, Rafinha destaca a vitória sobre o Santos, no Maracanã. Com um belo gol de Gabigol, o Rubro-Negro venceu e fechou o primeiro turno na liderança. Para nunca mais sair. 

          "Ganhamos de 1 a 0, golaço do Gabigol, de cobertura. A gente vinha fazendo um campeonato maravilhoso. Ali, a gente se consolidou na liderança. Foi o momento mais importante, por ter feito aquele jogo contra uma equipe tão qualificada, como era o Santos. Naquele momento, a gente viu que tinha total condição de ser campeão", recordou.

          O lateral destacou, ainda, o papel da torcida, que a partir de então passou a empurrar o time, sempre com um Maracanã lotado, rumo ao heptacampeonato. 

          "A torcida abraçou comparecendo, todo jogo 70 mil, 80 mil no Maracanã... E quando a torcida do Flamengo joga junto, quando ela apoia os 90 minutos, fica difícil vencer o Flamengo. E foi isso que aconteceu naquela reta final de caminhada para o título", disse Rafinha.

          O Fla engrenou, com uma campanha histórica. Foram apenas quatro derrotas e seis empates, com 28 vitórias e 90 pontos na maior campanha da história dos pontos corridos com 20 clubes.  

          ©Getty /

          "Foi uma coisa que há muito tempo não acontecia no Brasileiro. Jogar com a mesma intensidade que conseguimos impor no Brasileiro... Foi impressionante. Conseguimos quebrar vários recordes, colocamos de novo o Flamengo no ponto mais alto. A gente fica feliz, porque a gente sabe que é tão difícil jogar o Brasileiro, e eu tinha jogado um só. E a gente disputar, e manter uma regularidade... Eu perdi um jogo só, para o Bahia. Contra o Santos, eu não estava. Então a gente fica feliz por fazer história no Brasileiro e pelo Flamengo. O  Brasileiro é difícil, você joga quarta e sábado. Pega um Grêmio na quarta em Porto Alegre, sai de lá joga com o Palmeiras no sábado, depois pega o Santos lá. São jogos difíceis, um atrás do outro. Se você toma duas, três pancadas, já fica para trás. Esse foi o nosso segredo: manter a regularidade. E nisso, o Jesus teve um papel importantíssimo, cobrando a gente no mais alto nível para que a gente pudesse estar sempre estar jogando bem, treinando bem. O segredo foi esse: a cobrança dele pela intensidade. Foi fundamental para a gente", analisou. 

          Números da edição

          Média de gols: 2,31 gols/partida

          Melhor ataque: Flamengo - 86 gols 

          Melhor defesa: São Paulo - 30 gols sofridos

          Artilheiro: Gabigol - 25 gols

          Jogador com mais partidas: Douglas (Bahia), Tiago Volpi (São Paulo), Juan Quintero (Fortaleza), Tadeu (Goiás) e Diogo Silva (Ceará) - 37 jogos

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