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        Histórias do Futebol
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        Sávio, Romário e Edmundo: O pior ataque do mundo

        Texto por Ryann Gomes
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        O futebol não é uma ciência exata. Na maioria dos casos, não há garantia de sucesso. A maior prova desta afirmação está na história a seguir.

        O ano era 1995, e o Flamengo montou um ataque de dar inveja aos adversários: Sávio, Romário e Edmundo. No entanto, na prática, o que era para ser uma fábula se tornou um filme de terror daqueles bem cabeludos. Não é à toa que foi carinhosamente apelidado de 'o pior ataque do mundo'.

        À época, o Rubro-Negro estava comemorando o seu centenário. Na abertura da temporada, o time carioca contratou nada mais nada menos que o melhor jogador do mundo naquele momento: Romário, que abriu mão do seu auge na Europa para 'voltar para casa'

        Na Gávea, somado ao Baixinho goleador, tinha um atacante franzino, mas muito habilidoso, que já havia chamado a atenção de todos no ano anterior por suas exibições de alto nível. Apelidado de 'Anjo Loiro da Gávea, esse cara era o Sávio.

        Entretanto, logo de cara, a perda do título estadual para o Fluminense, com o icônico gol de Barriga de Renato Gaúcho traria o prenúncio da 'tragédia esportiva' que estava por vir.

        Na ocasião, o presidente Kleber Leite, pressionado por resultados no ano especial para o Fla, resolveu abrir ainda mais os cofres e contratou Edmundo, o Animal. O jogador estava insatisfeito no Palmeiras e resolveu voltar ao Rio de Janeiro.

        Na apresentação do Animal, Romário estava lá. A dupla até chegou a dar indícios de um entrosamento, chegaram até a gravar um rap que dizia: "Com um Bad Boy no seu time já pode comemorar". A expectativa só aumentou. Estava formado o ataque dos sonhos: Romário, Sávio e Edmundo.

        A história, porém, foi cruel com a esperança os rubro-negros. O que se viu foi um verdadeiro fiasco. Com resultados ruins e uma seca de gols, logo vieram as vaias e a cobrança da torcida. No Campeonato Brasileiro, o Flamengo não saiu da parte de baixo da tabela e chegou a flertar com o rebaixamento. Quem poderia prever?

        Na Supercopa da Libertadores, entretanto, as coisas funcionaram um pouco mais. Tanto que o time da Gávea foi finalista da competição. Apesar da boa campanha, este terrível marco na história do clube não poderia ser marcado por conquistas. O Flamengo acabou deixando escapar o título, que ficou nas mãos do Independiente, da Argentina.

        Além de não ter vencido a competição, o 'ataque dos sonhos' ainda protagonizou um papelão nas oitavas de final. No duelo contra os argentinos do Vélez Sarsfield, Edmundo acertou um leve tapa em um jogador argentino, que revidou com um soco certeiro, que levou o Animal à lona. Romário tomou as dores do até então amigo e iniciou um verdadeiro quebra pau digno das competições sul-americanas.

        Com tudo dando errado em campo, a relação entre os jogadores começou a ruir também fora dele. A briga de egos transcendeu as quatro linhas e o único pedido que se ouvia nas arquibancadas para que o ano chegasse ao fim o quanto antes. 

        No fim das contas, o "pior ataque do mundo" jogou apenas seis meses juntos, além do que Edmundo ficou lesionado um tempo razoável. E o que parecia uma grande sacada do Flamengo foi, na realidade, um pesadelo.

        A coisa foi tão feia que acabou satirizada pelos rivais. Um jingle da finada companhia aérea Varig foi a sacada perfeita: "Pior ataque do mundo, pior ataque do mundo, pare um pouquinho, descanse um pouquinho, Romário, Sávio e Edmundo". 

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