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        La Máquina do River: 1941-1947

        Texto por ogol.com.br
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        Posse de bola. Troca constante de posição. Ritmo intenso. Ofensividade. Arte. E gols. Muitos. Em Buenos Aires, na década de 1940, era possível ver tudo isso, antes mesmo do Futebol Total da Holanda ou do Barcelona de Pep Guardiola. 

        Uma mudança posicional foi, para muitos, o grande ponto impulsionador deste River. Carlos Peucelle, ídolo como jogador e que fazia parte da comissão do River no início da década de 1940, convenceu o treinador Renato Cesarini a recuar Adolfo Pedernera. 

        Pedernera marcou três gols em uma goleada de 4 a 0 sobre o Independiente e a Máquina começou a passar por cima dos rivais, com seu futebol avassalador. Os Millionarios foram campeões argentinos. 

        O apelido de La Máquina, dado por um jornalista local, veio após uma goleada sobre o Chacarita na temporada seguinte, 1942. Nesta época, o time ganhou também o apelido de "Os Cavalheiros da Angústia". 

        "Geralmente, o gol demorava a chegar e a angústia era porque as partidas não eram definidas logo. Dentro da área, claro, queríamos fazer o gol, mas no centro do campo nos divertíamos. Não havia pressa", explicou Juan Carlos Muñoz, um dos artilheiros daquele time. 

        De fato, o River poderia tocar a bola por 89 minutos, mas era quase certeza que no final, no último minuto, o gol da vitória iria se tornar, enfim, realidade. 

        Ainda mais com um ataque que, além de Pedernera e Muñoz, tinha Labruna, Moreno e Loustau. O título de 1942 foi conquistado com um heróico empate contra o Boca, na Bombonera, com um jogador a menos. 

        A chegada de La Saeta Rubia 

        O grande esquadrão do River ainda ganharia um reforço de peso: Alfredo Di Stéfano, La Saeta Rubia. O craque demorou a ganhar espaço no time e chegou a ser emprestado para o Huracán, mas, a partir de 1947, se tornou um dos grandes nomes de La Máquina, sendo o artilheiro do time naquela temporada. 

        O fatal ataque millionario marcou 90 gols no Argentino daquela temporada e acabou mais uma vez campeão, conquistando o quarto torneio desde 1947. 

        As glórias internacionais do esquadrão vieram com as conquistas da Copa Aldao, com vitórias sobre o Peñarol em 1945 e sobre o Nacional em 1947. 

        Em 1948, o time já não era mais o mesmo. Representante argentino no Sul-Americano de Clubes Campeões, no Chile, o River acabou perdendo o título para o Expresso da Vitória, esquadrão vascaíno, o que confirmou o fim de uma era na Argentina. 

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