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        Histórias do Futebol
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        O Milagre Tricolor de 2009

        Texto por Eduardo Massa
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        O ano de 2009 fez até o mais cético dos tricolores acreditar em milagres. Ao moribundo Fluminense foi dado apenas 1% de chance de sobrevivência na elite em determinado momento do Brasileiro. Torcedores, jogadores e técnico se agarraram ao fio de esperança que lhes restava. Lutaram com todas as suas forças por uma causa que parecia perdida, e foram recompensados no fim com a salvação.

        A campanha do Fluminense em 2009 desafiou as probabilidades, os números, e a lógica. Ganhou o título de "Milagre Tricolor" e se transformou em um modelo para todos os clubes que passariam por dificuldades no futuro. Uma mensagem de esperança tricolor para os desacreditados.

        Em 2009 se estabeleceu também a base para um futuro de conquistas nas Laranjeiras. Nasceram ídolos e a alcunha que acompanharia o clube desde então, o "Time de Guerreiros". Moldados no sofrimento, alcançariam a glória e um espaço na história centenária do Fluminense. E tudo teve origem em outro trauma: a perda da Libertadores em 2008.

        Recolhendo os cacos e trocas de técnicos

        A bonita campanha do Fluminense na Libertadores em 2008, que mobilizou a torcida a fazer espetáculos memoráveis no Maracanã, terminou em tragédia. A LDU de Quito levou nos pênaltis o título continental e esmagou os sonhos tricolores. O golpe deixou o clube nas cordas. Grandes nomes, como Thiago Silva, Washington e Dodô abandonaram o clube ao fim do ano. Renato Gaúcho também não resistiu, e a instabilidade tomou conta das Laranjeiras.

        René Simões, Carlos Alberto Parreira e Renato Gaúcho (em breve retorno) comandaram o Fluminense ao longo de 2009, além dos interinos Gilson Gênio e Vinícius Eutrópio. Ninguém conseguiu dar estabilidade ao time. Fred, a grande contratação da temporada, sofreu com lesão no início do Brasileiro.

        Em campo, a estreia com vitória sobre o São Paulo no Brasileiro seria um caso raro. Quando Cuca assumiu o Fluminense em setembro, a missão já era dramática, com o time na lanterna, com míseras três vitórias em 22 rodadas e nove pontos de distância para a salvação. Para piorar, os primeiros resultados com o treinador não foram animadores, com direito a uma surra de 5 a 1 do Grêmio na 25ª rodada.

        A arrancada e a construção de um ídolo

        Há controvérsias sobre qual foi o ponto de virada para o Fluminense em 2009. Para muitos, o clube começa a se recuperar no empate com o Corinthians na 28ª rodada, quando tem início a série invicta tricolor que é mantida até o fim do torneio. No entanto, a verdade é que, com uma vitória e mais dois empates, a sequência deixou o clube praticamente rebaixado.

        Quando recebeu o Atlético Mineiro na 32ª rodada, o Fluminense já dava sinais de melhora, mas parecia tarde demais. 1% de chances. Era isso que restava ao Fluminense segundo os matemáticos, em contas que estavam presentes em grandes jornais. E, claro, fazia sentido. Afinal, apenas uma sequência perfeita salvaria o time e seria preciso vencer mais em sete rodadas do que em todas as outras 32. A lógica nos dizia que era mais que improvável, era quase impossível.

        Mas o Fluminense acreditava, e tinha no retorno de Fred a sua grande esperança. O atacante tinha voltado de lesão três rodadas antes, ainda fora de ritmo, e já vinha mostrando progresso. Com gol do goleador recém-repatriado e de Darío Conca, a equipe de Cuca venceria o Galo por 2 a 1. A dupla seguiria fazendo história em 2010.

        A partida seguinte, contra o Cruzeiro, talvez tenha sido a mais marcante do "Milagre Tricolor". Jogando em casa, o Cruzeiro abriu 2 a 0 no primeiro tempo, apenas para se ver envolvido pelos renascidos "guerreiros tricolores". Gum, outro símbolo deste grupo, abriu o caminho da reação e Fred, com mais dois gols, fechou o placar em 3 a 2.

        Palmeiras, Atlético Paranaense, Sport e Vitória foram todos vítimas de Fred e do Fluminense, que em seis rodadas ultrapassou o número de vitórias de todo o resto da campanha. Mesmo assim, ainda faltava um jogo, e seria dramático.

        O Coritiba recebeu o Fluminense no Couto Pereira em confronto direto contra o rebaixamento. Esgotado depois de mais uma final perdida para a LDU, desta vez na Sul-Americana, o Tricolor teria de ter mais 90 minutos de entrega total, e em ambiente hostil.

        Marquinho fez o gol do Fluminense na metade do primeiro tempo, mas o Coritiba respondeu logo com Pereira. O jogo ficou tenso. O Tricolor segurou até os minutos finais a pressão do Coxa e rebaixou o rival. As cenas lamentáveis de invasão de campo contrastaram com a felicidade inexplicável do Flu. 1%, afinal, foi o suficiente para o Time de Guerreiros.

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