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        A Hungria de Puskás: O time de Ouro - 1949 1956

        Texto por ogol.com.br
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        O "futebol dos cafés" deixou para o mundo um jogo artístico, baseado na beleza do jogo e na coletividade. Deixou, também, um Time de Ouro, uma Hungria que, com craques como Ferenc Puskás, dominou o futebol europeu e do mundo, apesar de não ter se sagrado campeã mundial. 

        No futebol, é verdade, às vezes um título é um detalhe. Um detalhe que talvez tenha faltado para a Hungria, mas não apagou em nada o brilho do time, considerado um dos maiores da história do futebol. 

        Os cafés eram o centro de reuniões de apaixonados por futebol desde a década de 20. Neles, foi moldada a "escola danubiana", que teve em Hugo Meisl um grande professor na Áustria, com duelos de opostos contra a Itália, de Vittorio Pozzo, e em Gusztáv Sebes um grande executor no lado húngaro do Rio Danúbio. 

        O Time de Ouro e seu maestro 

        Assim como Meisl havia feito na Áustria, Sebes revolucionou o futebol húngaro, ou ao menos ajudou a revolucionar, colhendo as sementes plantadas pelo técnico Martón Bukovi no MTK. 

        Sem um centroavante de área depois da venda de  Norbert Höfling para a Lazio, Martón reinventou o W-M, esquema mais usado na época, e criou uma espécie de M-M. 

        O esquema criou uma espécie de falso nove, adiantou os pontas e deixou o time mais rápido. Foi uma revolução para a época, e Sebes soube aproveitar bem na seleção. 

        Se por um lado Sebes era rigoroso na preparação física, por outro mantinha os ideais de coletividade da escola danubiana, que jogava um futebol vistoso, de troca de passes e companheirismo. 

        As primeiras vitórias 

        As primeiras vitórias do Time de Ouro com Sebes começaram em 1949. O pontapé inicial não poderia ter sido contra um rival melhor: a Áustria. 

        Em maio, os húngaros venceram por 6 a 1, com três gols de Puskás. Foi a primeira vitória sobre o rival danubiano naquele ano, um ano que teve placares espetaculares. 

        A Hungria goleou a Polônia por 8 a 2, e a Suécia e Bulgária por 5 a 0. Voltou a repetir o placar no ano seguinte contra a Tchecoslováquia e enfiou um 12 a 0 na Albânia, com quatro de Puskás e quatro de László Budai.

        O jogo contra os albaneses marcou o início de uma invencibilidade que duraria quatro anos, os quatro anos mágicos do Time de Ouro. 

        Os anos mágicos 

        Os anos mágicos de Puskás, Sándor Kocsis, Budai e companhia tiveram como ápice 1952. Foi o ano dos Jogos Olímpicos de Helsinque, na Finlândia. 

        O começo da campanha, porém, não foi fácil. Enquanto seleções como a Iugoslávia e o Brasil conseguiam goleadas na primeira fase, a Hungria só avançou com vitória por 2 a 1 sobre a Romênia. Como ressalva, a destacar que os húngaros tiveram Kocsis expulso de campo. 

        No jogo seguinte, Palotás brilhou e os húngaros conseguiram uma categórica vitória sobre a Itália, comandada por Giuseppe Meazza, por 3 a 0. O time, então, passou a dar show e enfiou um incrível 7 a 1 sobre a Turquia. 

        O grande ato, porém, ficou para as semifinais. Contra a Suécia, esmagou os atuais campeões com um 6 a 0 de sonho, que mostrava toda a força da escola danubiana. Na final, a coroação do "Time de Ouro": vitória e título em cima da Iugoslávia. 

        'Jogo do Século' e 'Milagre de Berna'

        A grande trajetória do "Time de Ouro" seguiu nos anos seguintes. Em 1953, a equipe foi coroada campeã da Copa Dr. Gerö, um torneio disputado entre as seleções centro-europeias. 

        Naquele mesmo ano, conseguiu uma histórica vitória sobre a Inglaterra, em Wembley, por 6 a 3. Fora a primeira derrota inglesa em casa contra um rival de fora do Reino Unido, em jogo que consagrou a Hungria como o grande esquadrão do futebol mundial. 

        Em 1954, manteve o show na Copa do Mundo disputada na Suíça. Com um 9 a 0 em cima da Coreia do Sul e 8 a 3 sobre a Alemanha, se colocou como favorita para ser campeã. 

        A Hungria derrubou também os sul-americanos. Em duelo de seis gols contra a seleção brasileira, conseguiu a vitória em um jogo que teve três expulsões. 

        Nas semifinais, a Hungria venceu um jogo que foi considerado  "O Jogo do Século". A Hungria chegou a abrir 2 a 0, com Czibor e Hidegkuti. Só que Hohberg conseguiu o empate na volta do intervalo. 

        O jogo foi para a prorrogação, e Schiaffino quase deu a classificação aos uruguaios, em bola que pegou no poste. Mas Sándor Kocsis foi o grande herói do dia e, com dois gols, derrubou os campeões do mundo e garantiu a Hungria na decisão. 

        A final, porém, acabou com um gosto amargo para os húngaros. A mesma Alemanha goleada na primeira fase conseguiu o tão chamado "Milagre de Berna"

        Após Puskás e Czibor abrirem 2 a 0 para os favoritos húngaros em dez minutos, a reação alemã foi surpreendente, um verdadeiro milagre. Max Morlock deu o primeiro aviso em um gol "chorado", e Helmut Rahn empatou. O jogo não marcava nem 20 minutos... 

        A virada, e o título alemão, vieram com gol já perto do fim. Rahn ficou com sobra de bola na entrada da área, levou para a perna esquerda e bateu no cantinho, sem que Grosics alcançasse a bola. A favorita ficou no quase dessa vez... 

        Depois da derrota em Berna, a Hungria voltou a ficar mais dois anos sem perder, com 16 vitórias e três empates. Mas a Revolução Húngara de 1956 impediu muitos atletas de voltarem para casa e o "Time de Ouro" não se reuniu mais. 

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