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        Pepe, o Canhão da Vila

        Texto por Carlos Ramos
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        Bicampeão do mundo pela seleção brasileira, bicampeão do mundo e da Libertadores pelo Santos. São seis títulos nacionais no currículo e estaduais de perder a conta. É difícil descrever Pepe apenas como um protagonista quando a história o coloca como um dos maiores ídolos do Santos. 

        O Canhão da Vila, de nome José Macia, nasceu nasceu em 25 de fevereiro de 1935. Nasceu na cidade de Santos em uma segunda-feira de carnaval, e na mesma cidade fez tantos carnavais nos gramados... 

        Mudou-se para São Vicente ainda na infância e lá começou a praticar o futebol. Começou na base do São Vicente AC, até que um companheiro de time, que também treinava no Santos, o levou para fazer teste na Vila Belmiro. Logo viram que a canhota de Pepe daria muitas alegrias para a torcida santista. 

        Foi aprovado em 1951. Em 1954, com 19 anos, fez a estreia no time profissional. No ano seguinte, ainda sem Pelé, Pepe comandou o Peixe ao título do Campeonato Paulista, marcando na partida decisiva contra o Taubaté. Seus fortes petardos com a perna canhota já passaram a fazer parte dos jogos na Vila Belmiro, tanto que Pepe logo virou "O Canhão da Vila". 

        Um ataque destruidor

        Em 1956, o Santos já tinha Pepe na ponta-esquerda, Pelé e Dorval. O time foi novamente campeão paulista. No ano seguinte chegou Pagão, e no outro Coutinho. Estava formado o grande ataque do futebol brasileiro na época. 

        1958 foi um ano de ouro para o Santos e para Pepe. O time foi mais uma vez campeão paulista, e com campanha arrasadora: marcou 143  gols em 38 partidas. 

        O esquadrão santista foi a base da seleção brasileira na Copa do Mundo daquele ano. Pepe foi reserva, mas fez parte do time campeão mundial. 

        O ataque arrasador, cada vez mais entrosado, conseguiu soberania no futebol paulista e também no futebol brasileiro. Em 1959, conquistou o Rio-São Paulo e em 1961 conquistou a Taça Brasil em cima do Bahia. 

        Rompendo fronteiras 

        Campeão brasileiro, o Santos representou o Brasil na Copa Libertadores de 1962, ano em que ampliou a soberania do clube para além das fronteiras do Brasil. 

        Campeão paulista e da Taça Brasil mais uma vez, o Peixe foi campeão da América, superando o Peñarol, de Alberto Spencer. Foi ainda campeão do mundo, superando o Benfica, de Eusébio, em Lisboa. Pepe marcou o gol do título, o último da goleada por 5 a 2

        Pepe foi campeão do mundo também pela seleção brasileira em 1962. O ponta empilhava títulos tanto na seleção, quando no Santos, e em 1963 conquistou novamente a América e o mundo. 

        A final do Intercontinental de 63 foi um dos grandes jogos de Pepe pelo Santos. O Canhão da Vila marcou dois golaços de falta e ajudou o time a vencer o Milan, por 4 a 2, no jogo de volta. 

        O placar obrigou a realização de outro jogo, no Maracanã. O Santos teve, aos 31 minutos do primeiro tempo, um pênalti para cobrar. Pepe era o cobrador oficial de um time que não tinha Pelé, mas viu Dalmo confiante para bater. O lateral converteu a cobrança e garantiu o título santista. 

        O Canhão da Vila seguiu em ótima forma nos anos seguintes. Em 1964, apesar de perder na semifinal da Libertadores, o Santos foi campeão paulista, do Rio-São Paulo e da Taça Brasil. 

        No total, Pepe conquistou cinco títulos da Taça Brasil pelo Peixe, além de um Roberto Gomes Pedrosa, 11 paulistas, quatro conquistas do Rio-São Paulo, uma Recopa Intercontinental, além do bi da Libertadores e do Mundial.

        Campeão também como técnico  

        Pepe se despediu do torcedor santista em 1969, em um clássico contra o Palmeiras. Depois, seguiu trabalhando no clube e ainda dirigiu Pelé no título paulista de 1973. 

        O grande título da carreira de Pepe como técnico, entretanto, veio em 1986, com a conquista do Campeonato Brasileiro pelo São Paulo. No mesmo ano, Pepe havia levado a Inter de Limeira ao título do Paulistão. 

        Pepe trabalhou também como técnico no futebol japonês e foi campeão nacional pelo Vérdi Tóquio. Comandou equipes também no Catar e em Portugal e dirigiu a seleção peruana na Copa América de 1989. 

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