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          Martín Palermo: o artilheiro imortal

          Texto por ogol.com.br
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          O título de maior artilheiro da história do Boca Juniors pode ser uma honra enorme, mas está longe de ser o feito que define a carreira de Martín Palermo, um atacante imortal. 

          Natural de La Plata, Palermo nasceu dia 7 de novembro de 1973. Começou a carreira no Estudiantes com Juan Sebastián Verón, e foi rebaixado no clube em 1994. 

          Em 1995, conquistou o acesso e quase foi emprestado para o San Martín de Tucumán, mas seu salário foi considerado alto. Seguiu no Estudiantes buscando espaço, até que conseguiu. 

          E aí é possível entender muito sobre Palermo: era um atacante que não desistia. Era imortal também porque sempre renascia, quando ninguém acreditava mais nele. Foi assim várias vezes ao longo da carreira. 

          Palermo lutou e conquistou espaço no Estudiantes. Desde cedo, se mostrou o artilheiro dos jogos grandes. Em 1996, marcou duas vezes na vitória sobre o Boca na Bombonera, diante de seu antigo companheiro, Verón. 

          Mudança para a Bombonera

          O Boca tinha de ficar de olho em Palermo. E ficou. Os duelos contra o Estudiantes fizeram Diego Armando Maradona indicar Palermo para o Boca. E o que Maradona diz, na Bombonera é ordem. 

          Palermo chegou ao Boca em 1997 e chegou a jogar com Maradona. Mas o time estava vivendo uma reformulação, na qual o atacante se provaria fundamental. 

          Naquele ano de 1997, Palermo marcou em um jogo histórico. Maradona disse adeus ao futebol em um River x Boca, em Nuñez. Deu lugar a Juan Román Riquelme. E quem marcou o gol decisivo do jogo? Claro, Palermo. 

          Naquela mesma temporada, Palermo voltou a marcar no Superclássico no jogo da Bombonera, que terminou 3 a 2 para os Xeneize, que mostravam que poderiam acabar com o domínio do rival. 

          No topo com Bianchi 

          Carlos Bianchi chegou ao Boca Juniors em 1998 e comandou a revolução que colocou o clube no topo do futebol da Argentina, da América do Sul e do mundo. Palermo foi protagonista. 

          Já em 1999, o Boca faturou o Apertura e o Clausura. Palermo viveu sua melhor temporada em termos de gols, chegando a 35. O desempenho o colocou na Copa América daquele ano. 

          Os três pecados de Palermo 

          Um atacante também é lembrado pelos gols que perde. E Palermo sempre terá como lembrança indigesta o dia 4 de julho de 1999, um jogo contra a Colômbia

          A Argentina acabou derrotada por 3 a 0, mas a história poderia ter sido muito diferente. Palermo teve três cobranças de pênalti para bater, mas perdeu todas elas! 

          Os três pênaltis perdidos em um mesmo jogo assombraram a trajetória de Palermo pela seleção, apesar dos três gols marcados em quatro partidas naquela Copa América. 

          Palermo levaria uma década para voltar a vestir a camisa da seleção argentina. Só o fez sob o perdão de Diego Armando Maradona, técnico para a Copa do Mundo de 2010. 

          No Mundial da África do Sul, Palermo marcou, na vitória sobre a Grécia, seu único gol em Copas do Mundo, encerrando uma trajetória de nove tentos em 15 jogos pela Albiceleste

          Idolatria no Boca 

          Se não conseguiu tantas alegrias na seleção argentina, Palermo construiu uma história quase que imaculada no Boca Juniors. No ano 2000, conquistou, pela primeira vez, a Libertadores. 

          Nas quartas de final, Palermo marcou o gol que decidiu a vitória que eliminou o River Plate, já nos acréscimos, mostrando ser o artilheiro dos clássicos. 

          A Libertadores acabou conquistada em cima do Palmeiras, nos pênaltis. No final daquele ano, Palermo teve uma grande atuação contra o Real Madrid, na final do Intercontinental. Os Merengues marcaram com Roberto Carlos, mas o artilheiro marcou os dois gols que garantiram o título xeneize

          Passagem na Espanha 

          Depois dos gols contra o Real Madrid no fim de 2000, Palermo foi levado para a Europa. Foi jogar no Villarreal junto com seu companheiro Gustavo Barros Schelotto. 

          A passagem no futebol europeu, porém, não foi nada que o atacante esperava. Na reta final da temporada 2000/01, marcou seis gols em 17 partidas, foi expulso uma vez e o Submarino Amarelo acabou em sétimo na tabela. 

          Na segunda temporada, Palermo fez poucos jogos (21), quase o mesmo número de gols da primeira (7) e o time terminou La Liga perto do rebaixamento. O último prego no caixão foi a terceira temporada, que teve um jejum de dez e outro de 12 jogos sem marcar no Campeonato Espanhol. 

          A volta do artilheiro

          Depois de uma passagem também frustrante pelo Alavés, Palermo voltou ao Boca em 2004. O clube estava prestes a completar 100 anos, e Palermo voltaria para fazer história de vez. 

          Em 2005, marcou na final e o Boca venceu a Copa Sul-Americana. Pelo título, os Xeneize disputaram a Recopa no ano seguinte contra o São Paulo. Palermo marcou no Morumbi, e o Boca acabou campeão. 

          O Boca voltou ao topo da Argentina ainda em 2005, se manteve em 2006 e em 2007 voltou ao topo da América. Riquelme estava de volta e ajudou, junto com Palermo, no triunfo na decisão diante do Grêmio, com vitórias na Argentina e em Porto Alegre. 

          Palermo nunca deixou de fazer gols. Em 2009, fez talvez o mais famoso da carreira: em outubro daquele ano, Marcelo Montoya, goleiro do Vélez, deu um chutão para frente e Palermo, no meio do caminho, mandou um petardo de cabeça, a 40 metros do gol, para fazer o gol de cabeça mais longe da meta já registrado. 

          Palermo entrou para o Guinness Book pelo gol. Entrou para a história por seus gols: se tornou o maior artilheiro da história do Boca e também do Superclássico. Em 2011, encerrou a carreira com 237 gols em 405 jogos com a camisa xeneize

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          Martín Palermo (ARG)
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