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        Seleção de 1970: a arte que dominou o mundo

        Texto por ogol.com.br
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        O ápice foi a Copa de 1970. O início, em 1966. A seleção brasileira formou, no período, o que para muitos foi o melhor time da história do futebol mundial. Eram cinco camisas 10 em uma equipe que, com arte, dominou o mundo. 

        Tudo começou com um grande fracasso. A preparação para a Copa de 1966, na Inglaterra, foi um desastre, assim como a campanha brasileira no Mundial. .

        João Havelange, no comando do futebol brasileiro, resolveu mudar. Para tentar recuperar o apoio da imprensa e do povo, escolheu o jornalista esportivo João Saldanha, figura popular, para comandar a seleção nas Eliminatórias. 

        Os resultados eram bons, com goleadas por 5 a 0, 6 a 0 e 6 a 2. Como o esperado, o Brasil chegou bem para a Copa. Mas Saldanha já não tinha tanta moral. 

        O temperamento do treinador acabou minando sua relação tanto com membros da comissão técnica como com dirigentes e jogadores. Nem Pelé escapava das reclamações de Saldanha. 

        O treinador acabou demitido. Zagallo assumiu e a seleção não repetiu os erros de 1966: fez uma preparação organizada para a Copa, apostando na preparação física. 

        A seleção chegou voando no México. Zagallo tinha aquela chamada "dor de cabeça boa", já que tinha muitos craques no time. E ele reagiu da melhor forma possível.

        Escalou a seleção brasileira com cinco camisas 10: Tostão, Jairzinho, Rivellino, Pelé e Gerson. No apoio, ainda contava com nomes como Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Piazza. 

        O show no México

        A estreia na Copa do Mundo no México foi um verdadeiro show. Mas tudo começou com drama: Ladislav Petráš colocou a Tchecoslováquia na frente. 

        Só que Gerson estava impossível: com lançamentos fantásticos, o craque do São Paulo comandou a virada que terminou em 4 a 1. E quase foi mais: nessa partida, Pelé tentou o famoso gol de antes do meio-campo, com a bola raspando a trave. 

        O jogo seguinte foi, para muitos, o mais difícil do Brasil naquela Copa. O adversário era o English Team campeão do mundo quatro anos antes. O duelo foi uma guerra: com muita briga e divididas. 

        Foi nessa partida que Gordon Bank fez uma das defesas mais difíceis da história do futebol, pegando, com muito reflexo e agilidade, um verdadeiro tiro de Pelé com a cabeça. 

        O jogo foi decidido no talento brasileiro. Talento, principalmente, de Tostão, que foi se livrando de marcadores na canhota até cruzar para Pelé. O Rei ajeitou para Jairzinho, que soltou uma pancada e estufou a rede inimiga. 

        As vitórias seguintes também não foram fáceis, mas vieram com muita arte: contra a Romênia, 3 a 2, e diante do Peru, de Didi, por 4 a 2. No duelo contra os peruanos, destaque principalmente para Rivellino, que marcou um gol com uma bomba e ainda deu duas assistências. 

        Para chegar na final, a seleção brasileira teve de exorcizar o fantasma de 1950. Contra o Uruguai, saiu atrás no placar e, apesar do gol de Clodoaldo, foi ao intervalo cabisbaixo, intimidado pelos uruguaios. 

        O Brasil acordou no segundo tempo e virou o placar para 3 a 1, gols de Jairzinho e Rivellino. Foi também neste jogo que Pelé fez a famosa finta sem tocar na bola no goleiro Mazurkiewicz, mas ficou no quase. 

        Na decisão, pura arte. A atuação da seleção brasileira contra a Itália foi uma verdadeira sinfonia. Um baile que começou com um golaço de cabeça de Pelé. Teve um golaço de Gerson respondendo ao tento de Boninsegna.

        Teve gol do Furacão, Jairzinho, e um final épico: Pelé deu, com açúcar, o gol do título para Carlos Alberto Torres. A arte conquistou o mundo. 

        A seleção de 70, porém, esteve longe de parar por 1970. Apesar de o time ter mudado nos anos seguintes (mesmo Pelé não prosseguiu), as evoluções táticas propostas por Zagallo, a arte acima do físico e todo o cenário proposto por aquele verdadeiro esquadrão seguiu como referência no futebol mundial pelos anos, e até décadas seguintes. 

        Grandes craques e teóricos do futebol citaram, e citam até hoje, aquele time como o grande time da história do futebol. A seleção de 70 deixou um legado imensurável. 

        Comentários (1)
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        motivo:
        BR
        Legado. . .
        2020-10-23 11h48m por Brasfooteiro
        A maldição que infelizmente assombrou o Brasil por 24 anos.