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        Petkovic: o gringo rechaçado pela Europa que virou lenda no Brasil

        Texto por Carlos Ramos
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        Dejan Petkovic é quase unanimidade nos clubes que defendeu no Brasil: é ídolo no Vitória, no Flamengo, e conquistou também as torcidas de Vasco e Fluminense. É um dos maiores estrangeiros da história do futebol brasileiro e, mesmo que não tenha brilhado intensamente nos outros clubes que defendeu por aqui, esteve longe de fracassar. 

        Tudo isso só foi possível pelo fato de o "gringo" não ter dado certo no futebol europeu. Ao menos não ter vingado nas grandes ligas, já que em sua terra natal Pet foi bem. 

        O meia era uma das principais promessas da Iugoslávia. Teve sucesso precoce no Radnicki Nis e logo chamou a atenção do Estrela Vermelha, na época o campeão europeu. 

        Pet foi apelidado de Rambo e ajudou o Estrela a ser campeão da Liga e da Copa no país. O sucesso inicial levou Pet não só para a seleção de seu país. 

        Em 1995, o meia foi negociado com o Real Madrid. Mas na Espanha, Petkovic não teve muito sucesso. Foram poucos jogos nos Merengues (apesar dos títulos adicionados na galeria) e nenhum gol marcado. 

        Na Espanha, Pet marcou apenas pelo Sevilla, mas tampouco teve muito destaque. Jogou ainda no Racing antes de, em 1997, ser contratado pelo Vitória. 

        Início da idolatria no Brasil 

        A contratação aleatória do Leão deu muito certo e Pet, no Barradão, começou a escrever uma história de idolatria que se estenderia também ao futebol carioca. 

        A ida a Salvador foi incentivada por Bebeto, que jogava no Rubro-Negro na época. Pet havia admirado o craque quando o viu jogar na Espanha pelo Deportivo La Coruña. 

        Bebeto jogou pouco com Pet, mas o "gringo" não se arrependeu de ter defendido o Leão. Foi duas vezes campeão baiano e conquistou também a Copa do Nordeste. 

        A passagem pelo Barradão foi além dos títulos: as boas exibições abriram as portas do futebol brasileiro para o meia, que acabou virando lenda no futebol carioca.

        Antes de escrever sua história de idolatria na Gávea, Pet voltou para a Europa. O meia estava em alta pelos gols em Salvador e chegou até a enfrentar a seleção brasileira em amistoso pela Iugoslávia em 1998.

        Pet era cobiçado por grandes clubes do continente, mas acabou vendido, por 4,5 milhões de euros, para o modesto Venezia, da Itália, como substituto de Álvaro Recoba. 

        Apesar de um início até promissor, com belo gol diante da Roma, Pet foi perdendo espaço e o Venezia, perdendo jogos. A equipe acabou rebaixada, e o gringo teve de voltar ao Brasil. 

        A glória na Gávea 

        Petkovic voltou a ficar em baixa na Europa, mas o futebol brasileiro o acolheu mais uma vez. Dessa vez, vestiu rubro-negro no Rio de Janeiro. 

        No primeiro ano de Gávea, Pet foi campeão carioca. Mas o título mais marcante viria em 2001, contra o Vasco, em uma final épica no Maracanã. 

        Foi, talvez, o momento mais emblemático da carreira de Pet. O jogo estava 2 a 1 para o Fla, placar insuficiente para o tricampeonato. Faltando dois minutos para o fim, Pet teve falta para cobrar na entrada da área. O "gringo" mandou a bola no ângulo, e nem se jogasse as luvas, Helton conseguiria pegar. Pet se jogou no gramado de emoção. 

        Boa passagem pelos rivais 

        Se Pet ficou marcado por um gol contra o Vasco, o "gringo", por outro lado, também escreveria sua história em São Januário. Pet reforçou o Vasco em 2002 e fez parte da campanha do título Estadual de 2003. 

        Deixou o clube, porém, antes das finais da Taça Rio. Pet recebeu uma proposta irrecusável do Shanghai Shenhua. Ficou pouco tempo na China até voltar para o Vasco em 2004. 

        De novo, conseguiu destaque na Colina, com belíssimos gols. Cobrador de faltas, pênaltis e escanteios, com uma canhota mortal e uma direita precisa, Pet conquistou o Rio de Janeiro. 

        Depois de outro pequeno período fora, dessa vez no Al Ittihad, da Arábia Saudita, Pet escreveu a sua história nas Laranjeiras a partir de 2005. 

        Foi de novo campeão carioca, participou do quinto lugar no Campeonato Brasileiro e no vice-campeonato da Copa do Brasil. Em 2006, Pet manteve o alto nível e chegou a ser especulada sua convocação para a Copa do Mundo, mas suas brigas com os comandantes locais nunca permitiram. 

        O retorno para a Gávea 

        Pet tem no currículo também passagens menos marcantes por Goiás, Atlético Mineiro e Santos, mas ganhou o status de lenda, mesmo, com a camisa do Flamengo. 

        Em 2009, o "gringo" voltou para a Gávea. Já veterano, foi líder e maestro na arrancada do time que culminou no titulo do Campeonato Brasileiro de 2009. Foi o principal título de Pet com a camisa rubro-negra. 

        O astro teve ainda um 2010 muito regular, com 51 jogos na temporada. Foi sua última temporada em alto nível. No ano seguinte, Pet fez sua despedida do Flamengo, e do futebol, em jogo contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. Pet se tornou o estrangeiro com mais jogos (271) e gols (83) da história do Brasileirão. 

        Depois que se aposentou, Pet escolheu o Brasil para viver e ainda tentou, sem sucesso, uma carreira de técnico, para depois se tornar comentarista esportivo. 

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