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          Bellini: o capitão pioneiro

          Texto por Carlos Ramos
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          Bellini estava diante do Rei Gustavo, da Suécia, prestes a receber a principal honraria do futebol: a Taça Jules Rimet. Foi quando o zagueiro viu os fotógrafos baixinhos pedindo: "levanta a taça!". E Bellini levantou. O gesto virou moda e, a partir de então, todo campeão ergueu sua taça. Foi o ponto alto de uma carreira vitoriosa. 

          Paulista de Itapira, começou a jogar no time da cidade no fim dos anos 1940. Dominava os adversários pelo vigor físico e pela garra, embora fosse também um jogador de classe. 

          Logo seu nome passou a ser muito falado na região. Se mudou para São João e seguiu sendo o grande nome do time. O interior de São Paulo já estava pequeno para Bellini, que, entre as diversas propostas que recebeu no início dos anos 1950, aceitou a do Vasco da Gama. 

          Mudança para São Januário 

          Na Colina Histórica, Bellini teve um primeiro ano de adaptação no time de aspirantes. Na segunda temporada, em 1952, fez parte do que é considerado o último título do Expresso da Vitória, famosa equipe vascaína que dominou a América. 

          O Expresso ganhou caras novas e Bellini escreveu uma história de idolatria na Colina. Logo ganhou a titularidade do técnico Flávio Costa e em seguida a braçadeira de capitão. 

          Bellini era um líder nato. Liderava pelo exemplo e passava tranquilidade aos companheiros em campo. Formou, com Orlando, uma das grandes duplas do futebol brasileiro na década de 1950. 

          Voltou a ser campeão carioca em 1956 e repetiu o feito dois anos depois, em 1958. Ano de Copa do Mundo, e Bellini já estava no radar da seleção brasileira... 

          O primeiro capitão

          Bellini estreou na seleção em 13 de abril de 1957, contra o Peru, pelas Eliminatórias. Não demorou a virar titular do time e ganhou tanto a confiança da comissão técnica que passou a ser o capitão. 

          Bellini retribuiu a confiança de Vicente Feola com grandes atuações na Suécia. Foi a segurança de um time que tinha verdadeiros gênios do meio para frente. 

          Apesar de ter ficado marcada pela grande qualidade dos atacantes, aquela seleção brasileira sofreu apenas dois gols até o jogo da final, contra a Suécia. 

          Na final, o futebol arte brasileiro foi coroado com o primeiro título mundial da história do país. Das mãos do Rei Gustavo, Bellini recebeu a Jules Rimet e eternizou o gesto de erguê-la. 

          Mudança ao Morumbi e outras Copas 

          Bellini ainda ergueu um Rio-São Paulo em São Januário antes de se mudar para o São Paulo. Vestiu a camisa tricolor a partir de 1962, ano de outra Copa. 

          O capitão de 1958 foi reserva em 1962, mas pôde celebrar outro título Mundial. Voltou para São Paulo depois da Copa para tentar preencher a lacuna da saída de Mauro, que havia o colocado no banco no Mundial. 

          Formou uma grande dupla no Tricolor, mas não teve sua trajetória marcada por títulos. Longe do auge, voltou a uma Copa em 1966, mas, apesar de titular em dois jogos, sucumbiu em uma péssima campanha da seleção. 

          Se mudou para Curitiba no fim da década de 1960 e ainda conquistou, com Djalma Santos, um Campeonato Paranaense antes de pendurar as chuteiras. 

          Bellini faleceu com Alzheimer em 20 de março de 2014, mas teve eternizada sua trajetória com uma estátua na frente do maior estádio do país, o Maracanã. Quem passa por ela, todos os dias, vê Bellini erguendo a Jules Rimet. 

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          O primeiro Campeonato do Mundo do Brasil
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