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        Oleh Blokhin: um craque soviético escondido pela guerra

        Texto por Ryann Gomes
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        Em meio à Guerra Fria e um regime que proibia os talentos do esporte de atuarem em outros países, Oleg Blokhin não pôde ter uma carreira ainda mais brilhante fora da União Soviética. No entanto, fez o suficiente para ser reverenciado como uma das grandes estrelas de sua geração.

        Uma vida dedicada ao Dínamo Kiev

        Nascido em Kiev, no dia 5 de novembro de 1952, Blokhin teve, desde o princípio, sua vida ligada ao esporte. Sua mãe, Ekaterina Zakharovna Adamenko, era figura carimbada no atletismo e acumulava recordes, enquanto o pai, Vladimir Ivanovich, seguiu pelo mesmo caminho. O pequeno Oleg seguiu o caminho do esporte, mas a sua escolha foi outra: o futebol.

        Já aos 12 anos, Blokhin foi admitido no Dínamo, time mais conhecido da cidade. Com o passar do tempo, o atacante foi crescendo no clube e acumulando números positivos. 

        Durante sua passagem pela equipe juvenil, Blokhin conseguiu participar de um grande número de partidas realizadas na república. Depois, chegou ao seu primeiro torneio europeu, onde os jovens jogadores do Dínamo conseguiram uma medalha de bronze, perdendo apenas para Barcelona e Anderlecht.

        O tão sonhado gol pela equipe principal do Dínamo Kiev veio em 1972, quando seu time enfrentou o Dnipro, pelo campeonato nacional. Depois do primeiro tento, Blokhin conduziu sua equipes para anos dourados. 

        Dois anos depois, Oleg alcançou sua melhor marca em uma só temporada, foram 28 gols, que foram agraciados com o título do Campeonato Soviético. Mas o melhor ainda estava por vir. No ano seguinte, o atacante conduziu o Kiev para conquistar a Recopa Europeia. Na decisão, o Dínamo venceu os húngaros do Ferencvaros, por 3 a 0, com dois gols de Vladimir Onyshchenko e um de Blokhin.

        Não bastasse a grande conquista europeia, os soviéticos foram além: venceram o famigerado Bayern de Munique, no jogo de ida e de volta, e garantiram o título inédito da Supercopa da Uefa. No agregado, 3 a 0 para Dínamo e adivinhem... todos os gols foram marcados por Blokhin, que fora eleito naquela temporada o melhor jogador do continente.

        Impedido de assinar por clubes do exterior, defendeu o Dínamo Kiev por 19 anos. Quando surgiu, no fim da década de 1960, o atacante se notabilizou pela versatilidade e pelo faro de gols. Não demorou para que ele ganhasse reputação dentro da União Soviética e um lugar central no modelo de jogo de um Dínamo dominante, treinado por Valeriy Lobanovskyi.

        Capitão da equipe ucraniana e esperança de gols em competições internacionais, Blokhin conquistou oito vezes a Liga Soviética, entre 1971 e 1986. Também faturou a Copa Soviética em cinco ocasiões, um feito raro para atletas da época. Foi graças a ele que o time de Kiev se transformou no maior campeão nacional durante a fase de ouro do futebol na região. 

        Após mais de uma década de regularidade, Oleg conduziu, mais uma vez, os soviéticos ao topo da Recopa. Em 1986, Blokhin foi fundamental na decisão diante do Atlético de Madrid. Base da seleção da URSS que esteve na Copa de 1986, o Dínamo venceu por 3 a 0 e sagrou-se bicampeão da competição europeia.

        Legado em seu país e o fim longe dos holofotes

        O brilhante jogador soviético, foi brilhante também representando sua bandeira. Ainda pela extinta URSS, foi duas vezes medalhista olímpico , em 1972 e 76, com dois bronzes.

        Além das medalhas, Blokhin participou das Copas de 1982 e 86. Mesmo com mais de 30 anos, ainda sabia fazer gols. Era isso que importava. Seu último título foi em 1987, na Copa Soviética, o seu canto do cisne.

        Tem o seu nome cravado na história soviético como o jogador que mais atuou pela seleção com 112 aparições, além de ser quem mais marcou com a camisa da URSS: foram 42 gols marcados.

        Apesar do destaque e dos números incríveis que acumulou ao longo da carreira, Blokhin encerrou seu ciclo longe dos holofotes. Em 1988, enfim o atacante pôde deixar eu país para jogar por uma equipe no exterior. Entretanto, a idade avançada e o notório declínio físico o impediram de alçar voos maiores.

        Menos de cinco anos depois de jogar a Copa do Mundo pela União Soviética, o grande craque da região encerrava a carreira em 1990, aos 38 anos. A última passagem do artilheiro foi pelo Aris Limassol, no futebol do Chipre. Antes disso, Blokhin teve uma passagem pouco lembrada pelo Vorwärts Steyr, da Áustria.

        Independente de como tenha sido o fim de sua trajetória dentro dos gramados, Blokhin é considerado, ao lado de Andriy Shevchenko, um dos maiores jogadores ucranianos da história. As duas décadas em campo consolidaram essa moral para Oleg, o que pode explicar a evolução de seu país no esporte, após a independência da URSS.

        Depois de pendurar as chuteiras, Blokhin se tornou treinador e comandou a estreia da Ucrânia em Copas do Mundo, na edição de 2006. A parceria com Shevchenko se repetiu em 2012, na Eurocopa. Duas gerações de lendas que se uniram em torno de um só objetivo: marcar gols.

          

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