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        Gunnar Nordahl: Il Capocannoniere

        Texto por ogol.com.br
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        Chutando de longe, com categoria ou com força, de perna esquerda ou direita, de cabeça, de primeira, por cima do goleiro... Não importa! Gunnar Nordahl fazia pilhas de gols, da maneira que fosse. Não a toa é, até os dias de hoje, o maior artilheiro da história do Milan, e o jogador que mais vezes foi goleador do Campeonato Italiano.

        Início implacável na terra natal

        Nascido no dia 19 de outubro de 1921, na cidade de Hörnefors, na Suécia, Nordahl começou a sua carreira na cidade mesmo, no Hörnefors IF, em 1937. Lá já daria uma pequena amostra do seu faro de gol, marcando impressionantes 68 gols em apenas 41 jogos.

        Após três anos, transferiu-se para o Degerfors IF, onde manteve uma boa média de gols. Em quatro temporadas, marcou 56 gols em 77 partidas. Pelo sucesso em Degerfors, foi comprado pelo IFK Norrköping, onde ganhou status de grande jogador.

        Ganhou quatro títulos do Campeonato Sueco, marcando 93 gols em 95 jogos disputados. Em uma partida, chegou a marcar sete gols Além das conquistas coletivas, Nordahl  foi artilheiro do Campeonato Sueco por quatro vezes, em 1940 pelo Degerfors e 1945, 1946 e 1948 pelo Norrköping.

        Uma máquina mortífera que transcendeu o sucesso dos clubes e chegou até a seleção sueca. Nas Olimpíadas de 1948, fez parte da equipe que conquistou a medalha de ouro no Futebol, sendo o goleador máximo da competição. Na ocasião, Nordahl formou um dos maiores trios ofensivos da história do esporte ao lado de Gren e Liedholm, o famigerado Gre-No-Li, que assombrou o mundo na década de 40.

        Não teve uma carreira na seleção muito longa, apesar de ter atuado 33 vezes e marcado 43 gols. Após a sua transferência para o Futebol da Itália, o bombeiro-jogador não poderia mais ser convocado para o selecionado sueco, pois as regras não permitiam que jogadores profissionais atuassem pelo país.

        Chegada arrasadora em Milão

        O Milan, gigante do Futebol italiano, se impressionou tanto com a qualidade do sueco que foi buscá-lo na Suécia em 1949. Em sua chegada à Milão, Nordahl reencontrou o húngaro Lajos Czeizler, que o havia treinado no Norrköping. Amante de um futebol ofensivo e ciente das qualidades do novo reforço, o treinador fez o time rossonero jogar em função do sueco.

        Não tinha como dar errado. O centroavante se tornaria o segundo maior artilheiro da história do Campeonato Italiano, só ficando atrás de outra lenda, o italiano Campeão do Mundo Silvio Piola.

        Nas suas nove temporadas em Milão, marcou inacreditáveis 214 gols. Também foi coroado cinco vezes como artilheiro da Serie A, o chamado título de Capocannoniere, um recorde não batido até hoje, e que provavelmente não vai ser ultrapassado.

        Nas cinco vezes que foi artilheiro, marcou 35 gols em 1949/50, 34 em 1950/51, 26 em 1952/53, 23 em 1953/54 e 27 em 1954/55. Só marcou maior número de gols em uma edição do Campeonato Italiano, o Gino Rossetti, na temporada 1928/29, com 36 gols.

        Dentre os vários títulos que venceu no Milan, conquistou dois Campeonatos Italianos, em 1951 e 1954, sendo artilheiro em ambas oportunidades, bem como quatro vezes a Copa da Itália e duas vezes a Copa Latina. O legado foi tamanho representando os Rossoneri

        Mudança para capital e o fim

        Depois de conquistar a quinta artilharia máxima do Calcio, o craque deixara o Milan na temporada seguinte, após disputar a primeira Liga dos Campeões da história para se aventurar na capital: o destina seria a Roma.

        Por sua nova equipe, Nordahl permaneceu por duas temporadas, e marcou 15 gols em 34 jogos. Já no auge de seus 37 anos, a maquina mortífera de marcar gols passou a sentir o declínio físico.

        Com isso, o maior artilheiro da história do Milan decidiu por pendurar as chuteiras, sem ter tido a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo pelo seu país. Uma das maiores lástimas vistas até os dias de hoje.

        Depois da aposentadoria, Nordahl buscou a carreira de técnica, mas passou longe de ter o sucesso que teve nos gramados. Até que em 1995, aos 75 anos, o lendário sueco veio a falecer na cidade de Alghero, na Itália, fazendo chorar os amantes do futebol que tanto viram o "Il Pompiere" maltratar seus adversários com todas as formas imagináveis e inimagináveis de balançar as redes na década de 50.

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