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        Allan Simonsen: o pequeno gigante dinamarquês

        Texto por Ryann Gomes
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        Se hoje a Dinamarca é um país respeitado no mundo do futebol, isso se deve grande parte a Allan Simonsen. Ele é, sem sombra de dúvidas, um dos mais importantes jogadores da história de seu país. O 'pequeno gigante' foi peça fundamental na formação de uma das gerações dinamarquesas mais talentosas do milênio.

        Allan Rodenkam Simonsen nasceu em Vejle, no dia 15 de dezembro de 1952. Como todo sonhador, era apenas um jovem nanico quando começou a jogar no time menor de sua cidade, o Vejle FC, antes de passar para o maior em 1963, o Vejle BK, onde faria história.

        Aos 17 anos, participou de um torneio internacional em Dusseldorf, na Alemanha, chamando a atenção de Hennes Weisweiler, então técnico do Borussia Mönchengladbach.

        Do sucesso em casa para o sonho na Alemanha

        Estreou profissionalmente em março de 1971, com o pé direito. Uma vitória em casa contra o Karlskoga FF. Não demorou para o jovem criar seu legado no Vejle BK. Em apenas dois anos, foi bicampeão da liga nacional  e conquistou também a Copa da Dinamarca.

        O grande sucesso de Simonens em seu clube o levou direto para as Olimpíadas. Depois de três gols em seis partidas com seu país nos Jogos Olímpicos de 1972, Simonsen foi defender o clube alemão Borussia Mönchengladbach. 

        O início foi bem difícil para Allan, que sofreu nas suas duas primeiras temporadas, com apenas 17 jogos e dois gols. Entretanto, fez parte da equipe que conquistou a Copa da Alemanha de 1972/73.

        Com o passar do tempo, Simonsen, enfim, encaixou seu jogo e passou a ser titular na temporada 1974/75, disputando todos os 34 jogos da Bundesliga, marcando 18 gols e sendo peça importante na conquista do título. Em competições europeias, fez também dez gols em 12 jogos na Copa da UEFA do mesmo ano, incluindo dois na final em que o Gladbach goleou o FC Twente, da Holanda, por 5 a 1.

        Mas seu auge foi mesmo a temporada 1976/77. Além do tricampeonato nacional, Simonsen foi fundamental para que o Borussia Mönchengladbach chegasse na final da Copa dos Campeões contra o Liverpool. Na decisão, fez o gol de empate em 1 a 1, mas seu time acabou derrotado por 3 a 1. Apesar da derrota, no fim do ano o craque acabou sendo premiado com a Bola de Ouro da revista France Football, como o melhor jogador da Europa no ano de 1977, o primeiro e único dinamarquês da história a conseguir este feito.

        Nos anos seguintes, Simonsen seguiu brilhando. Em sua última temporada no clube alemão, 1978/79, conquistou novamente a Copa da UEFA, anotando nove gols em nove jogos. Na final, fez o gol do título, em vitória por 2 a 1 contra o Estrela Vermelha, da Iugoslávia.

        Seu brilho intenso despertou o interesse do Barcelona. No entanto, o Monchengladbach não o deixou ir. Assim, o pequeno craque deixou seu contrato chegar a fim e foi para os Culés, rejeitando ofertas do Hamburgo, da Juventus e de vários times do mundo árabe.

        O pequeno gigante da Catalunha

        No clube catalão, recebeu o apelido de “El pequeño gran danés”. Foram três anos de grande regularidade. Logo na temporada de estreia, foi o artilheiro de sua equipe com 10 gols em 32 jogos. Apesar de suas boas atuações, o Barça terminou apenas em quarto lugar na Liga de 1979/80.

        No ano seguinte, com uma reestruturação na base, o clube conquistou a Copa do Rei, e Simonsen foi o terceiro maior goleador de seu time, com 10 gols, atrás dos novatos Quini e Bernd Schuster.

         A média artilheira do dinamarquês foi mantida em 1981/82, e seu time foi vice-campeão nacional. Allan foi fundamental para a chegada do Barça à final da Recopa Europeia. Para completar, Simonsen marcou de cabeça o gol do título na vitória por 2 a 1 sobre o Standard Liège, da Bélgica.

        Entretanto, em 1982, quando o Barcelona contratou Diego Armando Maradona, a situação de Simonsen ficou mais difícil. Na época, La Liga restringia o número de jogadores estrangeiros e só dois poderiam ser titulares. Assim, ele deveria disputar essas vagas com Maradona e Bernd Schuster. Ciente da dificuldade que encontraria, o dinamarquês pediu a rescisão com o time espanhol.

        De saída da Catalunha, rejeitou ofertas do Real Madrid e do Tottenham Hotspur, sendo vendido em outubro por 300 mil libras para o Charlton Athletic, que disputava a segunda divisão da Inglaterra. O clube inglês teve dificuldade para pagar sua transferência e seu salário, e Simonsen deixou o clube apenas três meses depois, com nove gols em 16 partidas.

        A volta para casa

        Com mais de 30 anos, Simonsen escolheu retornar ao seu clube de formação e de coração em 1983, o Vejle BK. Ele ficou fora de metade da temporada de 1984 devido a uma lesão sofrida na Euro 84, mas o Vejle BK conseguiu conquistar o campeonato dinamarquês sem ele.

        Mesmo voltando ao seu país como uma estrela, infelizmente nunca mais conseguiu recuperar sua melhor forma. Se aposentou dos gramados em 1989, com 37 anos, disputando seu último jogo em novembro. Pelo Vejle BK, disputou 282 partidas, anotando 104 gols.

        Legado na seleção dinamarquesa

        Allan Simonsen estreou na seleção da Dinamarca em julho de 1972, sob o comando do técnico Rudi Strittich e marcou logo dois gols, ajudando seu país a vencer a Islândia por 5 a 2. Foi convocado para os Jogos Olímpicos de 1972, marcando três gols nas três primeiras partidas, mas seu selecionado acabou eliminado na segunda fase.

        Sob o comando do técnico Piontek, Simonsen foi fundamental para a seleção na campanha nas eliminatórias da Euro 84. A Dinamarca liderava seu grupo com um ponto de diferença sobre a Inglaterra, quando se enfrentaram em setembro de 1983, no mítico estádio Wembley. Simonsen marcou o gol mais importante da história de sua nação até então, convertendo um pênalti em cima do goleiro Peter Shilton.

        A vitória classificou o país para a primeira Eurocopa desde 1964. Ainda em 1983, ficou em terceiro lugar na premiação da Bola de Ouro. Apesar das grandes atuações nas Eliminatórias, Simonsen não guarda boas lembranças da Euro 84, pois quebrou a perna em uma dividida com o francês Yvon Le Roux logo na estreia. Mesmo sem o craque, a Dinamarca chegou às semifinais, caindo nos pênaltis para a Espanha.

        Allan é considerado uma das espinhas dorsais da criação da Dinamáquina, que encantou na Copa do Mundo de 1986, mas só jogou uma única partida naquele Mundial, entrando no segundo tempo na vitória por 2 a 0 contra a Alemanha Ocidental.

        Naquele momento, o pequeno gigante percebeu que já tinha dado toda sua contribuição para seu país e estava sendo ultrapassado por outros jogadores, como, por exemplo, o grande Michael Laudrup.

        Assim como fez com o Barcelona, de Maradona, Simonsen decidir parar e se tornou treinador, comandando seleções como Ilhas Faroe e Luxemburgo. O talento e a humildade o tornaram gigante, um dos maiores da história de seu país.

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