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        Wesley Sneijder: o 'sniper' que fez a Holanda sonhar

        Texto por Ryann Gomes
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        Sneijder sempre foi um jogador imensamente talentoso, que teve um curto período de auge. Mas, quando o teve, deveria ter sido mais reconhecido. Campeão de tudo em solo italiano, o meio-campista de uma técnica inigualável deixou o futebol sabendo que poderia ter feito mais...

        Na era de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, poucos foram os jogadores que se intrometeram na luta pelo prêmio de melhor jogador do mundo. Houve Frank Ribéry, em 2013, Griezmann, em 2016, que estiveram perto, mas nenhum outro jogador para além do astro português e a pulga atômica argentina viveu uma época tão extraordinária como a de Wesley Sneijder na temporada 2009/10.

        Na família Sneijder, a bola era requisito obrigatório. O avô ex-jogador de futebol, o pai também, pouca surpresa houve quando os três irmãos Jeffrey, Wesley e Rodney mostraram talento para o futebol. Por esse motivo, a família era conhecida como os grandfootballers. 

        Dos três irmãos, apenas Wesley deu o passo para um patamar mais elevado no futebol. Com apenas sete anos, o Ajax foi buscá-lo em Utrecht, sua cidade natal, e o levou para fazer alguns testes. Acabaria por ficar em Amesterdã durante dez anos, antes de estrear pela equipe principal.

        Início promissor na capital holandesa

        Depois de um período de destaque nas divisões inferiores, chegou a hora de dar um salto para os profissionais. Na temporada 2002/03, o então técnico da equipe principal do Ajax, Ronald Koeman, estava com o plantel castigado por lesões, e resolveu falar com Danny Blind, treinador dos juniores, que, prontamente, recomendou um jovem: Wesley Sneijder, com 18 anos.

        Com poucas alternativas à disposição, restou a Koeman dar oportunidade ao franzino. Logo na estreia, em fevereiro de 2003, uma goleada frente ao sexto classificado Willem II, num jogo em que Sneijder dividiu o brilho com um jovem chamado Zlatan Ibrahimovic.

        Sneijder já não iria a lugar nenhum, manteve a titularidade em Amsterdã e jogou 24 partidas nessa temporada, marcando cinco gols, além das variadas assistências. Como se não bastasse, ainda estreou pela seleção principal da Holanda, num amistoso contra Portugal.

        A temporada seguinte seria muito importante para o jovem. Sneijder se tornou protagonista, com 20 gols em 30 jogos, de um Ajax que se sagrou campeão da Eredivisie. Os seus chutes de média distância deram ao meia a alcunha de 'Sniper', pela semelhança com o seu nome.

        Wesley se manteve consistente durante os cinco anos que esteve no Ajax, mas foi na temporada de 2006/07 que, aos 22 anos, o meio-campista, de fato, roubou a cena. A criatividade e visão de jogo, aliados à capacidade de passe com ambos os pés, o tornaram o dono do meio campo.Tanto que, na ocasião, Sneijder teve temporada mais artilheira da carreira, com 22 gols mardados.

        Um sniper galático

        Em 2007, depois de todo sucesso em Amsterdã, Sneijder assinou pelo Real Madrid pela bagatela de 27 milhões de euros, numa janela em que os merengues também adquiriram o passe de outros holandeses, como Royston Drenthe e Arjen Robben. 

        Herdando a camisa 23 de David Beckham, a estreia na La Liga foi de sonho, com o gol da vitória no dérbi frente ao Atlético. Tão empolgante foi o início do holandês que, em apenas três jogos, já havia marcado quatro gols, dois deles de falta, tal foi a inspiração no meio-campista inglês.

        Em sua temporada de estreia, a equipe merengue foi campeã com 85 pontos, mas no ano seguinte a proeza não foi repetida. Sneijder perdeu o início dos trabalhos com uma lesão no joelho e, quando voltou, não jogou ao nível que mostrara antes no Santiago Bernabéu.

        Na janela de transferências seguinte, criou-se uma verdadeira novela. O Real queria vender Sneijder para abrir espaço a novos reforços, mas a vontade do holandês era diferente, queria ficar e lutar por um lugar no time merengue, oportunidade que não lhe foi dada.

        O ápice

        Não é segredo para ninguém que Wesley Sneijder queria ficar em Madrid, mas o melhor ainda estava por vir na vida do sniper holandês. Após ser negociado com a Internazionale, o meia encontrou todos os ingredientes que precisava para mostrar ao mundo o poder de seu futebol.

        Na Itália, sob o comando de José Mourinho, se transformou rapidamente no cérebro e estrela principal de uma equipe que conquistou a Serie A e a Liga dos Campeões, além da Copa de Itália, completando a tão sonhada Tríplice Coroa, um feito que nenhuma outra equipe italiana havia protagonizado.

        Os Nerazzuri venceram todas as competições que participaram nesse ano e é impossível não reconhecer o envolvimento direto do holandês nessas conquistas. Com oito gols e quinze assistências na temporada, Sneijder levou os italianos à glória com grandes exibições espetaculares. Na final, diante do poderoso Bayern, foi o homem do jogo para os torcedores, apesar dos gols de Diego Milito.

        Num ano que tinha sido perfeito até aí, Sneijder foi além. O craque levou as suas exibições de classe mundial para a África do Sul, onde carregou o sonho da Laranja Mecânica até a final da Copa do Mundo de 2010.

        Com um desempenho memorável, Wesley foi o artilheiro do Mundial, com cinco gols - um mais importante que o outro. Teve gol da vitória nas oitavas de final; dois gols diante de um forte Brasil nas quartas; mais um tento na semifinal contra o Uruguai... Só que na final, diante da poderosa Espanha, o sonho de campeão do mundo caiu, com o único gol da partida, já na prorrogação, marcado por Iniesta.

        Após o Mundial, Sneijder foi eleito segundo melhor jogador do torneio, atrás do uruguaio Diego Forlán. Houve a teoria que, caso Andrés Iniesta não tivesse feito o gol decisivo naquela noite em Joanesburgo, então Wesley Sneijder teria quebrado a série de Messi e Ronaldo nos prêmios de melhor do mundo. O episódio é tratado, por muitos, como a grande injustiça na carreira do holandês, que teve o melhor ano de sua vida futebolística em 2010.

        Escolha por Istambul e o fim no Catar

        O final da passagem de Sneijder em Milão foi algo atípico. Após bom início a temporada de 2012/13, uma lesão na coxa travou sua sequência, e, quando recuperou, foi afastado pelo técnico Andrea Stramaccioni.

        Sem espaço no time, chegou a janela de transferências em janeiro e com ela veio a especulação: Manchester United, Chelsea e Liverpool pareciam ser os mais prováveis destinos, mas, no vigésimo dia de 2013, o holandês surpreendeu o mundo e escolheu os turcos do Galatasaray.

        A mudança para Istambul foi inesperada, mas deu ao meia a oportunidade de jogar a Liga dos Campeões. Nas oitavas de final, os turcos superaram o Schalke 04, mas o maior desafio viria na sequência: Real Madrid.

        O favoritismo era todo merengue. E o mesmo foi confirmado depois de um 3 a 0 no jogo de ida. Na volta, Sneijder fez o possível com um gol e uma assistência, mas não evitou a eliminação.

        Os gramados da Turquia foram um espaço em que, durante quatro anos e meio, Sneijder nunca deixou de mostrar talento. Com qualquer pé, no meio ou pelas pontas, o holandês manteve-se a referência ofensiva do Galatasaray durante toda a passagem pelo clube, que terminou com uma ida para o sul de França, onde vestiu durante seis meses a camisa do Nice, antes de rumar ao Catar, onde mais tarde penduraria as chuteiras aos 35 anos de idade.

        Para a história ficam as exibições de galas de um especialista com  a bola nos pés. Pela seleção holandesa foram 134 exibições, o jogador que mais atuou pela Laranja em toda história, além de estar nos 10 maiores artilheiros da mesma, com 31 gols marcados. Faltou para o craque os grandes prêmios individuais do futebol, mas "se a bola do Iniesta não entrasse"...

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        Wesley Sneijder (NED)
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