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        Evaristo de Macedo: o craque que conquistou a Espanha

        Texto por ogol.com.br
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        Evaristo de Macedo tem um feito para poucos: foi ídolo em Barcelona e Real Madrid. Abriu mão da Copa de 1958, mas nem por isso teve carreira menos importante no esporte... 

        Muito pelo contrário. Evaristo, nascido no Rio de Janeiro em 22 de junho de 1933, foi uma lenda. Lenda que começou no Madureira, equipe da Zona Norte da cidade. 

        Se mudou para a Zona Sul e fez parte de um Flamengo vitorioso, tricampeão carioca. Logo vestiu a camisa da seleção brasileira e foi jogar a Copa América em 1957. 

        O desempenho no torneio foi tremendo. Evaristo marcou cinco gols na incrível goleada sobre a Colômbia, por 9 a 0, um recorde de um atleta com a camisa da seleção. Terminou o torneio com oito tentos, mas a Argentina acabou campeã. 

        Apesar dos bons jogos pela seleção, Evaristo não foi para a Copa de 1958. Já com status de ídolo na Gávea, deixou o Flamengo para defender o Barcelona.

        Ídolo de Barça e Real 

        O Barça até o liberaria para jogar a Copa, mas só depois do fim do Espanhol. A seleção já estaria treinando, e Evaristo acabou ficando de fora do time  que seria campeão mundial. 

        Mas títulos não faltaram na carreira do atacante. Na Catalunha, Evaristo mostrou todo seu faro artilheiro e se tornou um dos grandes ídolos da história blaugrana

        O brasileiro foi o primeiro a marcar um hat-trick no Camp Nou e também o primeiro a marcar três gols no estádio contra o maior rival, o Real Madrid

        Com o lendário técnico espanhol Helenio Herrera, Evaristo foi campeão duas vezes do Espanhol e duas da Taça das Cidades com Feira, além de uma Copa do Rei. Ficou marcado por ser o artilheiro dos momentos decisivos. 

        O gol mais importante de Evaristo em seu período na Catalunha saiu na Liga dos Campeões. Na primeira rodada eliminatória da Liga dos Campeões de 60/61, Barcelona e Real Madrid voltaram a se enfrentar no torneio (os Merengues eliminaram o rival na temporada anterior). 

        A soberania no torneio era toda blanca, mas o Barça fez história. Depois de empate em 2 a 2 na partida de ida, o jogo do Camp Nou foi tenso. Com um peixinho, Evaristo marcou o segundo gol da vitória catalã por 2 a 1, que decretou a classificação do time. O Barça chegou até a final, mas perdeu para o Benfica, de Eusébio. 

        Na temporada seguinte, Evaristo marcou 20 gols no Espanhol, mas o Barça acabou perdendo o título para o Real Madrid. O atacante, então, acabou se mudando para a capital. 

        Sem contrato na Catalunha, Evaristo, maior goleador brasileiro do Barça, escolheu o Real para seguir carreira. Apesar de ter jogado menos e de ter sofrido com algumas lesões, também escreveu sua história com a camisa blanca

        Evaristo foi apenas o quarto brasileiro da história do Real. Foi bicampeão espanhol com a camisa merengue e, em seguida, retornou ao Brasil para encerrar a carreira na Gávea com a camisa do Flamengo. 

        Campeão também como treinador 

        Evaristo voltou onde tudo começou para iniciar uma nova carreira: a de técnico. Como treinador, também deixou sua marca com mais conquistas. 

        Comandou três grandes no Rio (só faltou o Botafogo) e fez carreira também fora do país. Evaristo fez história também como técnico do Catar, comandando o país em duas Olimpíadas e chegando a uma final do Mundial S20. 

        Passou sem sucesso pela seleção brasileira em 1985 e no ano seguinte dirigiu o Iraque na Copa do Mundo, mas acabou sem conquistar pontos. Dois anos depois, foi campeão brasileiro pelo Bahia, sua maior façanha como técnico. 

        Como prova da idolatria no Bahia, recebeu o nome do Centro de Treinamentos do clube, em 2020. Evaristo foi campeão também da Copa do Brasil dirigindo o Grêmio justamente contra o Flamengo. 

        Evaristo deixou o futebol em 2007, após passagem pelo Santa Cruz. Deixou muitos gols, ensinamentos e títulos. Uma história rara no futebol mundial. 

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