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        Alessandro Nesta: o mestre da elegância

        Texto por Ryann Gomes
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        Considerado um dos melhores zagueiros de todos os tempos, Nesta era mais do que um simples defensor. Fisicamente forte e imponente no seu raio de ação, com um sentido posicional de valor acrescentado e uma leitura de jogo que lhe permitia anular os adversários nas mais diversas situações de um contra um, também se evidenciava pela capacidade que tinha para sair jogando com os pés. Perante todas estas qualidades, houve quem o comparasse até com Franco Baresi.

        Início brilhante na Lazio

        Oriundo de uma família com forte ligação emocional com a Lazio, Nesta foi seguido de perto na sua juventude por um olheiro da Roma, principal rival, que tentou, sem sucesso, contratar o pequeno Alessandro. Não o conseguiu por culpa do pai do então jovem defesa, um confesso admirador laziale, que queria ver o filho no seu time de coração.

        Um desejo concedido em 1985. Na equipe biancocelesti, Nesta começou desempenhando funções do meio campo ao ataque, antes de chegar ao seu posto natural de atuação: a defesa. Estreou no time principal no dia 13 de março de 1994, prestes a completar 18 anos, num empate em Udine. Já na temporada seguinte, Nesta começou a conquistar o seu espaço pela mão do treinador tcheco Zdenek Zeman. Começava assim um dos períodos mais gloriosos da Lazio.

        A Copa da Itália foi o primeiro de muitos títulos conquistados em solo italiano e teve contribuição direta do zagueiro, que marcou um dos gols da vitória diante o Milan, por 3 a 1, na temporada 97/98.

        As boas exibições deram ao Nesta um lugar na Squadra Azurra de Cesar Maldini na Copa do Mundo de 98, ao lado de Cannavaro, Costacurta e Paolo Maldini, dois anos depois de ter sido campeão europeu S21. Durante o Mundial, Alessandro se lesionou na última rodada da fase de grupos e ficou seis meses afastado dos gramados.

        Após se recuperar da lesão, Nesta ainda ajudou a Lazio a fazer uma reta final de campeonato sensacional, mas uma derrota no dérbi capitolino, no qual acabou expulso, deu início à queda e consequente perda do Scudetto. Escapou nessa temporada, mas na campeonato seguinte, no ano do centenário do clube, o que se viu foi algo extraordinário.

        Sob comando de Sven-Goran Eriksson, Nesta recebeu a braçadeira de capitão numa equipe entrou para a história do futebol italiano e mundial. Mihajlovic, Simeone, Stankovic, Nedved, e Verón eram alguns dos craques deste belo elenco, que começou vencendo a Supercopa Europeia de 1999, frente ao Manchester United, e terminou com o triunfo na Copa da Itália e no Calcio. O ano de 2000 só não foi perfeito para Nesta porque perdeu a final da Euro para a França de Vieira, Djorkaeff e Zidane, por culpa de um gol de ouro de David Trezeguet.

        Da 'transferência forçada' à idolatria em Milão

        De coração partido. Nove anos e seis títulos depois, Alessandro Nesta deixou a Lazio para rumar a Milão, por uma 'bagatela' de 30,2 milhões de euros, muito por culpa de uma grave crise financeira que assolou os Biancocelesti e obrigaram o clube a se desfazer de algumas de suas principais figuras. Em sua apresentação no Milan, poucos foram os sorrisos. o defensor não escondeu a insatisfação com o que estava acontecendo.

        Com a camisa rossonera, Nesta deixou de lado a mágoa e mostrou todas as credenciais de um dos maiores defensores da história do futebol italiano e mundial

        Em Milão, inúmeras foram as conquistas. Formando uma das melhores duplas de zaga do planeta com Maldini, conquistou uma Copa da Itália, duas Supertaças italianas, dois Scudettos, duas Supertaças Europeias, duas Ligas dos Campeões e ainda um Mundial de Clubes. Ufa!

        Não bastasse a idolatria e o tanto de títulos conquistados no Milan, Nesta ainda foi Campeão do Mundo com a seleção italiana, em 2006. Um percurso absolutamente fantástico, marcado também pelas lesões, algumas delas graves e que o afastaram durante largos períodos – em 2008/09, por exemplo, jogou apenas um jogo.

        Voltaria mais forte e, ao lado do brasileiro Thiago Silva, conquistou a Serie A de 2010/11, um ano antes de ceder aos avisos físicos. Saiu do Milan no mesmo ano que Clarence Seedorf, Pippo Inzaghi, Gattuso e Andrea Pirlo. Várias perdas de valor inquestionável.

        O fim pelo mundo, e o início como treinador

        A bela trajetória de Nesta não terminou na Itália. O zagueiro experimentou outros campeonatos, outros países, outros continentes… Passou 18 meses na Major League Soccer (MLS), nos Estados Unidos ao serviço dos canadianos do Impact Montréal, e terminou a carreira na Índia, na segunda edição da Super Liga indiana, a convite do compatriota Marco Materazzi. Um futebol com menos exigência física e que lhe permitiu ter o tempo necessário para se preparar para o desafio seguinte: o de treinador.

        Em 2016, o agora ex-jogador assume a condição de técnico de futebol e tem sua primeira experiência à beira do campo comandando o Miami FC, nos Estados Unidos, em carreira que seguiu nos anos posteriores em sua terra natal. 

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