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        Carlos Bilardo: o resultadista que ganhou o mundo

        Texto por ogol.com.br
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        Carlos Salvador Bilardo nasceu no dia 16 de março de 1939 em Buenos Aires. Teve títulos em uma carreira como jogador que foi vitoriosa, mas não tão brilhante quanto sua passagem como treinador, que acabou coroada com um título mundial. 

        Bilardo começou a jogar ainda criança, com cinco anos, no seu time do coração, o San Lorenzo. Estreou como profissional do clube no final dos anos 1950. 

        Teve um bom início de carreira, chegando a uma semifinal da Libertadores (na primeira Libertadores, em 1960) e jogando a Olimpíada de Roma. Mas logo deixou o San Lorenzo e foi jogar no modesto Deportivo Español. 

        Estudiantes: títulos como jogador e início como técnico

        Depois de boas campanhas no clube, que saiu da quarta divisão para a segunda, Bilardo foi contratado pelo Estudiantes e viveu seu ápice como jogador. 

        Bilardo formou uma histórica dupla de volantes com Carlos Pachamé e ficou conhecido por fazer o trabalho sujo do time. Ainda assim, se firmou na equipe que ganhou três vezes a Libertadores, superando inclusive a Academia do Palmeiras, e uma o Mundial, ainda Intercontinental. 

        O fim da soberania nas Américas foi em 1971, com a derrota para o Nacional. Bilardo se aposentou, mas retornou ao clube como técnico, escolhido pelos próprios companheiros. Evitou um rebaixamento, e fez o Estudiantes renascer a partir de 1973. 

        Deixou o clube para se mudar ao então milionário futebol colombiano, que ganhava impulso com os fortes cartéis de droga que dominavam o país. Bilardo foi para Cali, e alcançou uma final de Libertadores, perdida para o Boca. 

        Em seguida, teve uma breve passagem por seu San Lorenzo do coração, a única como técnico, até iniciar o trabalho em seleções. Voltou para a Colômbia, mas não conseguiu levar o país para a Copa de 1982. 

        Quatro anos mais tarde, porém, Bilardo estaria em um Mundial. Depois de ter recuperado a autoestima no Estudiantes, o técnico assumiu a seleção argentina em 1983 e iniciou o melhor trabalho de sua carreira. 

        O resultadista que ganhou o mundo

        Bilardo conseguia resultados em campo, mas recebia críticas por seu perfil ser igual ao que era como jogador: o trabalho duro valia mais do que a técnica. 

        Para muitos, Bilardo não conseguia tirar o melhor de Diego Armando Maradona, o grande craque mundial da época. Mas a Copa do Mundo de 1986 calou os críticos. 

        Bilardo, é verdade, protegeu a defesa com nomes como José Luis Brown, mas na frente deixou Maradona livre para fazer o que sabia de melhor. 

        E aquela Copa não foi nada fácil para a Albiceleste, que passou em primeiro em um grupo que tinha a Itália, campeã quatro anos antes, e venceu um duríssimo confronto com o Uruguai nas oitavas. 

        Nas quartas, deixou Maradona resolver, com direito a um gol antológico e La Mano de Diós, e tirou Burruchaga para colocar Daniel Tapa. A Argentina se fechou e conseguiu vencer a Inglaterra em um dos jogos mais lendários da história das Copas. 

        Na final, superou o lendário Franz Beckenbauer e coroou sua carreira com um título mundial diante da Alemanha. Voltaria a uma final de Copa quatro anos depois... 

        A despedida da seleção e o fim

        Na Itália, o seu "resultadismo a todo custo" voltou a render críticas. No jogo contra o Brasil, a delegação argentina foi acusada de "batizar" a água dos jogadores brasileiros durante o confronto. Apesar das denúncias, a Argentina seguiu no torneio. 

        Eliminou os donos da casa em uma semifinal histórica e reencontrou Beckenbauer, mas dessa vez Maradona não resolveu e Andreas Brehme deu o título aos alemães. 

        A trajetória de Bilardo na seleção argentina acabou ali. Depois, teve uma única experiência no futebol europeu, no Sevilla; comandou o Boca Juniors, onde reencontrou Maradona; e trabalhou em seleções menores, como Guatemala e Líbia. 

        O fim tinha de ser onde tudo começou: no Estudiantes. Sem os títulos de antes, Bilardo deixou o clube como uma lenda e com a certeza que seu nome nunca mais será esquecido. 

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