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        Drogba, o marfinense que mudou a história do Chelsea e de seu país

        Texto por Caio Fiusa
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        Inúmeras publicações que buscam traçar o perfil de Didier Drogba colocam o ex-jogador como um dos maiores africanos de todos os tempos. Entretanto, é equivocado reduzir o talento e todo o impacto do marfinense no mundo do futebol comparando-o somente aos atletas da África. Na verdade, não há como compará-lo. 

        Atacante completo, capaz de marcar gols com ambas as pernas, com bola rolando, em cobranças de faltas, cabeçadas, de dentro e fora da área. Inteligente, alinhava força física com habilidade, assistia aos companheiros, protegia a redonda, abria espaços e, se o marcador desse um vacilo e o perdesse de vista, não perdoava. Entretanto, o diferencial não é apenas o talento nos gramados e sim, a combinação com a postura fora deles.

        Sucesso na França o leva ao Chelsea

        Como muitos africanos que possuem o francês como língua nativa, o início foi na França. Ainda adolescente, deixou Abidjan, na Costa do Marfim, e começou a se destacar pelo Lavellois, clube amador. Didier Drogba assinou seu primeiro contrato profissional com o Le Mans, da segunda divisão nacional. Os gols o levaram à elite, no Guingamp. Apenas uma temporada e meia foi suficiente para chamar a atenção do gigante do país: o Olympique de Marseille.   

        Os 32 gols em 55 jogos convenceram o russo Roman Abramovich, que havia comprado o Chelsea e tinha planos audaciosos, a investir 24 milhões de libras em seu futebol. Junto a Peter Cech, John Terry e Frank Lampard, Didier Drogba formou uma espinha dorsal que conduziu o Chelsea degraus acima no futebol inglês e europeu. E o marfinense sempre foi protagonista com a camisa dos Blues

        Os dois primeiros dos oito anos em Stamford Bridge foi como todo torcedor dos Blues sonharia: bicampeão nacional. Didier Drogba ainda seria artilheiro da Premier League em duas temporadas (2006/07 e 2009/10), voltaria ao clube para encerrar sua história pelo time inglês em 2014/15, com 164 gols marcados e o status de maior artilheiro estrangeiro do clube. 

        O ápice nos gramados

        Dezenove de maio de 2012. Quatro anos depois de uma derrota dolorida nos pênaltis, na final da Liga dos Campeões, para o Manchester United, o Chelsea estava de volta à decisão do torneio. A partida foi na Allianz Arena, casa do Bayern de Munique, tricampeão continental e o adversário a ser batido.

        O confronto se resume a um personagem: Didier Drogba. É impossível falar dos momentos cruciais do jogo sem citar o marfinense. Com bola rolando, domínio bávaro com 26 finalizações, contra apenas sete do Chelsea. Até quando os Blues resistiriam?

        Aos 38 da segunda etapa, quando Kroos levantou na área e Muller cabeceou para o gol, os donos da casa fizeram os Blues reviverem o pesadelo de ver a orelhuda escapar pelas mãos. 

        Porém, cinco minutos depois, ele estava lá, entre os zagueiros, preciso, com seus instinto artilheiro de sempre. Didier Drogba mandou uma cabeçada forte, balançou as redes e as emoções de quem acompanhava a partida. 

        Ainda que o atacante pudesse ser lembrado como herói, ao empatar a partida, em sua fase mais derradeira, e prorrogar o jogo para mais 30 minutos, o destino tratou de tornar este capítulo mais emocionante.

        Cinco minutos do primeiro tempo da prorrogação. Franck Ribéry invade a área do Chelsea e é derrubado, justamente por Didier Drogba. Pênalti. Incredulidade do marfinense. Do céu ao inferno. Arjen Robben na bola. Petr Cech defende e livra o camisa 11 de um fardo. O 0 a 0 no tempo extra define: decisão nas penalidades. 

        Após nove cobranças, o placar apontava 3 a 3 e só restava ele. Didier Drogba, diante de Manuel Neuer e a torcida bávara, para coroar um projeto ambicioso e colocar o seu nome em uma prateleira ainda mais alta na história de ídolos do Chelsea. De pé direito, manda a bola para o canto oposto do goleiro alemão. Não havia mais o que esperar. O Chelsea de Drogba chega ao topo. 

        Além de marcar história nos azuis londrinos, o atacante também deixou sua marca no Galatasaray, da Turquia, e em outros dois continentes. No asiático, com uma curta passagem pelo Shanghai Shenhua, da China, e na América do Norte, com participações no Impact Montreal, do Canadá, e no Phoenix Rising, dos Estados Unidos.

        Pela seleção da Costa do Marfim, embora não tenha conquistado títulos, o ex-jogador liderou o time em três participações em Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014). Além disso, é o maior artilheiro, com 65 gols, e considerado o maior jogador da história do país. 

        A influência fora de campo

        A relevância do jogador vai além das quatro linhas. Em 2007, durante a guerra civil na Costa do Marfim, entre o norte do país, que representava o governo, e o sul, ocupado por rebeldes e região onde o capitão nasceu, Didier Drogba teve uma ideia que mudou os rumos do conflito.

        Sob sua influência, a partida amistosa contra Madagascar mudou da capital econômica, Abidjan, para Bouaké, no sul. O melhor jogador africano de 2006 e 2009 viu o presidente e o líder rebelde lado a lado. O início do cessar fogo de uma guerra que já durava cinco anos. 

        ''Ver os dois lados juntos, cantar em uníssono, o hino do meu país foi muito especial. Eu senti que a Costa do Marfim nasceu de novo'' - disse Didier Drogba. 

        No mesmo ano, foi nomeado embaixador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Dois anos mais tarde, a sua fundação e o Chelsea, clube que defendia, construíram um hospital na capital marfinense. 

        Didier Drogba ainda atuou em campanhas de combate ao ebola, tuberculose, AIDS e malária e, com o apoio da FIFA, para o desenvolvimento esportivo na África. 

        O astro também doou 600 mil libras ao Levallois Sporting Club, seu clube formador na França. O dinheiro foi usado na manutenção da agremiação e para melhorias estruturais na comunidade. Posteriormente, o estádio local, nos arredores de Paris, foi rebatizado de Stade Didier Drogba.

        Didier Drogba é um dos grandes e, com toda sua grandeza, ergueu clubes, comunidades e um país. Multicampeão como atleta, o maior troféu quem ganhou fomos nós, admiradores de seu futebol e influência. Vimos e ainda veremos o marfinense assistir companheiros e marcar golaços, desta vez, fora de campo.

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        Didier Drogba (CIV)
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        Comentários (1)
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        motivo:
        O maior. . .
        2020-04-17 09h34m por 10esc
        . . . . o maior iogador da história do Corinthians
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