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        Maradona: El Dios

        Texto por ogol.com.br
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        A história de Diego Armando Maradona é a história de muitos meninos de infância pobre na Argentina: pouca comida, brinquedos escassos e diversão nas ruas, normalmente com uma bola. Não foi para muitos que a bola sorriu, mas, para Maradona, ela fez mais que isso: o transformou em um verdadeiro Deus. Um Deus que faz gols com a mão, faz gols driblando todo mundo, faz gols mágicos, é aplaudido por multidões e torna clubes sem tanta tradição verdadeiros gigantes, equipes medianas campeãs do mundo. 

        Maradona nasceu e foi criado na Villa Fiorito, favela da periferia de Buenos Aires. Muitas vezes, sua mãe deixava de comer para dar aos filhos. A infância não foi de luxo, muito pelo contrário. Era na rua que Maradona podia ser criança e esquecer as dificuldades nas peladas. 

        Nas ruas, Maradona fazia a bola sorrir como poucos. E os adversários, normalmente, nem tanto: ficavam no chão. Tanto que Maradona teve de deixar as ruas, que já eram pequenas demais para ele, para jogar nos campos. Primeiro no Estrella Roja, equipe de bairro. 

        Os olheiros do Argentinos Juniors, atentos a nova pérola que surgia no meio da periferia, bateram à porta da casa de Maradona e pediram para o menino jogar em uma equipe amadora do clube, Los Cebollitas. Caso o destaque se repetisse, Maradona poderia ganhar uma chance no time principal. Assim o foi. 

        O menino no meio dos homens 

        Maradona estreou no Argentinos Juniors com apenas 15 anos. Era um menino no meio dos homens. El Pibe de Oro, ou O Menino de Ouro. Mas o menino logo teve de virar homem, já que se tornou a principal fonte de renda da família. 

        O desempenho de Maradona no Argentinos Juniors impressionou. Apenas no segundo anos de profissional, já passou a ser presença na seleção argentina. A estreia foi curiosa: em jogo contra a Hungria, o atacante acabou expulso de campo. 

        Maradona impressionava pelos dribles, pelo raciocínio rápido e, também, pelos gols. E foram muitos. O desempenho não o levou para a Copa de 1978, conquistada pela Argentina em casa, mas, em 1979, o meia participou do fracasso argentino na Copa América, com eliminação ainda na primeira fase na lanterna do grupo B, com Brasil em primeiro e Bolívia em segundo. 

        Cada vez mais protagonista na seleção, Maradona logo mudou de patamar também em termos de clube. Deixou o Argentinos Juniors, que nunca o deu grandes times, e se mudou para o Bairro de La Boca para defender o Boca Juniors. 

        Logo no ano de estreia com a camisa xeneize, Maradona foi a genialidade do time campeão argentino em 1981. Foram 28 gols em 40 jogos naquela temporada. O sucesso foi tamanho que logo o jogador deixou o clube para ir ao Barcelona... 

        Passagem frustrada na Catalunha

        Maradona chegou na Catalunha depois de sua primeira Copa do Mundo, em 1982. Já consolidado no time argentino, Don Diego marcou dois gols contra a Hungria, mas foi expulso contra o Brasil e os "Hermanos" ficaram pelo caminho. 

        Ainda assim, a expectativa era enorme no Camp Nou. O argentino era considerado um dos grandes nomes do futebol mundial. Mas pelo Barça, o craque não conseguiu marcar época, apesar de algumas exibições de gala e dos 38 gols que somou em 59 jogos como blaugrana

        O extra-campo atrapalhou o argentino. A fama, o dinheiro, a droga acabaram levando o craque para outro caminho. A carreira de Maradona parecia decolar, mas passou por uma queda sem amortecimento. No Camp Nou, não havia mais espaço para Diego. 

        O argentino somou inimizades e episódios tristes. Até que a saída acabou sendo inevitável. O Napoli apareceu como interessado, e o Barcelona não pensou duas vezes antes de se desfazer de um jogador que causava mais problemas do que trazia soluções. 

        O olimpo

        A mudança para o San Paolo fez bem a Maradona. O Napoli não gastou pouco, mas investiu em um nome para mudar o patamar do clube. Maradona era o símbolo de uma nova era por lá. Nova era esta que demorou um pouco. Ao menos na Itália. 

        A primeira temporada no Napoli terminou com uma oitava colocação no Campeonato Italiano e eliminação na fase de grupos da Copa da Itália. Na temporada seguinte, Maradona jogou menos (31 jogos, contra 36) e fez menos gols (13, contra 17), mas o time alcançou o terceiro lugar. 

        Se esperava muito dos Azzurri na temporada seguinte, mas Maradona se concentrou, primeiro, na Copa de 1986, disputada no México. O Mundial daquele ano foi o verdadeiro olimpo para Maradona, que se consagrou de vez como um Deus do futebol. 

        A Argentina tinha um time ok. Uma equipe correta. Jogadores de alto nível, mas longe de serem os favoritos em uma Copa do Mundo. Mas com Maradona... O craque chamou a responsabilidade naquela Copa principalmente no mata-mata. 

        As quartas de final, contra a Inglaterra, ficaram marcadas por um jogo antológico de Maradona, que entrou para a história do futebol mundial. Nele, Maradona marcou o chamado gol com La Mano de Dios, enganando a todos, inclusive ao árbitro. Também fez um gol genial driblando quase todo mundo. Ou seja: Maradona derrubou a Inglaterra. 

        Na semifinal, Maradona marcou os dois gols da vitória sobre a Bélgica. A final foi contra a Alemanha de Lothar Matthaus, Brehme e Rummenigge. O jogo estava 2 a 2 quando, com um tapa na bola, Maradona deixou Jorge Burruchaga na cara do gol. O camisa 7 avançou e bateu na saída do goleiro para definir: a Argentina era, de novo, campeã do mundo. 

        Rei também em Nápoles 

        Maradona voltou campeão do mundo para Nápoles, e se tornou um rei também na Itália. Na temporada seguinte a da Copa, o Napoli se sagrou campeão italiano e da Copa da Itália, com 17 gols de Maradona em 41 jogos e ainda sem Careca. 

        O brasileiro chegaria para as temporadas seguintes, onde o time continuou a ser um dos grandes do futebol italiano. Maradona seria mais uma vez campeão italiano, da Supercopa da Itália e elevaria o patamar dos Azzurri com o título da Copa da Uefa, que mais tarde virou a Liga Europa. 

        Ao longo da campanha, os italianos deixaram pelo caminho gigantes como Bayern de Munique e Juventus. Na decisão, vitória magra contra o Stuttgart no San Paolo e empate sofrido na Alemanha que acabou confirmando o título para os Azzurri

        Maradona provou que era Rei no San Paolo também na Copa de 1990, disputado em solo italiano. Com grande atuação de Diego, ainda camisa 10, a Argentina eliminou a anfitriã, nos pênaltis, e foi para a final, que acabou com título alemão. 

        O vício e o fim

        Depois da Copa, Maradona seguiu muito querido pelos fãs azzurri, mas as polêmicas nas noitadas da cidade eram cada vez mais constantes, e o vício pela cocaína se tornou mais intenso. Em 1991, Maradona acabou flagrado no antidoping e deixou o clube para jogar no Sevilla, em passagem sem deixar saudades. 

        O craque acertou a sua volta para a Argentina para jogar no Newell´s Old Boys, visando provar que ainda tinha condições de vestir a camisa da seleção. Foram apenas cinco jogos no clube, mas Maradona conseguiu participar da repescagem contra a Austrália, e a Argentina se colocou na Copa dos EUA. 

        No Mundial, mais polêmicas: Maradona fez os últimos de seus 91 jogos pela seleção argentina, e marcou o último dos 34 gols, mas acabou afastado por doping. O retorno para o Boca Juniors veio para tentar apagar a má imagem nos Estados Unidos. 

        Mas a verdade é que Maradona nunca mais voltou a ser o mesmo. Jogou até 1997 no time, com uma breve passagem como técnico do Racing em 1995, e se despediu em um clássico contra o River no Monumental. Maradona deixou o campo para dar lugar a Juan Román Riquelme, que seria outro camisa 10 lendário do futebol argentino. 

        A lenda seguiu 

        Maradona seguiu o mesmo depois que se aposentou: polêmicas extra-campo em meio a tentativa de uma carreira de sucesso no futebol (agora sem o mesmo brilho). Dessa vez como técnico, trabalhou em mercados atraentes nos Emirados Árabes, mas também aceitou grandes desafios. 

        Mais de dez anos depois da breve experiência como treinador do Racing em 1995, Maradona foi escolhido como novo técnico da seleção argentina e comandou Lionel Messi, que para muitos o superou como maior jogador argentino da história. 

        A passagem no comando argentino ficou marcada com uma classificação sofrida para a Copa de 2010, com efusiva comemoração do treinador. Na África do Sul, em sua única Copa como técnico, Maradona viu a Argentina ser atropelada pela Alemanha nas quartas de final, sua despedida da seleção. Como técnico, voltou ao seu país em 2019 para comandar o Gimnasia.

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