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Boca Juniors

Texto por ogol.com.br
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Na praça Solís, no Bairro de La Boca, em Buenos Aires, Esteban Baglietto, Alfredo Scarpatti, Santiago Sana e os irmãos Teodoro e Juan Antonio Farenga fundaram, em 03 de abril de 1905, o Boca Juniors, que se tornaria um dos maiores clubes não só da Argentina, como da América e do mundo. 

O primeiro jogo aconteceu em 21 de abril de 1905, de acordo com registros da equipe. O duelo, contra o Mariano Moreno, terminou 4 a 0 para os Xeneizes. Começava, ali, uma história de vitórias. 

Apesar de ter origens italianas, o Boca adotou um uniforme azul e amarelo em referência as cores da bandeira de um barco sueco que ficava atracado em La Boca. O uniforme ganhou forma completa em 1913, e foi também quando surgiu o Superclássico. 

A crônica argentina data o primeiro Superclássico oficial da história no dia 24 de agosto de 1913. No campo do Racing, Boca e River se enfrentaram pelo Campeonato Argentino. Os Millionarios venceram por 2 a 1, apesar de, segundo relatos da época, os Xeneizes terem jogado melhor. 

O Boca penou para achar uma casa nos primeiros anos de vida. Ficou conhecido mais pela garra de seus jogadores do que propriamente pelos atributos técnicos. Era na base da superação. Assim, veio o primeiro título argentino, de 1919, seguido pelo bicampeonato no ano seguinte. 

Na década de 1920, os Xeneizes conquistaram ainda outros quatro campeonatos, fazendo crescer a popularidade do time. Mas, apesar das conquistas, a casa própria só veio na década de 1940, com a construção da Bombonera, inaugurada em 25 de maio com vitória sobre o San Lorenzo. 

O estádio foi palco de momentos gloriosos do time naquela mesma década, como a equipe invicta por 26 partidas que faturou o Argentino de 1943, com a presença do atacante Severino Varela, o "uruguaio da boina branca".

A superação dos anos difíceis e o ídolo brasileiro

Entre 1945 e 1959, o Boca viveu seu período mais complicado da história. Um clube popular pelos títulos ficou, durante esses 15 anos, com apenas um campeonato, quase caindo ainda para a segunda divisão. 

O único título nesse período veio em 1954, com vitória sobre o Tigre. Eram nove anos de seca até que a garra xeneize voltou a ser campeã, em uma campanha ressaltada pela solidez defensiva.

Um brasileiro acabou sendo um dos responsáveis pela recuperação da equipe da Bombonera: Paulo Valentim. Especialmente em clássicos. O atacante é considerado o grande artilheiro do Boca no Superclássico. 

"Tim! Tim! Tim! Es gol de Valentim!", gritavam os torcedores. Foram dez gols do brasileiro contra o River, que acabou sendo seu grande freguês. O Boca foi campeão em 1962, 1964 e 1965, em um time que contava também com Ángel Rojas, um atacante que fazia a torcida sonhar com seus dribles. 

A volta olímpica Monumental e a conquista da América 

O título argentino de 1970 está na memória dos torcedores Xeneiezes. No Monumental de Nuñez, o Boca, na época comandado por Alfredo Di Stéfano, confirmou o campeonato com empate em 2 a 2 com o River. 

Já consolidado na Argentina, o Boca deu seu passo internacional também nesta década. O técnico Juan Carlos Lorenzo chegou ao clube em 1976, e solicitou a diretoria a contratação de atletas já rodados, como Hugo Gatti, Francisco Sá, Rubén Suñé, Carlos Veglio e Mastrángelo. 

Apesar de as contratações terem sido contestadas na época, elas acabaram formando a base do bicampeonato da Libertadores, em 1977 e 1978. Na primeira final, o goleiro Hugo Gatti brilhou para a conquista nos pênaltis sobre o Cruzeiro. 

Os argentinos ainda se sagraram campeões mundiais. Mesmo depois de empatar na Argentina, superaram o frio europeu para vencer o Borussia Monchengladbach e ficar com a taça. 

Maradona 

A saída do vitorioso técnico Toto Lorenzo foi suprida com o nascimento de uma lenda. Depois de grandes temporadas pelo Argentinos Juniors, Diego Armando Maradona se mudou para a Bombonera em 1981.

A primeira temporada foi assombrosa, com 28 gols em 40 jogos, um deles um inesquecível tento contra Fillol em um Boca x River. O Boca acabou campeão, mas Maradona acabou indo para o Barcelona, e depois para o Napoli. 

A equipe da Bombonera viveu uma década e meia sem o ídolo. Passou por crises, ficou 11 anos sem títulos nacionais, mas também teve sucessos, como o Clausura de 1992 com o uruguaio Óscar Tabárez. 

Maradona ainda voltou ao clube no fim da década de 1990. Apesar de o Boca não ter conseguido grandes campanhas na época, o time via nascer uma geração vitoriosa, com Martín Palermo, Riquelme, Abbondanzieri,  Arruabarrena, os irmãos Schelotto e companhia. 

O Senhor América

Com esses nomes, o Boca viveu seu período mais glorioso. Comandado por Carlos Bianchi, o time foi três vezes campeão do Apertura, uma do Clausura, faturou três Libertadores e dois títulos mundiais, além de duas Copas Sul-Americana e uma Recopa. O Boca era o "Senhor América". 

Desde tal geração, o Boca não voltou ao topo do mundo, e nem do continente. Chegou perto em 2018, mas, na derrota mais amarga de sua história, perdeu a final da Libertadores em Madri, para o River, na prorrogação. A dor pela derrota não apaga uma história gigante. 

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